
Bairros da cidade estão sem abastecimento há vários dias; autarquia aponta consumo elevado e problemas localizados, enquanto SP Águas indica estágio de alerta por seca moderada.
AI-generated summary
Moradores de Salto relatam falta de água constante em diversos bairros, enquanto o Saae atribui o problema a fechamentos preventivos e consumo elevado devido ao calor.
Moradores de Salto (SP) afirmam que estão sofrendo com problemas no abastecimento de água na cidade há vários dias. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), no entanto, nega que os moradores estejam passando pelo chamado "rodízio" e fala em fechamento programado e preventivo.
Nesta quinta-feira (20), diversos bairros da cidade estavam sem água. Entre eles: Santa Cruz, Donalísio, Nações, Rondon, Vila Progresso, Celani, Bela Vista e São José.
Os moradores dizem que, mesmo quando a água volta, a pressão não é suficiente para chegar às casas. Além disso, afirmam que não são avisados com antecedência sobre quando o abastecimento será cortado ou restabelecido.
À TV TEM, o superintendente do Saae de Salto, Cesar Piva, disse que, dependendo do consumo do bairro, as caixas esgotam mais cedo. “Então, é necessário fechar pra recuperar o nível, pra ser aberto um tempo depois. Hoje, nós não conseguimos manter as 24 horas de água no reservatório para abastecer todo mundo.”
Ele afirmou ainda que problemas localizados também atrapalham a distribuição. Como exemplo, citou uma obra no bairro São José. “Não sabíamos exatamente o problema, mas estávamos tentando localizar. Por isso essa demora.”
Na segunda-feira (17), a argumentação do superintendente já havia sido parecida. “Salto não está em rodízio. O Saae está fazendo um fechamento programado e preventivo dos reservatórios para manter o nível. Essa medida se faz necessária, os eventos climáticos, a temperatura muito alta, acaba tendo um consumo muito maior", iniciou.
"Isso e nós temos necessidade de fazer esse fechamento preventivo dos reservatórios. Nós fazemos o monitoramento online, acompanha aqui todos os níveis dos reservatórios e dependendo do nível, baixou um pouco mais, nós fechamos para recuperação. Salto é abastecido pelo Ribeirão Piraí e o Buru. Os dois mananciais estão bem de água, não tem problema", completou.
O superintendente também destacou que parte da tubulação da cidade tem mais de 40 anos, o que pode gerar problemas no abastecimento. Piva destacou investimentos no setor e disse que, até 2028, a cidade vai distribuir água para mais de 400 mil habitantes, mais que o triplo da população atual.
Por fim, ele garantiu que os moradores podem solicitar caminhão-pipa para recompor a distribuição.
Silvana Hass precisa correr para fazer as tarefas de casa quando a água resolve aparecer. Na lavanderia, o retrato do problema: garrafas e bacias sem água e muita roupa para lavar. “A gente vai quase toda semana reclamar. Não se faz nada. Desde sábado aqui sem água.” A família chega a usar garrafinha para tomar banho.
Nunca tem água, mas a conta sempre chega. Neri Oliveira mostra a sua insatisfação com a situação. “A água continua vindo menos, mas o valor maior.”
Em nota, a SP Águas diz que monitora as condições hídricas da região de Salto, inserida nas Subunidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (sub-UGRHIs) do Rio Jundiaí e do Médio Tietê Superior. A empresa alega que, em julho, ambas foram classificadas no Estágio 2, de Alerta, segundo o Protocolo de Escassez Hídrica da agência.
“A classificação está relacionada ao Monitor de Secas, que indica Seca Moderada. O Estágio 2 indicado pela SP Águas não significa, por si só, desabastecimento. Eventuais interrupções no abastecimento de Salto devem ser verificadas junto ao prestador de serviço do município.”

Nova norma no Acre exige manifestação do Iphan sobre sítios arqueológicos em licenciamentos ambientais. A medida visa proteger geoglifos, estruturas milenares, proibindo o uso das áreas para pecuária ou plantio que cause danos ao patrimônio histórico.

O Inmet emitiu um alerta amarelo de baixa umidade do ar para 184 municípios da Paraíba neste sábado (22). A umidade deve oscilar entre 20% e 30%, exigindo cuidados com a saúde e hidratação da população até as 21h.

Em Manaus, a alta umidade e o El Niño elevam a sensação térmica, que pode superar a temperatura do ar em até 15°C. A arborização urbana atua como regulador térmico essencial para mitigar ilhas de calor e proteger populações vulneráveis.

Diante de ondas de calor e secas, proprietários no Reino Unido buscam instalar ar-condicionado. O processo enfrenta desafios como custos elevados, normas de construção, impacto em edifícios históricos e preocupações com o efeito de ilha de calor urbana.

Dezenas de municípios no estado do Rio de Janeiro enfrentam alerta de alto risco para incêndios florestais, impulsionados por altas temperaturas e baixa umidade do ar, segundo a Defesa Civil e o Cemaden.
O projeto 'Futuros Verdes no Nordeste', parceria entre o iCS e o CESAR, iniciou um mapeamento nos nove estados da região para identificar oportunidades na economia de baixo carbono, desafios climáticos e demandas por capacitação profissional.