Protestos na França levam mais de 500 mil às ruas e deixam 1 morto, 500 policiais feridos e 1.800 presos
Manifestações contra o alto custo de vida registraram saques e incêndios no fim de semana. Presidente Emmanuel Macron prometeu punir vândalos.
Quick Look
Protestos contra o custo de vida e cortes de gastos na França reuniram mais de 500 mil pessoas, resultando em 1 morte, 500 policiais feridos e 1.800 prisões após confrontos, saques e incêndios.
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Why It Matters
Protestos começaram no mês passado devido a condições nas escolas e falta de professores, ampliando-se para o custo de vida.
A França amanheceu neste domingo (18) contabilizando os danos de uma das ondas de protestos mais violentas dos últimos anos no país.
Manifestações contra a inflação e cortes em serviços públicos deixaram um morto, mais de 500 policiais feridos e quase 1.800 detidos no sábado (17).
Segundo o Ministério do Interior, mais de 500 mil pessoas foram às ruas em dezenas de cidades. Os atos marcam a união de um movimento estudantil que já dura um mês com a insatisfação geral da população contra o aumento do custo de vida.
Embora centenas de milhares de pessoas tenham protestado pacificamente, grupos radicais entraram em confronto com as forças de segurança.
Os protestos começaram no mês passado, motivados pelas condições das escolas e pela falta de professores em bairros de periferia. Nas últimas semanas, o movimento se ampliou para uma pauta contra a desigualdade e cortes de gastos públicos.
A morte, registrada em Paris, foi por conta de um ataque cardíaco.
Uma grande operação de limpeza teve início neste domingo em cidades de norte a sul do país, como Lille, Marselha, Estrasburgo e Bordeaux.
Nesta última, um grupo mascarado invadiu a residência do representante do governo local, e o prefeito Thomas Cazenave relatou que cerca de 100 lojas foram saqueadas.
Em Limoges, equipes avaliavam os danos à prefeitura da cidade, um prédio histórico de 143 anos que foi parcialmente destruído por um incêndio criminoso.
O fogo começou depois que um carro da polícia municipal foi incendiado em frente à prefeitura. O telhado desabou sobre os andares inferiores, com exceção da ala oeste.
Em Paris, vitrines quebradas, bicicletas queimadas e pichações marcaram o cenário pós-protestos.
A escalada da violência aumentou a pressão sobre o governo. Nas redes sociais, o presidente Emmanuel Macron declarou que não há "espaço para violência na República".
"Aqueles que depredaram, atacaram as prefeituras e o comércio, e saquearam até mesmo nossos prédios públicos, serão processados e punidos", escreveu Macron no X (antigo Twitter).
Macron fará um pronunciamento à nação na noite deste domingo (18).
O primeiro-ministro Sebastien Lecornu afirmou que o governo não será "intimidado" e culpou a "extrema esquerda" e criminosos comuns pelos distúrbios, em um momento de tensão às vésperas das eleições presidenciais do próximo ano.
Na área econômica, o ministro Roland Lescure prometeu apoio aos comerciantes que sofreram prejuízos e garantiu que os vândalos "pagarão e repararão os danos". Em Marselha, o prefeito Benoit Payan anunciou ajuda financeira emergencial para os negócios afetados.
No mesmo dia, manifestações contra o custo de vida e os preços da moradia ocorreram em outros países europeus, entre eles Portugal, Itália, Bélgica e Espanha.
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Emmanuel Macron fará pronunciamento à nação.
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