
A descoberta da proteína sensível à luz em algas por Peter Hegemann e Georg Nagel há quase 30 anos deu origem à optogenética, técnica que permite controlar neurônios com luz e já é aplicada em estudos de memória, visão e transtornos psiquiátricos; Karl Deisseroth foi informado do possível Prêmio Nobel em ligação após a meia-noite desta segunda-feira (5) no laboratório de Stanford.
AI-generated summary
A optogenética surgiu da descoberta de uma proteína sensível à luz em algas unicelulares por cientistas alemães há quase 30 anos, permitindo o controle preciso de neurônios com luz e revolucionando o estudo do cérebro.
Essa história começou com uma pergunta simples. O cientista alemão Peter Hegemann queria descobrir como uma alga, de uma célula só, nada sempre em direção à luz. A resposta provocou uma revolução. Há quase 30 anos, Hegemann e o colega Georg Nagel descobriram na alga uma proteína sensível à luz.
Aí o americano Karl Deisseroth aplicou a descoberta em cérebros de ratos. Ele introduziu essa proteína em neurônios que também se tornaram reativos à luz. Ao iluminar esses neurônios com uma fibra óptica inserida no crânio, desencadeou uma reação: o movimento dos bigodes do ratinho. Nascia a optogenética.
Desde a Antiguidade, pesquisadores tentam entender como o cérebro guarda memórias e desenvolve sentimentos e comportamentos, mas não conseguiam mostrar exatamente que tipo de célula estava atuando, apenas regiões do cérebro.
A optogenética revolucionou a neurociência ao jogar luz em micropartes do cérebro. Os cientistas criaram uma espécie de interruptor que liga e desliga células nervosas específicas. Com a técnica, eles conseguem provocar ou inibir neurônios com muita precisão e isso permite testar diretamente o que acontece quando um neurônio é acionado ou silenciado.
Os pesquisadores conseguiram acionar neurônios de memória em camundongos. Agora, a optogenética começou a ser investigada em aplicações médicas para estudar transtornos psiquiátricos, por exemplo. Segundo o Comitê do Nobel, ela está sendo usada em estudos que buscam restaurar a visão de pessoas cegas.
Por telefone, Hegemann lembrou que uma simples curiosidade sobre uma alga causou essa revolução. Por isso, cientistas jovens devem se manter curiosos e, acima de tudo, trabalhar em algo novo.
Nesta segunda-feira (5), Deisseroth foi recebido com festa no laboratório na Universidade de Stanford, na Califórnia. Ele contou que recebeu a ligação do comitê do Prêmio Nobel pouco depois da meia-noite:
AI outlook — possibilities, not facts
Karl Deisseroth receberá o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina este ano.
Likely · Within weeks
Estudos clínicos de optogenética para restauração da visão em humanos avançarão para fases avançadas nos próximos dois anos.
Possible · Within years

Researchers led by the Smithsonian have identified 31 new marine species in international waters near Brazil. The mission used advanced imaging and genetic technologies to catalog creatures from the mid-water zone in just 15 days.

The Professor Pepe Paleontological Site, in Presidente Prudente (SP), receives excavations again after an MPF investigation was archived in 2024 without finding irregularities in the research conducted by professor William Roberto Nava.

Fossils of prehistoric animals and 10,000-year-old cave paintings were discovered at the Carneirinho site, rural area of Caruaru, in Pernambuco, after a reservoir dried up in 2013.

Two humpback whales were identified on opposite sides of the planet, traveling up to 15,200 kilometers between Brazil and Australia, the longest journey ever recorded for the species, according to a study published in a UK scientific journal, linked to climate change and food shortages.

An international team led by Kevin Ortiz Ceballos detected radio emissions from the exoplanet Beta Pictoris b using the MeerKAT radio telescope in South Africa, identifying auroras and directly measuring the planet's magnetic field, which is at least 2,500 times more intense than Earth's.

The Fantástico program follows a scientific expedition aboard the ship Falcon to explore the Romanche Fracture Zone in the South Atlantic, mapping biodiversity and geology at a depth of almost 6 thousand meters.