
Caso, inicialmente registrado como lesão corporal, foi reclassificado pela polícia como tentativa de homicídio
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O ataque ocorreu durante uma festa de Halloween no Bar Cristal Rock, após uma discussão sobre a fila do banheiro.
A mulher suspeita de esfaquear Tainá Polegato Alves no pescoço durante uma festa de Halloween em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, é servidora da prefeitura da cidade. A informação foi confirmada pela administração municipal nesta sexta-feira (6). A Secretaria da Segurança Pública do Estado de SP (SSP) também informou que o caso foi registrado como tentativa de homicídio.
Identificada como Joyce Mara Rocumback Espírito Santo, de 43 anos, a suspeita ocupa o cargo de fiscal de Obras e Meio Ambiente e ainda está em estágio probatório, período em que a administração avalia o desempenho de servidores recém-admitidos.
Em nota, a Prefeitura de Itapecerica da Serra afirmou que aguarda uma notificação oficial das autoridades para decidir quais medidas administrativas serão tomadas em relação à funcionária.
A prefeitura também informou que não possui em seus registros comprovação de que a servidora tenha diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), condição que, segundo a administração, foi alegada pela suspeita.
O boletim de ocorrência inicial também registra que Joyce afirmou à polícia que fazia uso de medicamentos controlados e que não estava se sentindo bem durante o atendimento na delegacia.
Por esse motivo, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. Após ser liberada pela autoridade policial, a suspeita foi encaminhada a uma unidade de saúde.
O documento não informa quais medicamentos ela utilizava nem estabelece qualquer relação entre o uso deles e o ataque.
Como aconteceu o ataque
Tainá foi esfaqueada na madrugada de domingo (1º), após um desentendimento na fila do banheiro do Bar Cristal Rock, onde participava de uma festa de Halloween com amigos.
Segundo o boletim de ocorrência, a suspeita acusou Tainá de furar a fila. A discussão foi rápida e terminou quando a mulher retirou uma faca da bolsa e atingiu a vítima na região do pescoço.
Imagens de uma câmera de segurança mostram a suspeita se aproximando de Tainá, tocando em seu braço e, após uma breve troca de palavras, fazendo um movimento com um objeto em direção ao pescoço dela.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Tainá contou que inicialmente pensou que a faca fosse de mentira por estar em uma festa de Halloween.
“Eu demorei uns 10 segundos para entender porque era Halloween. Eu achei que era uma faca de mentira. Eu só me dei conta quando o sangue começou a espirrar.”
A vítima segue internada. Em vídeo, ela relatou dificuldades para engolir e afirmou que exames identificaram uma lesão em um ramo da artéria carótida. Segundo Tainá, havia a possibilidade de cirurgia devido a um sangramento interno.
“Eu estou conseguindo falar, mas estou com uma dificuldade de deglutir, para comer. [...] Se eu estou viva aqui hoje, é Deus mesmo.”
Investigação por tentativa de homicídio
O caso foi inicialmente registrado pela Polícia Civil como lesão corporal leve e porte de arma branca. No primeiro boletim de ocorrência, a autoridade policial afirmou que não havia, naquele momento, indícios de intenção de matar.
Nesta sexta-feira (6), porém, a Secretaria da Segurança Pública informou que a ocorrência foi registrada como tentativa de homicídio.
Uma faca encontrada na bolsa da suspeita foi apreendida e encaminhada para perícia. A polícia também solicitou exame de corpo de delito para a vítima.
Tainá afirmou que pretende buscar a responsabilização da mulher pelo ataque.
“Pelo menos eu estou viva. Isso aqui foi um ataque pessoal, eu não posso deixar isso impune.”
Vítima foi para a UTI
Em vídeo, a vítima afirmou que teve dificuldades para engolir depois do ferimento e que permanecia internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo o relato dela, exames indicaram uma lesão em um ramo da carótida e havia possibilidade de cirurgia devido a um sangramento interno.
Ela também afirmou que não houve uma discussão prolongada nem tempo para que pudesse se afastar antes do golpe.
“Não houve uma discussão, não houve uma ameaça para eu me afastar, nada. [...] Ela simplesmente falou e fez.”

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