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BackMarketing Político na Colômbia: Espriella e Cepeda e suas Estratégias
Marketing Político na Colômbia: Espriella e Cepeda e suas Estratégias
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G16/21/2026Politics3 min readBrazil

Marketing Político na Colômbia: Espriella e Cepeda e suas Estratégias

Quick Look

  • Na Colômbia, a eleição presidencial opõe o ultradireitista Abelardo de la Espriella, com marketing teatral e militarista, ao esquerdista Iván Cepeda, que aposta em táticas inspiradas no K-pop e na juventude.
  • Espriella usa o apelido "El Tigre" e a camisa da seleção, enquanto Cepeda adota o "coração coreano".

AI-generated summary

Why It Matters

A Colômbia se prepara para eleger seu presidente entre o candidato de ultradireita Abelardo de la Espriella e o de esquerda Iván Cepeda. A disputa marca um possível fim para o primeiro governo de esquerda do país, após décadas de conflito armado.

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Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda — Foto: Reuters/Luisa Gonzalez; Reuters/Sergio Acero

A Colômbia vai às urnas neste domingo (21) para escolher entre o candidato de ultradireita Abelardo de la Espriella e o candidato de esquerda Iván Cepeda - apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro.

Os dois não poderiam ser mais diferentes. Sem experiência em cargos públicos, Abelardo de la Espriella se tornou uma figura quase teatral diante de seu adversário, Iván Cepeda, que adotou uma campanha mais austera.

Espriella lidera as pesquisas de intenção de voto e, se eleito, colocará fim ao primeiro governo de esquerda da Colômbia - país marcado por mais de seis décadas de conflito armado interno.

Confira a seguir as curiosidades do marketing político por trás dos candidatos à presidente na Colômbia:

Prestar continência

Comício do candidato Abelardo De La Espriella — Foto: Reuters/Charlie Cordero

Toda vez que Espriella termina uma intervenção, leva a mão direita ao cenho, baixa rapidamente e grita: "Firme pela pátria!".

Embora não tenha formação militar, inspirou seus apoiadores a prestar continência como saudação.

Seus atos públicos costumam ser acompanhados por militares reformados vestidos com trajes camuflados, que se alinham quando toca o hino nacional.

Em seus discursos, ele ressalta o trabalho dos soldados e assegura que, se for eleito presidente, sua cerimônia de posse será realizada em um batalhão.

Uma comissão surgida do acordo com as Farc estimou que pelo menos 403 mil membros da força pública foram vítimas durante o conflito armado.

O Tigre

Apoiador de Espriella leva tigre de pelúcia a comício. — Foto: Reuters/Cesar Quiroz

Segundo sua página na internet, o apelido de Espriella, "El Tigre" surgiu de uma declaração do ex-presidente Álvaro Uribe, que governou entre 2002 e 2010.

O líder da direita colombiana, que apoia o ultradireitista após a derrota de seu partido no primeiro turno, afirmou em 2024 que a Colômbia precisava de "um tigre" ou "uma tigresa" na Presidência.

Espriella assumiu como própria a imagem do felino, como fizeram os presidentes argentino, Javier Milei, com o leão, e o americano, Donald Trump, com a águia-careca americana.

Tudo isso combinado com vídeos de inteligência artificial e fogos de artifício no palanque.

K-popers

Apoiadora mostra imagem do candidato Ivan Cepeda — Foto: Reuters/Sergio Acero

A principal inspiração do esquerdista Iván Cepeda para conquistar votos veio do outro lado do Pacífico.

Sua campanha sóbria, a ponto de ser considerada enfadonha por alguns especialistas, visou os 'k-popers', fãs da música sul-coreana K-pop, que mobiliza milhões de pessoas ao redor do mundo.

O gesto simbólico do senador é o coração coreano: cruzar a ponta do indicador e o polegar para formar um pequeno coração.

Geralmente jovens da geração Z, os k-popers se organizaram para apoiar as propostas deste filósofo e defensor dos direitos humanos de 63 anos com danças, cartazes e vídeos com músicas do BTS e de outros grupos.

Também fizeram encontros presenciais, sobretudo em Bogotá.

Camisa da seleção

Abelardo De La Espriella com a camisa da seleção da Colômbia durante comício. — Foto: Reuters/Sergio Acero

A camisa amarela da seleção de futebol da Colômbia se tornou um símbolo da direita.

No marco da Copa do Mundo de Futebol-2026, Espriella e seus seguidores usaram a camisa na campanha diante do incômodo da esquerda, que os acusou de se apropriarem de um símbolo nacional.

Muitos de seus apoiadores votaram no primeiro turno vestindo camisas com os nomes de craques da seleção, como James Rodríguez e Luis Díaz.

A estratégia se assemelha à empregada no Brasil, onde os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro também têm usado a camisa verde e amarela da seleção como símbolo nos últimos anos.

Em uma tentativa de desvincular a camisa da direita, Petro e alguns ministros também a vestiram.

No começo de junho, uma juíza proibiu Espriella de usá-la como símbolo, mas a Suprema Corte suspendeu esta decisão em seguida.

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Open Questions

  • Qual será o impacto da escolha na política colombiana?
  • Como as estratégias de marketing influenciarão o eleitorado?

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This article was originally published by G1.

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