
Ex-governador de Minas Gerais votou na Escola Estadual Delfim Moreira; mesários da seção foram substituídos após incidente no primeiro turno.
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No primeiro turno, Romeu Zema utilizou o celular na cabine de votação, o que é proibido pela legislação eleitoral para garantir o sigilo do voto. O caso gerou uma ação do Ministério Público Eleitoral.
O ex-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) votou no segundo turno das eleições, por volta das 9h deste domingo (25), no Centro de Araxá. O ex-governador de Minas Gerais chegou acompanhado de assessores à Escola Estadual Delfim Moreira, maior colégio eleitoral do município.
Zema votou na 6ª seção eleitoral, após esperar em uma pequena fila. Na saída, o ex-candidato à Presidência disse ter votado “pelo futuro”.
“Nós precisamos ter um presidente que, na mesma forma que pais, esteja disposto a tomar medidas que muitas vezes não são populares, mas visando um futuro melhor. Pai e mãe falam para um filho ‘hoje você não vai jogar videogame, vai estudar porque sua nota não está boa’. Agora, um presidente que só quer popularidade, acabou ficando impopular”
No primeiro turno, Zema utilizou o celular na cabine de votação. Na ocasião, o ex-candidato disse que entrou no local com o aparelho por hábito e que não havia sido alertado previamente sobre a proibição.
Segundo a TV Integração, a sala de votação e os mesários da seção de Romeu Zema foram trocados neste segundo turno. Questionado pelo g1, o Tribunal Regional Eleitoral confirmou a mudança dos mesários, mas não informou o motivo.
O caso ganhou repercussão após imagens mostrarem o então governador utilizando dois celulares durante a votação. O episódio motivou uma ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o candidato na Justiça Eleitoral, além da abertura de apurações sobre o caso.
A legislação eleitoral proíbe que o eleitor entre na cabine de votação com equipamentos que possam registrar imagens, áudio ou vídeo. A regra busca preservar o sigilo do voto, princípio garantido pela Constituição Federal.
Na última quinta-feira (22), a Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Civil colhesse novamente o depoimento de Zema para esclarecer as circunstâncias do uso do celular na cabine de votação.
Além disso, os mesários que atuaram na seção eleitoral da Escola Estadual Delfim Moreira também deverão prestar esclarecimentos sobre o ocorrido e informar se a equipe responsável orientou os eleitores sobre a proibição do uso de aparelhos eletrônicos na cabine de votação.
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Depoimento de Romeu Zema à Polícia Civil sobre o uso de celular.
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