Restaurante em Teresina é interditado por suspeita de vender cerveja comum como chope
Quick Look
- Um restaurante em Teresina foi interditado por suspeita de vender cerveja comum como chope mais caro.
- Clientes já reclamavam há anos da qualidade das bebidas, citando chope "aguado" e "quente".
- A investigação busca confirmar a adulteração dos produtos.
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Why It Matters
Um restaurante em Teresina foi interditado por suspeita de vender cerveja comum como chope mais caro, prática que já era alvo de reclamações de consumidores há pelo menos seis anos.
Clientes de um restaurante interditado nesta segunda-feira (15), em Teresina, por suspeita de vender cervejas mais baratas como chope mais caro já reclamavam da qualidade das bebidas servidas no local há pelo menos seis anos. Em avaliações publicadas na internet, consumidores citaram chope "aguado", "quente" e suspeitas de que cerveja comum era colocada nos barris.
Procurada pelo g1, a defesa do Beer Store informou que a empresa está colaborando com as autoridades e que "toda e qualquer manifestação será feita, exclusivamente, nos autos dos processos administrativos".
O restaurante, localizado em um shopping da Zona Leste de Teresina, foi interditado durante uma fiscalização realizada pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Vigilância Sanitária, Polícia Civil e Ministério da Agricultura.
Segundo o chefe de fiscalização do Procon, Arimatéa Arêa Leão, os fiscais encontraram indícios de que cervejas de menor valor comercial eram colocadas em barris e vendidas aos consumidores como um chope mais caro.
Reclamações de consumidores online — Foto: Reprodução
Clientes já relatavam suspeitas semelhantes
Entre as avaliações encontradas pelo g1, uma publicada há dois anos afirma que o estabelecimento supostamente utilizava cerveja comum nos barris destinados ao chope.
"O chope não é da marca anunciada, parece que botam cerveja dentro do barril", escreveu o cliente.
O mesmo comentário questiona como o restaurante conseguiria vender o produto por um preço abaixo do praticado em outros estabelecimentos e termina classificando a suposta prática como crime.
Outras reclamações mais antigas também apontavam problemas relacionados à bebida. Em avaliações publicadas há seis anos, consumidores descreveram o chope como "só água" e "muito aguado".
Já um comentário feito há quatro meses relatava que a bebida estava quente.
"Chope quente. Não tive uma boa experiência", registrou o cliente.
A confirmação sobre eventual adulteração dos produtos dependerá da conclusão dos laudos produzidos durante a investigação.
Restaurante é alvo de operação por suspeita de adulterar barris de chope e vender bebidas vencidas — Foto: Divulgação/Procon-MPPI
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Open Questions
- Haverá outras interdições?
- Quais serão as sanções?
- A adulteração é confirmada pelos laudos?






