
Registro captura apresentações da turnê no Rio de Janeiro com 46 músicas e textos
AI-generated summary
O álbum celebra os 60 anos de carreira de Maria Bethânia, sendo o primeiro lançamento de inéditas ou registros em cinco anos. A gravação ocorreu em janeiro de 2026 no Vivo Rio.
Registro ao vivo do show comemorativo das seis décadas da trajetória de Maria Bethânia na música do Brasil, o álbum “60 anos de carreira” foi lançado ontem, sexta-feira, 6 de novembro com 46 músicas e textos encadeados em 38 faixas. A gravação ao vivo foi feita em duas apresentações da turnê na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 17 e 18 de janeiro, na casa Vivo Rio. A apresentação do dia 18 foi feita com o público na pista, potencializando o calor da plateia.
“60 anos de carreira” é o primeiro álbum de Maria Bethânia em cinco anos, sucedendo “Noturno” (2021) na discografia de álbuns da cantora. Nunca Bethânia ficou tanto tempo sem lançar um álbum desde que iniciou a carreira fonográfica em 1965. Com o já assumido desinteresse imediato da artista por gravar álbum de estúdio, em razão das mutações do mercado fonográfico, a tendência é que os próximos lançamentos da cantora sejam singles avulsos.
Se o álbum “Noturno” teve capa aquém da importância do disco, o álbum “60 anos de carreira” traz capa à altura do histórico de Maria Bethânia. A capa expõe a pintura “A descida do Corcovado ou Ogum”, apresentada em 1972 pelo artista plástico paulistano Flávio Império (1935 – 1985), cenógrafo de emblemáticos shows da artista nos anos 1970 e 1980. Ainda que paire sensação de déjà vu, já que a obra foi utilizada na capa do single “Vera Cruz” (2016), editado em janeiro, a capa do álbum “60 anos de carreira” é bonita, expressiva, dialoga com o show e tende a crescer em futura e provável (mas ainda não confirmada) edição em LP do álbum. Um LP que precisará ser duplo ou talvez até triplo para incluir todo o conteúdo do álbum, cuja duração é de 83 minutos.
Se a edição em LP é por ora somente uma possibilidade, em data ou ano incerto, a edição do álbum no formato físico de CD duplo é fato já confirmado pela gravadora Biscoito Fino. A previsão é a de que a edição de CD esteja disponível para compra no site da gravadora e nas lojas ainda neste ano de 2026.
A captação do show resulta calorosa, evidenciando o mix de sopros e percussões que caracterizam a sonoridade quente do espetáculo. Pedro Guedes e Thiago Gomes assinam a produção musical. Já a voz de Bethânia soa extremamente fiel ao canto ouvido no palco. Se houve retoques da voz de estúdio, prática recorrente na pós-produção de registros audiovisuais de shows, foram poucos e bem sutis.
Na estreia nacional da turnê no Rio de Janeiro (RJ), em 6 de setembro, o show “60 anos de carreira” apresentou no roteiro cinco músicas inéditas. Quatro – o samba à moda baiana “Balangandã” (Paulo Dáfilin e Roque Ferreira, 2025), a canção “Palavras de Rita” (Rita Lee e Roberto de Carvalho), o fado “Se não te vejo” (Pedro Abrunhosa) e o samba “Vera Cruz” (Xande de Pilares e Paulo César Pinheiro) – estão perpetuadas no álbum, com a ressalva de que o samba “Vera Cruz” já foi gravado por Bethânia em estúdio para single editado em 2016. Infelizmente, a quinta música inédita, “Eu mais ela”, composição de Chico César, saiu do roteiro ao longo da turnê e sequer foi cantada nos dois dias da gravação do show.
Até então inédita na voz de Maria Bethânia, a canção “Mares da Espanha” (1979) representou gesto de amor da cantora para Angela Ro Ro (1949 – 2025), compositora da música lançada no primeiro álbum da autora. Angela Ro Ro estava internada em estado grave quando Bethânia estreou o show e viria a falecer em 8 de setembro, dois dias após a estreia da turnê. O canto de “Mares da Espanha” e de “Gota de sangue” (1979) – outra música do antológico álbum de estreia de Ro Ro, mas esta já gravada por Bethânia no mesmo ano no álbum “Mel” (1979) – passou então a simbolizar homenagem póstuma da cantora à compositora que lhe deu a canção “Fogueira” (1983). Tributos à parte, “Mares da Espanha” sempre foi um dos momentos mais intensos do show “60 anos de carreira”.
De tudo o que foi apresentado por Bethânia na gravação do show em 17 e 18 de janeiro, somente o texto “Eu não quero apenas ter visitado este mundo”, creditado a Dora Fischer Smith, ficou fora da edição do álbum “60 anos de carreira”. O texto era dito pela intérprete entre as músicas “A força que nunca seca” (Chico César e Vanessa da Mata, 1999) e “Rosa dos ventos” (1971).
“Este álbum se passa numa só noite. Levou 60 anos para ser feito. É festa”, poetiza Eucanaã Ferraz na abertura de “Ter o coração daquilo”, texto em um ato escrito por Eucanaã para apresentar à mídia e aos formadores de opinião o álbum “60 anos de carreira”.
AI outlook — possibilities, not facts
Lançamento da edição física em CD ainda em 2026.
Very likely · Within months

Nilton Travesso, a pioneering director of Brazilian television with a 70-year career, has passed away. He was instrumental in creating programs such as 'Fantástico', 'Som Brasil' and 'Balão Mágico', in addition to founding an acting school in São Paulo.

AFROPUNK Brasil is holding its 6th edition in Salvador, at the Exhibition Park, bringing together 16 national and international attractions this weekend, with a special traffic and transport scheme.

Rapper Ajulliacosta returns to the Afropunk Brasil stage in Salvador and celebrates her Latin Grammy nomination with the album 'Novo Testament', highlighting her trajectory since her beginnings writing in Mogi das Cruzes.

Country singer Leonardo Cesar Santos, aged 45, died after suffering a heart attack in Goiânia. According to his father, former councilor Abadio Anicio, the artist discovered he had a 19-year-old son four years ago. The wake took place in the Plenary of the Goianésia City Council this Thursday (5).

Musician Roger Henri, born in Niterói on May 22, 1955, died at the age of 69 in Miguel Pereira, in the interior of Rio de Janeiro, after suffering a heart attack while sleeping. Responsible for more than 2,000 songs for TV Globo, including songs from Supercine, Globo Repórter and Fantástico, he will be laid to rest this Saturday (7) at 8am and buried at 3pm at the Miguel Pereira Municipal Cemetery.

Nilton Travesso, Brazilian television director, directed Brazilian Popular Music Festivals in the 1960s and 1970s, was director of Família Trapo on TV Record, worked on Fantástico on Globo from 1974 and produced one of the first music videos in Brazil with Ney Matogrosso. In the 1980s, he helped create Som Brasil, TV Mulher, Roberto Carlos Especial and Balão Mágico, in addition to executively directing the Chico Anysio Show.