Paula Azevedo lidera projeto Inhotim 2030 para garantir sustentabilidade financeira do museu
Quick Look
- Paula Azevedo assumiu a presidência do Instituto Inhotim em 2022 para diversificar sua receita e garantir sustentabilidade financeira por meio do projeto Inhotim 2030.
- O orçamento global é de R$ 90 milhões, com meta de equilibrar fontes em três partes iguais: receita própria, doações e sustentação financeira.
- Atualmente, 50% do orçamento vem da Lei Rouanet, e a receita própria está em 18%, com objetivo de chegar a 30%.
AI-generated summary
Why It Matters
O Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho, Minas Gerais, é considerado o maior museu ao ar livre do mundo. Durante 16 anos, sua manutenção dependeu quase exclusivamente dos aportes pessoais de seu fundador, Bernardo Paz, empresário do setor de mineração. Em 2022, Paula Azevedo assumiu a presidência com o objetivo de garantir a sustentabilidade financeira da instituição, independentemente dos aportes do fundador.
Paula Azevedo chegou ao Instituto Inhotim em 2022 para garantir a saúde financeira da entidade. O plano está no projeto Inhotim 2030, voltado a organizar a governança, sustentabilidade e preservação do maior museu ao ar livre do mundo.
Durante 16 anos, o local dependeu apenas dos aportes do seu criador: o empresário do setor de mineração Bernardo Paz.
Ela assumiu o cargo de diretora-presidente também para diversificar a receita, mas sem deixar de oferecer gratuidades às quartas e no último domingo de cada mês. Ao defender a medida, ela cita frase de Ricardo Ohtake, presidente do conselho do Instituto Tomie Ohtake: "a cobrança de ingresso muda a cor da fila."
Como surgiu o projeto Inhotim 2030? Começou em 2022, a partir de um chamado do Bernardo Paz para pensarmos na perenidade financeira do instituto, independentemente dos aportes pessoais dele, que eram muito expressivos e atrelados à sua coleção privada. Chegamos em 2026 com a comemoração dos 20 anos do Instituto Inhotim fortemente focados na nossa visão de futuro.
Como está estruturado o orçamento e qual é o modelo ideal de sustentabilidade financeira? Nosso orçamento global é de R$ 90 milhões. Atualmente, 50% vêm de aportes via Lei Rouanet, que segue sendo uma ferramenta fundamental. Mas buscamos a diversificação. O modelo ideal que almejamos para o equilíbrio financeiro é a divisão em três partes iguais: 1/3 de receita própria, 1/3 de doações e 1/3 de sustentação financeira própria. Hoje, nossa receita própria está em 18% e nosso plano é elevá-la para próximo de 30%, mantendo entre 35% e 38% via Lei Rouanet e o restante pulverizado em outras fontes. Estamos construindo reserva de caixa de emergência equivalente a um ano de operação para nos proteger contra crises econômicas, aliada a um contínuo exercício de controle de custos.
Quais são as principais frentes de geração de receita própria do instituto? Focamos na maximização da receita própria por meio de bilheteria, eventos, alimentação e produtos licenciados. Reabrimos todos os pontos de alimentação do parque, incluindo uma parceria relevante com o Grupo Capim Santo, que opera dois espaços-chave. Identificamos uma enorme demanda para ampliar o número de eventos corporativos e sociais. Essa vertente ganha tração com a reabertura e expansão de pousadas e hotéis na região. Nossa loja institucional tornou-se uma referência no setor museológico: em 2022, faturava R$ 3 milhões ao ano; hoje, está próxima de R$ 8 milhões.
Como funciona a relação com patrocinadores? Propomos aos parceiros um modelo focado em "features" [recompensas] de contrapartida flexíveis, alinhadas aos pilares de arte, educação ou natureza. Mantemos contratos de longo prazo que garantem estabilidade e planejamento financeiro: a Vale atua como nossa mantenedora em um contrato de dez anos, vigente até 2032, enquanto parceiros como Grupo Ultra, Cemig e Nubank possuem contratos de quatro anos. Esse modelo de captação de longo prazo nos dá a segurança necessária para executar o plano Inhotim 2030 sem depender das oscilações do mercado corporativo.
Como o Inhotim se posiciona em relação a outras grandes instituições culturais? Nós nos diferenciamos de outras grandes instituições culturais por sermos museu de destino e não de passagem. O visitante se programa especificamente para ir ao Inhotim.
Qual é o impacto econômico e social do Inhotim para Brumadinho e região? Inhotim consolidou-se como um motor do turismo regional. Cada R$ 1 investido no Inhotim gera um retorno de R$ 1,60 para a economia local.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
O Instituto Inhotim atingirá próximo de 30% de receita própria até o final da década de 2020
Likely · Within years
A reserva de caixa de emergência equivalente a um ano de operação será concluída nos próximos anos
Likely · Within years
Open Questions
- Qual é o prazo exato para atingir a meta de 30% de receita própria?
- Quais são os planos específicos para expansão de pousadas e hotéis na região?
- Como será medido o impacto social além do retorno econômico de R$ 1,60 por R$ 1 investido?







