PMs que mataram guarda por engano são condenados por homicídio culposo e penas convertidas em pagamento de salários, em liberdade
Penas foram fixadas a 1 ano e 11 meses ao PM Luiz Henrique, e 1 ano e 8 meses de a João Paulo, em regime aberto. Júri ocorreu nesta quarta-feira (2) no Fórum de Piracicaba (SP).
Quick Look
- Dois policiais militares foram condenados por homicídio culposo pela morte do guarda municipal Antônio Márcio Costa Oliveira, ocorrida em janeiro de 2025 em Piracicaba (SP).
- As penas foram convertidas em restritivas de direitos, permitindo o cumprimento em liberdade.
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Why It Matters
O guarda municipal Antônio Márcio Costa Oliveira foi baleado pelas costas em janeiro de 2025, em Piracicaba, após ser confundido com um suspeito de furto durante uma operação da Polícia Militar.
Dois PMs foram condenados nesta quarta-feira (2) por homicídio culposo pela morte do guarda municipal Antônio Márcio Costa Oliveira. Eles cumprirão a pena em liberdade.
A detenção foi de 1 ano, 11 meses e 10 dias para Luiz Henrique, e 1 ano e 8 meses para João Paulo. Ambas foram convertidas em restritivas.
O guarda municipal trabalhava em Iracemápolis e foi baleado em janeiro de 2025. Ele foi confundido com suspeito de furto durante perseguição em Piracicaba.
A vítima estava de folga e fazia segurança particular para uma clínica. Imagens registraram o guarda civil sendo atingido pelas costas sobre o telhado.
Dois suspeitos tentaram furtar outro imóvel e entraram na clínica para fugir. O guarda falou com o criminoso antes de ser baleado pelos policiais.
Os dois policiais militares (PMs) acusados por matar por engano o guarda municipal Antônio Márcio Costa Oliveira, de 45 anos, foram condenados, nesta quarta-feira (2) por homicídio culposo, quando não há intenção, com penas de menos de dois anos, em liberdade. As penas fixadas foram de 1 ano, 11 meses e 10 dias de detenção ao PM Luiz Henrique, e 1 ano e 8 meses para João Paulo, ambas em regime inicial aberto.
As penas privativas de liberdade foram convertidas em restritivas de direitos. Assim, os agentes cumprirão a sentença em liberdade mediante o pagamento de cinco salários mínimos cada e limitação de final de semana.
O julgamento dos policiais militares João Paulo Polizel e Luiz Henrique Ferreira de Souza começou pouco depois das 9h. A decisão do Conselho de Sentença foi publicada às 22h47, e os réus poderão recorrer da sentença em liberdade.
O agente, que atuava em Iracemápolis (SP), foi baleado em janeiro de 2025, ao ser confundido com um suspeito de furto à residência durante uma perseguição da Polícia Militar (PM).
O g1 tenta contato com a defesa dos réus.
O caso ocorreu durante buscas da Polícia Militar por um suspeito, em Piracicaba, na tarde do dia 22 de janeiro de 2025. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o guarda foi alvejado por engano.
A vítima estava de folga da corporação e fazia a segurança participar para uma clínica onde trabalhava há cerca de 15 anos.
Imagens de câmera de segurança registraram o momento em que o guarda civil de Iracemápolis (SP) foi alvejado pelas costas em cima do telhado de um clínica oftalmológica no Bairro Alto, região central de Piracicaba. No vídeo, é possível ver que após os disparos, o agente caiu de cima do imóvel.
Dois suspeitos teriam tentado furtar um outro imóvel perto do Teatro Municipal Dr. Losso Netto e, durante a fuga, entraram na clínica para se esconder.
O agente teria sido avisado por uma funcionária do estabelecimento de que havia um suspeito dentro do local.
O GCM, ainda conforme relato de testemunhas, chegou a falar com o criminoso enquanto ele tentava fugir, mas foi alvejado nesse intervalo.
Em outras imagens é possível ver também o momento em que o corpo do guarda foi tirado da clínica pelos policiais. O guarda era casado e deixa familiares e amigos.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Os réus poderão recorrer da sentença em liberdade.
Very likely · Within months
Open Questions
- Haverá recurso por parte do Ministério Público contra a sentença?






