Ministro de Netanyahu diz que missão de Israel contra o Irã 'não está concluída'
Ministro da Defesa reitera acusações sobre programa nuclear iraniano e alerta sobre prontidão militar
Quick Look
- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que a missão contra o Irã não terminou, citando esforços iranianos para obter armas nucleares.
- O alerta ocorre em meio a incertezas políticas internas e tensões regionais no Líbano e Gaza.
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Why It Matters
O Irã nega há muito tempo a busca por armas nucleares. O Hezbollah abriu uma frente contra Israel em outubro de 2023.
Israel não terminou com o Irã, afirmou neste domingo (8) o ministro da Defesa, Israel Katz, ao reiterar as acusações de que Teerã busca obter armas nucleares, algo que a República Islâmica nega há muito tempo.
"No que diz respeito ao Irã, a missão ainda não está concluída. O Irã está tentando retomar seus esforços para obter armas nucleares, juntamente com outras iniciativas graves que colocam o Estado de Israel em perigo real", declarou o ministro de Binyamin Netanyahu.
Katz disse ainda que Israel está "preparado para todos os cenários" e "disposto a agir o quanto for necessário para proteger" seus cidadãos. A fala ocorre em meio a especulações sobre uma possível retomada das operações militares israelenses contra o Irã.
As declarações também se dão em um contexto de incerteza política no país, após as eleições legislativas de 27 de outubro. No sábado (7), o presidente do país, Isaac Herzog, indicou Gadi Eisenkot, principal rival político do atual premiê, para tentar formar um novo governo no Estado judeu.
Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas, recebeu o maior número de indicações dos partidos, inclusive de legendas que representam a minoria árabe, embora tenha descartado formar uma coalizão com elas.
Katz afirmou ainda que as tropas israelenses não se retirarão das chamadas "zonas de segurança" estabelecidas no sul do Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza. Segundo ele, caso o grupo Hezbollah decida unir-se ao Irã para lançar um ataque contra Israel, "sofrerá golpes extremamente severos".
O grupo xiita, apoiado por Teerã, abriu uma frente contra Israel em outubro de 2023, após o início do conflito com o país persa sob a justificativa de apoiar os palestinos da Faixa de Gaza.
Open Questions
- Quais serão as ações militares concretas contra o Irã?
- Como a formação do novo governo afetará a política de defesa?







