Pai e madrasta condenados a mais de 600 anos de prisão por exploração sexual de adolescentes
Quick Look
- Pai e madrasta foram condenados a 358 e 318 anos de prisão, respectivamente, por exploração sexual de adolescentes.
- O esquema envolvia vídeos de conteúdo sexual e mensagens com tom de 'seita'.
- As vítimas tinham 13 e 16 anos na época dos crimes.
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O pai foi condenado a 358 anos de prisão, e a madrasta, a 318 anos. O g1 optou por não divulgar o nome deles para proteger a identidade das vítimas, que, na época dos crimes, tinham 13 e 16 anos.
A sentença determinou também o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil para cada uma das vítimas.
"Hoje, uma mãe e suas filhas podem voltar a respirar e a dormir em paz, com a certeza de que foram ouvidas e protegidas. Afinal, quem tem a coragem de roubar a infância de inocentes crianças vai descobrir que a Justiça tem coragem de punir severamente", disse.
A polícia apurou que, em outubro de 2024, durante um passeio em um parque de Curitiba, o homem de 63 anos vendou as adolescentes e as levou para a casa dele. Com ajuda da atual esposa, ele gravou os primeiros vídeos de conteúdo sexual das vítimas.
As investigações apontaram que o esquema tinha tom de "seita", usando mensagens com misticismo e códigos para pressionar as vítimas. Nas conversas, os réus informavam que o material deveria ser entregue até as 22h.
"Por favor, não hesite em errar de novo, ou novamente para que apaguem-se todas as suas oportunidades, ok? Seja esperta e não faça por errar para que tenhas que ser punida sem chance de volta [...] Você tem apenas uma hora a partir de agora para concluir seu acordo diário, ok? Não perca tempo e mais esta oportunidade de redenção", dizia uma das mensagens.
"A partir disso, as vítimas passaram a ser sistematicamente coagidas pelos investigados a produzirem vídeos de cunho pornográfico entre si e com terceiros, sob a imposição de uma meta diária de produção", detalhou, na época, o delegado Gabriel Fontana, que investigou o caso.
O caso foi denunciado em fevereiro de 2025, quando a mãe das vítimas recebeu ameaças de divulgação de vídeos de conteúdo sexual das filhas. Segundo a polícia, as mensagens eram enviadas pelo homem agora condenado.






