
Estudo do MapBiomas aponta que urbanização no Brasil dobrou em 40 anos, com impacto direto na redução de áreas verdes e aumento de riscos climáticos.
Levantamento do MapBiomas indica que Angra dos Reis, Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis estão entre as cidades com maior risco de deslizamentos no país, devido à urbanização acelerada e perda de cobertura vegetal nas últimas quatro décadas.
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A urbanização brasileira cresceu 132% entre 1985 e 2025, com avanço de 150% em áreas de favelas, resultando em perda de cobertura vegetal e aumento de riscos climáticos.
Quatro cidades do estado do Rio de Janeiro estão entre as dez com maior risco de deslizamentos no país. Um levantamento feito pelo MapBiomas, que é uma rede formada por ONGs, universidades e empresas de tecnologia, aponta que a urbanização no Brasil mais do que dobrou nos últimos 40 anos. O estudo foi divulgado nesta quarta-feira (4). Junto com esse crescimento, vieram os riscos com a diminuição das áreas verdes.
São elas: Angra dos Reis, Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis.
Nos últimos 40 anos, a área urbana do Brasil mais do que dobrou. Entre 1985 e 2025, cresceu 132%, passando de 1,9 milhão para 4,4 milhões de hectares, no ano passado.
Nas favelas, o avanço da urbanização foi ainda maior: 150%. A área urbanizada passou de 60,2 mil hectares em 1985 para 151,7 mil hectares em 2025.
"A gente consegue, olhando as imagens de satélite no MapBiomas, ver que a urbanização continua aumentando: de 1985 para 2025, ela aumentou cerca de 2,3 vezes. Mas o risco vem diminuindo, pois você tem o adensamento, a verticalização, este tipo de coisa", disse Julio Pedrassoli, coordenador do MapBiomas.
Ao mesmo tempo em que o concreto avançou, a vegetação perdeu espaço. Ao todo, 77,6% das comunidades do país perderam pelo menos 10% da cobertura vegetal em 40 anos.
A redução das áreas verdes também tem impacto direto na temperatura. Segundo o sociólogo e planejador urbano de favelas Alan Brum, medições feitas em comunidades mostram diferenças significativas em comparação com o entorno.
“Já temos medições em algumas favelas, como na Maré, que mostram que, dentro da favela, a temperatura aumenta de 3% a 5% e, às vezes, até 10% em alguns lugares, em relação ao bairro do entorno. Isso porque temos uma ocupação que foi sendo desenvolvida nessas décadas e, ao mesmo tempo, uma urbanização que chamamos de urbanização cinza”, afirmou.
A urbanização sem planejamento e a redução das áreas verdes também aumentam os riscos relacionados a eventos climáticos, como inundações e deslizamentos. Entre as áreas mais críticas está a Região Serrana do Rio, onde ficam municípios como Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.
O estado do Rio de Janeiro tem a maior área de favelas do país sob risco de deslizamentos de terra: são 781 hectares. O problema está relacionado à falta de planejamento na urbanização e é agravado pela redução das áreas verdes.
Especialistas defendem que as soluções para melhorar o ambiente nas comunidades sejam desenvolvidas com a participação direta dos moradores.
Iniciativas para reduzir esses problemas já estão sendo desenvolvidas em diferentes comunidades. No Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, uma parceria entre o Instituto Raízes em Movimento, da Escola de Arquitetura da UFRJ, da Prefeitura do Rio e moradores criou um projeto de urbanização verde para a região.
Depois de três anos de pesquisa, o projeto recebeu R$ 210 milhões do governo federal. A proposta é que as intervenções deixem de ser ações isoladas e passem a integrar uma metodologia de política pública que possa ser reproduzida em outras comunidades.
Entre as medidas previstas estão arborização, implantação de pomares e criação de hortas comunitárias, com possibilidade de geração de renda para os moradores.
“Nessa urbanização verde, temos propostas e trabalhos que já estão no desenho, como a arborização da rua principal, a criação de pomar e a criação de hortas comunitárias, gerando renda para essa população”, disse Brum.
Segundo o sociólogo, a participação dos moradores é um dos pontos centrais do projeto.
“A gente está criando aqui uma metodologia que pode ser reaplicada em qualquer favela”, afirmou.
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Implementação de projeto de urbanização verde no Complexo do Alemão com verba federal.
Very likely · Within months

A truck fell into an open crater after the asphalt gave way on a road in the Carreteiro Indigenous Land, in Água Santa, in the North of Rio Grande do Sul, on Wednesday morning (4). The driver was not injured. The storm that hit the municipality affected around 60 houses between Tuesday (3) and Wednesday (4), with hail falling in the early hours of the morning.

The City of Terra Santa, in Pará, suspended face-to-face classes in November due to drought, temperatures of 42°C and poor air quality caused by fires, reaching unhealthy levels according to Civil Defense.

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Weather forecast for Palmas (TO): Wednesday (4) is sunny with lots of clouds, rain showers and thunderstorms in the afternoon and evening, with maximums of 34ºC and minimums of 25ºC. Thursday (5) predicts sun with some clouds and quick rain during the day and night.

The COP30 presidency released documents with proposals to reduce deforestation and dependence on fossil fuels. The road map is voluntary and is not part of the official negotiation. The energy sector accounts for 75% of global greenhouse gas emissions, and deforestation accounts for 11%.