
Urnas abertas em 12 estados americanos; democratas aparecem como favoritos nas pesquisas para conquistar o Congresso
Eleitores americanos vão às urnas nesta terça-feira para as eleições de meio de mandato (midterms), com pesquisas apontando vantagem para o Partido Democrata na disputa pelo controle do Congresso e um cenário de insatisfação popular com a economia.
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As eleições de meio de mandato ocorrem na metade do mandato presidencial nos EUA e decidem o controle do Congresso.
Urnas abertas em 12 estados nos EUA
As urnas das midterms abriram em mais três estados dos EUA às 8h30, no horário de Brasília:
Carolina do Norte;
Ohio;
West Virginia.
No total, 12 estados dos EUA já estão com as urnas abertas.
EUA e Irã ainda estão longe de acordo, mas Catar persiste em mediação
O Irã e os Estados Unidos continuam longe de um acordo para pôr fim à guerra. As informações são de um funcionário do alto escalão do Irã à agência de notícias Reuters nesta terça-feira (3). Mesmo assim, autoridades do Catar afirmam que os esforços diplomáticos continuam para evitar o retorno a um grande conflito após as eleições de meio de mandato nos EUA.
Segundo um comunicado emitido pelo Catar, houve avanços nas negociações com ambos os lados e os esforços para reduzir as divergências continuam.
Durante a noite, os EUA realizaram ataques "defensivos" na ilha iraniana de Qeshm . Um oficial americano afirmou que os ataques visaram mísseis terra-ar usados contra alvos americanos. Outro oficial disse que os ataques pareceram ser limitados e não sinalizaram a retomada de grandes operações de combate.
Abrem as primeiras urnas das midterms
As urnas de Vermont abriram às 7h, no horário de Brasília, desta terça-feira (3), dando início à votação inicial das midterms. O estado fica no nordeste dos EUA.
Cerca de 150 mil habitantes de Vermont já haviam votado antecipadamente.
As urnas no estado norte-americano fecham às 21h, no fuso de Brasília.
À espera de uma derrota, Trump ensaia o papel de 'Sr. Veto'
Para quem passou os 20 meses ignorando o Congresso, o presidente Donald Trump já vislumbra a segunda metade de seu mandato sob uma nova realidade, sem o controle do Legislativo. A maioria das pesquisas aponta que os democratas terão uma vitória na Câmara e boas chances de recuperar o Senado.
A imprensa americana dá conta de que Trump traçou uma estratégia para enfrentar o pior cenário, a partir das eleições desta terça-feira — o que levaria o partido opositor a assumir o controle das duas casas do Congresso e transformá-lo em pato manco, limitando o seu poder.
O presidente antecipou a sua fórmula para governar, caso isso aconteça, e afirmou que não deixará que os democratas "estraguem tudo":
"Acho que vou me tornar o Sr. Veto", disse o presidente ao podcast "Pod Force One", do "New York Post".
EUA: Trump em xeque nas eleições de meio de mandato - O Assunto
Hoje, o partido Republicano, de Donald Trump, controla as duas casas com maioria apertada. Mas as pesquisas de opinião apontam que o presidente americano está em seus níveis mais baixos de aprovação e indicam que o partido Democrata pode impor uma derrota dupla a Trump.
Neste episódio do O Assunto, Victor Boyadjian recebe dois convidados. Ele conversa com o jornalista Guga Chacra, que analisa, diretamente de Nova York, o mapa eleitoral americano e a influência da política externa de Trump para o humor do eleitor. Victor entrevista também o historiador Filipe Figueiredo, que analisa todos os cenários possíveis para o Congresso americano e suas consequências para o mundo.
Democratas podem agir contra Flávio Bolsonaro nos EUA? Entenda o que está em jogo nas eleições desta terça
Com a possibilidade de os democratas conquistarem a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado, brasileiros têm pedido nas redes sociais que políticos do partido atuem pela deportação de Flávio, que chegou aos EUA na semana passada, após fugir do Brasil. A hashtag #DeportTheBolsonaros ficou entre as mais compartilhadas do X no Brasil nesta sexta-feira (30).
Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que a deportação ou expulsão do senador não está nas mãos do Congresso. Isso porque as decisões sobre a permanência de estrangeiros nos EUA envolvem órgãos do Executivo, como o Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio, e o Departamento de Segurança Interna (DHS), ambos submetidos ao governo Trump.
Entenda se Trump pode sofrer impeachment se perder o controle do Congresso
👉 Durante seu primeiro mandato (de 20 de janeiro de 2017 a 20 de janeiro de 2021), Trump enfrentou dois impeachments na Câmara dos Representantes. Quando esses processos chegaram ao Senado, porém, o republicano foi absolvido.
Segundo analistas ouvidos pelo g1, a nova Câmara até pode abrir um novo processo de impeachment contra o presidente dos EUA, no entanto, é altamente improvável que o processo resulte no afastamento de Trump pelo Senado.
Para a colunista do g1, Sandra Cohen, um terceiro pedido de impeachment contra Trump não está descartado.
O que são as midterms e por que elas têm esse nome?
As midterms são as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Elas recebem esse nome porque acontecem na metade do mandato presidencial.
As últimas eleições ocorreram em 2024. Trump tomou posse em janeiro de 2025, assim como os deputados e senadores eleitos naquele ano. Em novembro de 2026, Trump estará na metade do mandato presidencial, enquanto os deputados eleitos em 2024 e os senadores eleitos em 2020 estarão perto do fim do mandato.
Os parlamentares eleitos nas midterms tomarão posse em janeiro de 2027. Trump não disputa a eleição, e o mandato presidencial dele termina em janeiro de 2029.
Por que as eleições nos EUA são sempre em uma terça-feira de novembro
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos vão seguir uma tradição do século 19 já conhecida dos norte-americanos: serão em novembro e em uma terça-feira. Neste ano, estão marcadas para esta terça-feira (3).
Uma lei aprovada nos Estados Unidos em 1845 estabeleceu que as eleições presidenciais fossem feitas sempre na primeira terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro. Em 1872, o Congresso aprovou estender a regra às eleições para a Câmara dos Representantes, a partir de 1876. Posteriormente, a disputa pelo Senado também foi incluída.
Naquela época, os eleitores precisavam viajar longas distâncias para comparecer aos centros de votação, sendo que muitos saíam de casa com um dia de antecedência para chegar a tempo.
Os Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, sendo que mais de 50 milhões de americanos já votaram antecipadamente.
Segundo as projeções mais recentes, o Partido Democrata - que faz oposição a Trump - chega à votação como favorito para conquistar a Câmara. Já a disputa para o Senado permanece em aberto, com institutos apontando uma leve vantagem para os democratas.
Suprema Corte rejeita tentativa do governo Trump de desconsiderar quase 20 mil votos da Califórnia
A Suprema Corte se recusou a intervir em um caso envolvendo 20 mil pessoas identificadas pelo governo republicano como prováveis não cidadãos nas listas de eleitores da Califórnia, estado amplamente dominado pelo Partido Democrata.
Na Califórnia, o governo Trump havia pedido à Suprema Corte que os votos contestados fossem separados até que a cidadania dos eleitores pudesse ser verificada. Autoridades do estado, porém, afirmaram que a lista parecia conter muitos erros e que, na prática, a medida poderia impedir eleitores legalmente habilitados de votar.
A Suprema Corte não detalhou os motivos da decisão, como é comum em julgamentos de emergência.
Eleições nos EUA: partidos encerram campanha antes das decisivas midterms
Democratas e republicanos finalizam nesta segunda-feira (2) a campanha com os últimos comícios antes das decisivas eleições de meio de mandato, que podem provocar uma grande mudança no Congresso.
O presidente Donald Trump anunciou um discurso para 14h00 (16h00 de Brasília) no espelho d'água da capital, diante do Memorial Lincoln, que ele ordenou reformar e que se tornou um dos símbolos de seu empenho de iniciar obras para restaurar Washington.
Governo de Trump leva disputa eleitoral da Califórnia à Suprema Corte
O governo do presidente Donald Trump solicitou nesta segunda-feira (2) à Suprema Corte dos Estados Unidos que impedisse temporariamente a Califórnia de contar os votos por correspondência de mais de 20 mil eleitores registrados que, segundo autoridades federais, provavelmente não são cidadãos americanos.
Em mais um capítulo da disputa judicial, que pode afetar milhares de eleitores nas eleições de meio de mandato desta terça-feira (3), o Departamento de Justiça pediu uma medida cautelar para suspender a contagem dos votos contestados até que a cidadania de cada eleitor seja verificada.
Um tribunal federal de apelações rejeitou o pedido na sexta-feira (30).
Eleitores dos EUA demonstram pessimismo em relação à economia às vésperas das eleições
Na véspera das eleições que decidirão se o Partido Republicano, do presidente Donald Trump, manterá o controle do Congresso, a atenção dos eleitores está voltada para a economia.
Os preços elevados são uma das principais preocupações, e muitos americanos atribuem a inflação persistente às políticas do presidente, especialmente às tarifas comerciais e à guerra com o Irã. Em resumo, os norte-americanos estão insatisfeitos.
Eleições nos EUA: veja impactos esperados para diferentes setores
À medida que as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos se aproximam, o setor empresarial norte-americano se prepara para uma possível mudança no equilíbrio de poder em Washington.
No caso de um forte desempenho dos democratas, analistas e estrategistas afirmam que as ações dos setores de energia limpa, habitação e saúde poderiam ser beneficiadas, enquanto as empresas de inteligência artificial, centros de dados e defesa podem passar por um escrutínio mais rigoroso por parte dos parlamentares.
As chances de uma vitória esmagadora dos democratas estavam em 72%, segundo a Polymarket, o maior mercado de previsões do mundo, enquanto as chances de o Partido Republicano manter o Senado e o Partido Democrata conquistar a Câmara dos Deputados estavam em 23%.
Quem são os 3 democratas que despontam na disputa pelo Senado dos EUA
Para conquistar o controle do Senado, os democratas precisam manter suas cadeiras e ganhar outras quatro nas eleições desta terça-feira (3). Três candidatos se destacam na disputa, que até o início da guerra contra o Irã favorecia os republicanos. Com perfis distintos, James Talarico, do Texas, aposta na fé cristã e no diálogo entre partidos para tentar virar um estado tradicionalmente republicano.
Abdul El-Sayed, candidato por Michigan, representa a ala mais progressista e enfrenta ataques por sua origem muçulmana e suas posições sobre Israel. Já Jon Ossoff, senador mais jovem em exercício, tenta a reeleição pela Geórgia e desponta como possível nome democrata para a disputa presidencial de 2028. Os três também têm em comum os ataques de Donald Trump durante a campanha.
AI outlook — possibilities, not facts
Democratas conquistarão a Câmara dos Deputados
Likely · Within days

Midterm elections take place in the USA with polls open in several states. Reports of technical failures with scanners in Westchester, NY, and relocation of polling places in Florida due to heavy rain mark the start of voting.

Midterm elections polls open in several American states. With the Democratic Party favored in the House, President Donald Trump is preparing a veto strategy, while questions about deportation and electoral processes gain prominence.

The national secretary of Public Security, Chico Lucas, declared that the Public Security PEC will facilitate the sending of federal resources to Piauí, aimed at combating organized crime through a new national fund.

Belo Horizonte City Hall, via Prodabel, offers more than 100 places for the free workshop 'Descomplicando o gov.br'. The course teaches the use of digital public services and fraud prevention, with registration open until December 10th.
Analysis of how US Congressional elections could limit Trump's power as he prepares to take on the role of 'Mr. Veto' in the face of a possible legislative defeat.

Lula's re-election and the mobilization of the electorate put the effectiveness of mandatory voting back into debate and highlight the strength of voluntary will in Brazilian politics.