Operação Ponto Cego desmantela rede de videomonitoramento de facção em Cabedelo
Quick Look
- Operação Ponto Cego remove 69 câmeras clandestinas usadas pelo Comando Vermelho para monitorar Cabedelo.
- Um operador foi preso em flagrante.
- A facção, com base no Rio de Janeiro, usava as imagens para auxiliar ações criminosas.
AI-generated summary
A Operação Ponto Cego tem como objetivo remover 69 equipamentos de videomonitoramento utilizados por facções.
Segundo a Polícia Civil, as câmeras eram usadas para observar a movimentação em áreas específicas e auxiliar ações criminosas.
Durante a operação, um operador das câmeras foi preso em flagrante nesta quinta-feira (18), no município de Cabedelo.
A ação conta com apoio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e do Corpo de Bombeiros.
Cabedelo, na Grande João Pessoa, passou a ser monitorada à distância por integrantes do Comando Vermelho instalados no Rio de Janeiro, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público da Paraíba.
De acordo com as apurações, a facção utilizava câmeras clandestinas espalhadas pela cidade para acompanhar a rotina de moradores e agentes públicos ao longo do dia.
As investigações apontam que o monitoramento ocorria a partir do Complexo do Alemão, onde criminosos tinham acesso, em tempo real, às imagens captadas em ruas, becos e áreas residenciais.
As investigações apontam que o monitoramento ilegal de Cabedelo era coordenado por Flávio de Lima Monteiro, conhecido como Fatoka, apontado como liderança da facção na região.
Mesmo foragido no Rio de Janeiro, ele continuava dando ordens e acompanhando a rotina da cidade por meio de câmeras clandestina.
Nos últimos anos, mais de dez operações foram deflagradas para investigar a atuação de facções, corrupção e infiltração criminosa em setores da administração municipal.






