
Estado contabiliza 18 casos no primeiro semestre de 2026, enquanto 2025 terminou com recorde de 36 mortes.
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A Lei do Feminicídio foi sancionada em 2015. Em 2025, a Paraíba registrou 36 casos, igualando o recorde de 2019.
A Paraíba não registrou nenhum feminicídio em julho de 2026, conforme dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. No mesmo período em 2025, o estado já havia registrado 23 mulheres mortas pela condição de gênero.
O mês de julho foi o primeiro sem nenhum registro de feminicídio no ano. Contudo, até junho, foram registrados 18 casos no estado.
Avaliando os dados mês a mês, o mês mais violento do ano foi o de junho, com cinco casos de feminicídios, seguido dos meses de janeiro e março, com quatro casos cada um.
A cidade com maior número de registros de feminicídios no primeiro semestre de 2026 foi João Pessoa, com quatro casos. Mas os crimes também ocorreram em cidades como: Conceição (2), Arara (1), Baía da Traição (1), Belém (1), Bonito de Santa Fé (1), Desterro (1), Emas (1), Guarabira (1), Itapororoca (1), Lagoa Seca (1), Monteiro (1), Piancó (1), Sertãozinho (1).
Além dos feminicídios consumados já registrados em 2026, também foram registradas na Paraíba outras 21 tentativas de feminicídios. No mês de julho foram registrados dois casos.
Em janeiro houveram três tentativas, duas em fevereiro, três em março, uma em abril, três em maio e sete tentativas de feminicídio em junho.
João Pessoa também liderou o número de registros de tentativa de feminicídios, com três casos. Também ocorreram crimes em Cabedelo (2), Campina Grande (2), Alagoa Grande (1), Belém do Brejo do Cruz (1), Bonito de Santa Fé (1), Cajazeirinhas (1), Conde (1), Itapororoca (1), Marizópolis (1), Monteiro (1), Natuba (1), Pedras de Fogo (1), Picuí (1), Pilar (1), Pombal (1) e Puxinanã (1).
Em 2025, a Paraíba apresentou um total de 36 feminicídios. O número foi o pior desde que a Lei do Feminicídio foi sancionada, em 2015, se igualando aos registros do ano de 2019, quando 36 feminicídios também foram registrados. Além disso, o número é 38% maior do que o registrado em 2024.
Os registros oficiais de feminicídios apontam para quatro mulheres mortas por dia no ano passado.
Denúncias de estupros, tentativas de feminicídios, feminicídios e outros tipos de violência contra a mulher podem ser feitas por meio de três telefones: 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil), 180 (Central de Atendimento à Mulher), 190 (Disque Denúncia da Polícia Militar - em casos de emergência).
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