Moradores de Ceuta destroem acampamento de imigrantes na praia
Quick Look
- Moradores de Ceuta, território espanhol no norte da África, destruíram um acampamento improvisado de imigrantes em uma praia da cidade em 27 de agosto de 2026, derrubando barracas, jogando pertences no mar e queimando objetos, enquanto carregavam bandeiras da Espanha e de Ceuta.
- A manifestação ocorreu quase um mês após uma entrada em massa de cerca de 72 mil imigrantes em 30 de julho, que deixou dezenas de mortos e aumentou as tensões na região.
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Why It Matters
Ceuta é um território espanhol localizado no norte da África, fronteiriço com Marrocos, que tem sido ponto de entrada frequente para imigrantes que tentam chegar à Europa. Em 30 de julho de 2026, cerca de 72 mil pessoas atravessaram a fronteira em uma entrada em massa, resultando em dezenas de mortes e aumentando as tensões locais.
Moradores de Ceuta, território da Espanha no norte da África, destruíram na quinta-feira (27) um acampamento improvisado de imigrantes montado em uma praia da cidade. Veja no vídeo acima.
Manifestantes derrubaram barracas, jogaram pertences dos imigrantes no mar e queimaram objetos usados no acampamento. Eles carregavam bandeiras da Espanha e de Ceuta enquanto a polícia acompanhava a manifestação.
Antes de seguir para a praia, os moradores bloquearam uma estrada próxima ao local e entoaram palavras de ordem contra a presença de imigrantes. Em um dos momentos registrados pela Reuters, manifestantes gritaram "expulsem os invasores".
Os imigrantes acompanharam a destruição do acampamento de uma área próxima à praia. A polícia formou uma barreira para impedir que os manifestantes avançassem em direção a eles.
Fumaça e chamas se elevam enquanto moradores de Ceuta destroem um acampamento de migrantes na praia, em Ceuta, Espanha, em 27 de agosto de 2026 — Foto: FORTA via Reuters
A manifestação foi feita quase um mês depois de uma entrada em massa de imigrantes em Ceuta. Em 30 de julho, cerca de 72 mil pessoas atravessaram a fronteira entre o Marrocos e a cidade.
Naquele dia, imagens mostraram grandes grupos de pessoas chegando à cidade depois de nadarem pelo Mediterrâneo. A movimentação deixou dezenas de mortos: segundo autoridades, 82 pessoas morreram do lado espanhol e outras 14 mortes foram confirmadas pelo Marrocos.
Nos dias seguintes, milhares de imigrantes retornaram ao Marrocos pela passagem de fronteira, sob escolta policial. Segundo as autoridades, cerca de 5 mil pessoas permanecem em Ceuta.
A chegada em massa aumentou as tensões entre moradores e imigrantes e também alimentou discursos contra a imigração. O governo espanhol reforçou a segurança na região e enviou mais de 500 policiais da Espanha continental para o território.
Em 15 de agosto, a polícia marroquina prendeu pelo menos 111 pessoas que tentavam chegar a Ceuta, após novas convocações para uma travessia em massa circularem nas redes sociais.
O Centro Nacional de Inteligência da Espanha suspeita que autoridades marroquinas tenham sido coniventes com a mobilização que levou milhares de pessoas à fronteira em julho. O governo do Marrocos nega a acusação.
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Manifestantes desfraldam uma grande bandeira espanhola enquanto moradores de Ceuta destroem um acampamento de migrantes na praia, em Ceuta, em 27 de agosto de 2026 — Foto: FORTA via Reuters
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What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
O governo espanhol manterá o reforço policial em Ceuta nas próximas semanas.
Likely · Within weeks
Novas manifestações contra a presença de imigrantes podem ocorrer em Ceuta.
Possible · Within weeks
Open Questions
- Quais serão as medidas concretas do governo espanhol para evitar novos confrontos?
- Como as autoridades marroquinas responderão às acusações de conivência?
- Qual será o destino dos aproximadamente 5 mil imigrantes que permanecem em Ceuta?


