Polícia solta líder do Partido das Baratas na Índia após detenção por convocar protesto
Abhijeet Dipke foi detido por liderar protestos contra a Comissão Eleitoral indiana, sob acusações de favorecimento ao partido governista.
Quick Look
Abhijeet Dipke, fundador do Partido Popular das Baratas, foi solto após ser detido por liderar protestos em Nova Déli exigindo a renúncia do chefe da Comissão Eleitoral, acusado de favorecer o partido do premiê Narendra Modi.
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Why It Matters
O CJP liderou protestos anteriores que resultaram na renúncia do ministro da Educação. A Comissão Eleitoral é acusada de excluir indevidamente milhões de eleitores.
O fundador do Partido Popular das Baratas (CJP, na sigla original), movimento da geração Z na Índia, foi solto neste sábado (17), um dia após ter sido detido por tentar liderar outra manifestação na capital Nova Déli para exigir a renúncia da autoridade eleitoral indiana.
Abhijeet Dipke se destacou por liderar protestos que duraram semanas e culminaram na renúncia do ministro da Educação, Dharmenda Pradhan, em julho deste ano. Agora, ativistas do CJP, siglas de oposição ao primeiro-ministro Narendra Modi e organizações estudantis pedem a saída de Gyanesh Kumar, chefe da Comissão Eleitoral, em atos quase diários.
O órgão é acusado de favorecer o Bharatiya Janata Party (BJP, sigla em inglês para Partido Popular Indiano), legenda de Modi, na revisão de cadastros que excluiu mais de 130 milhões de eleitores.
A Comissão Eleitoral nega qualquer favorecimento e afirma que quem foi excluído indevidamente pode se recadastrar. As autoridades dizem que a revisão teve o intuito de eliminar registros fraudulentos, duplicados e de pessoas falecidas, mas críticos apontam que minorias, sobretudo muçulmanos, foram afetadas de maneira desproporcional.
O BJP acusa os adversários de tentar minar a democracia ao questionar processos eleitorais legítimos. Integrantes da sigla afirmam que um grande número de imigrantes muçulmanos sem documentos, vindos de Bangladesh, foi incluído de forma fraudulenta nos cadastros eleitorais da Índia.
Dipke saía de uma casa no centro da capital indiana na sexta-feira (16) quando foi arrastado por policiais para uma viatura e detido. Ele havia convocado um protesto no Connaught Place, perto de Jantar Mantar, local de manifestações cujo uso foi proibido pela polícia, em apoio a Ashutosh Ranka, 30, e Saurav Das, 27, líderes do movimento presos na quarta-feira (14).
Mais cedo na sexta-feira, a polícia havia se reunido com o líder do Partido Popular das Baratas e o advertido a não levar o ato adiante. Dipke foi libertado após concordar com determinadas condições, disse Ratna Singh, chefe do departamento jurídico do CJP, sem detalhar os termos do acordo. Grupos estudantis convocaram novos atos neste sábado.
A ativista estudantil Neha Bora, detida na sexta-feira (16) quando tentava chegar ao centro de Nova Déli com dezenas de apoiadores, também foi solta neste sábado.
"Por favor, deem um alívio ao povo da Índia. Destituam Gyanesh Kumar e suspendam a revisão intensiva especial, para que os cidadãos comuns deste país possam respirar aliviados, ficar tranquilos e ter garantido seu direito ao voto", disse Bora à agência de notícias ANI (Asian News International).
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Novos protestos organizados por grupos estudantis em Nova Déli.
Likely · Within days
Open Questions
- Quais são os termos exatos do acordo de soltura de Dipke?
- Como a Comissão Eleitoral responderá aos novos atos convocados?







