
Famílias e comerciantes relatam prejuízos com alimentos estragados e riscos à saúde após mais de 40 horas sem eletricidade.
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Um temporal atingiu Campo Grande na quinta-feira, dia 10, causando danos à rede elétrica e queda de árvores. A concessionária Energisa alega ter restabelecido 91% do fornecimento até o momento.
Dois dias depois do temporal que atingiu Campo Grande, moradores de diferentes regiões da cidade ainda enfrentam os efeitos da falta de energia elétrica. Há relatos de famílias que estão há mais de 40 horas sem luz, alimentos estragando dentro de geladeiras e comerciantes que perderam parte da produção por falta de refrigeração. Concessionária afirma que trabalha para restabelecer energia.
Na Vila Nasser um morador relatou que estava há cerca de 38 horas sem energia. “Tá impossível já”, contou.
No Jardim das Virtudes, moradores também afirmam que estão sem luz desde o fim da tarde de quinta-feira. Para tentar conservar os alimentos, uma família passou a usar sacos de gelo dentro do congelador.
“Tudo com gelo desde quinta-feira para poder manter nossa carne e nosso alimento”, relatou uma moradora. Segundo ela, parte dos alimentos já foi retirada da geladeira para evitar novas perdas.
Em outro caso, Adriana Dias procurou ajuda para a filha e o genro, que têm uma loja de marmitas congeladas. Segundo ela, o estabelecimento está há dois dias sem energia elétrica.
Como toda a produção depende de refrigeração, os alimentos começaram a se perder. A família afirma que, além do prejuízo com a produção, o casal está preocupado com a perda de renda.
Adriana também relata que casas de uma quadra próxima já tiveram o fornecimento restabelecido, enquanto alguns imóveis continuam sem energia.
“Eles estão vendo, dia após dia, todo o trabalho e o alimento se perderem”, contou.
Na Rua Brilhante, moradores afirmam que uma árvore de grande porte caiu durante o temporal e atingiu um poste. A estrutura ficou atravessada na rua, com fios espalhados pela via.
Segundo Andreia Peres, a Agetran esteve no local e interditou a rua, mas os moradores aguardavam o reparo da rede elétrica. Ela afirma que a região estava sem energia havia três dias e que comerciantes também foram afetados.
Um restaurante localizado próximo à casa dela, por exemplo, teria precisado fechar por causa da falta de energia.
Outro morador, Paulo Coelho Machado, relatou que uma fiação permanecia caída na Rua Catigua havia mais de 40 horas, apesar de chamados feitos à concessionária. A situação, segundo ele, também representava risco para quem passava pelo local.
Um dos casos mais delicados relatados após o temporal envolve um paciente acamado que depende de equipamentos elétricos para cuidados de saúde.
Margiane Reis contou que o marido, Alessandro Moreira dos Reis, de 50 anos, está acamado há 12 anos e utiliza respirador, inalador, aspirador, oxigênio, bomba de infusão, oxímetro e colchão pneumático. Um frigobar também é usado para armazenar dieta enteral e medicamentos.
Após a queda de energia, uma enfermeira que atende o paciente conseguiu uma extensão com uma casa que ainda tinha eletricidade. Foram usados cerca de 100 metros de cabo para levar energia até o imóvel.
Margiane disse que acionou a concessionária logo após a interrupção e voltou a ligar na manhã seguinte. Segundo ela, foi informada de que a ordem de serviço já estava com uma equipe.
O atendimento, porém, só ocorreu depois que o caso ganhou repercussão nas redes sociais. De acordo com a família, uma equipe chegou por volta das 22h30 e fez o reparo.
Para a presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/MS, Larissa Brandão, quem teve prejuízos por causa da falta prolongada de energia deve começar a reunir provas desde já.
A orientação é registrar a reclamação sobre a falta de energia e guardar o número do protocolo, informando desde quando o imóvel está sem fornecimento.
O consumidor também deve documentar os prejuízos, fazendo uma lista dos alimentos, aparelhos e outros itens que foram perdidos ou danificados.
Fotos e vídeos dos produtos estragados também podem ajudar a comprovar o problema. A advogada recomenda ainda guardar notas fiscais de eletrônicos e eletrodomésticos e comprovantes de pagamento dos alimentos perdidos, quando houver.
Mesmo quem não tem nota fiscal ou comprovante de pagamento não perde automaticamente o direito de pedir o ressarcimento.
“Não é necessário que ele faça diversos protocolos relatando o mesmo problema”, explicou Larissa.
Segundo ela, um registro da falta de energia é suficiente. Quando os prejuízos forem constatados, porém, o consumidor deve fazer uma segunda ocorrência, informando quais itens foram perdidos ou danificados.
A advogada explica que o temporal pode justificar uma interrupção no fornecimento, mas isso não significa que o consumidor tenha que arcar necessariamente com todos os prejuízos provocados pela falta de energia.
Se ficar comprovado que alimentos foram perdidos ou equipamentos foram danificados em razão da interrupção, a concessionária poderá ser responsabilizada.
Depois do registro dos prejuízos, o consumidor deve aguardar a análise e a resposta da concessionária. Se o pedido de ressarcimento for negado, a orientação é procurar órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, e, se necessário, buscar orientação jurídica para avaliar uma ação judicial.
A Energisa informou que continua trabalhando na recuperação dos danos provocados pela tempestade que atingiu Campo Grande no fim da tarde de quinta-feira (10).
Segundo a empresa, até as 18h, 91% dos clientes afetados já haviam tido o fornecimento de energia restabelecido. As equipes permanecem mobilizadas, inclusive durante a madrugada, para atender os locais que ainda estão sem luz.
A concessionária informou ainda que um novo boletim será divulgado conforme houver atualizações.

A storm in the early hours of this Saturday in Sorocaba (SP) caused flooding, road closures and the collapse of the Municipal Kennel wall. There were no injuries or homeless people. The level of the Sorocaba River has risen, but is now showing a progressive drop.

Heavy rains cause total and partial blockages on the Tietê and Pinheiros Marginals, in addition to the Régis Bittencourt Highway, in São Paulo. The CGE reports 16 flooding points in the capital, 10 of which were impassable this Saturday morning.

Inmet issued storm alerts for 319 municipalities in Paraná this Saturday (12). The most serious warning covers 207 cities, with winds of 100 km/h and hail forecast. The state should remain with unstable weather and persistent rain until Sunday (13).

Intense rains between Friday (11) and Saturday (12) caused flooding, falling trees and structural damage in cities such as Itapetininga, Sorocaba and Itararé. Civil Defense maintains alerts due to the ongoing meteorological risk in the state of São Paulo.

Storm with hail damaged hundreds of homes in Seberi, Braga and Pinhal. Twenty people are homeless in Santa Bárbara do Sul, Campo Bom and Três Palmeiras. Civil Defense warns of the risk of flooding on the Uruguay River until September 12th.

Regions of Campinas and Piracicaba are under severe warning for storms and strong winds due to cold fronts and an extratropical cyclone. Cities such as Sumaré and Monte Mor report displacement, flooding and preventive traffic closures.