
Paraguayo Cubas foi hostilizado por manifestantes no centro de Assunção em meio à crise política e à prisão do ex-presidente Santiago Peña.
O ex-candidato à Presidência do Paraguai Paraguayo 'Payo' Cubas foi hostilizado e retirado sob vaias de um protesto em Assunção, em meio a uma crise política que culminou na prisão domiciliar do ex-presidente Santiago Peña.
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Paraguai enfrenta crise política após impeachment e prisão domiciliar do ex-presidente Santiago Peña, ligada a escândalo no Ueno Bank.
Paraguayo "Payo" Cubas, ex-candidato à Presidência do Paraguai, foi recebido com vaias e protestos por um grupo de jovens ao se aproximar de uma manifestação nas imediações do Congresso Nacional, no centro de Assunção. Sob vaias e xingamentos, ele foi retirado do meio da multidão.
Segundo o jornal El Nacional, ele foi confrontado pelo grupo ao aparecer entre os manifestantes em meio à crise política no país. Participantes do ato questionaram o ex-candidato sobre sua responsabilidade política na eleição de parlamentares considerados controversos e que são alvos de denúncias.
Em 2023, Cubas concorreu à Presidência do Paraguai e terminou em terceiro lugar. Seu discurso antissistema e suas posições confrontadoras renderam comparações com o argentino Javier Milei, motivo pelo qual ficou conhecido como "Milei paraguaio".
A aparição de Cubas ocorreu em um cenário de tensão política, com manifestantes concentrados nas ruas do centro de Assunção. Após a aprovação do impeachment no Congresso, o ex-presidente Santiano Peña foi preso nesta sexta-feira (6).
De acordo com a imprensa paraguaia, que mostrou imagens de presença policial em frente à residência de Peña, o político do Partido Colorado foi informado da ordem e ficará detido em prisão domiciliar até se apresentar à Procuradoria.
A retirada dele do cargo coroa uma semana turbulenta, marcada pelo escândalo de fraudes envolvendo o Ueno Bank, principal banco digital do país, com 2,9 milhões de clientes —o país tem cerca de 7 milhões de habitantes.
A investigação respingou em Peña, ex-investidor da holding do banco e responsável por, em 2023, nomear Carlos Carvallo, então presidente-executivo da companhia, para a presidência do Banco Central do Paraguai. Carvallo renunciou ao cargo nesta semana e também teve ordem de prisão emitida nesta sexta.
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Santiago Peña se apresentará à Procuradoria
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