Ministro da Saúde confirma aumento do número de vítimas após falecimento de feridos em estado crítico em Karak
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A Jordânia é um país de maioria muçulmana sunita com uma comunidade cristã estabelecida. Ataques contra locais de culto cristãos são considerados incomuns no país.
Dois dos feridos em um ataque armado ocorrido na sexta-feira (23) em uma igreja no sul da Jordânia morreram em decorrência dos ferimentos, elevando o total de mortos para nove. A informação foi divulgada neste sábado (24) à AFP pelo ministro da Saúde, Ibrahim Al Bdour.
"O número de vítimas fatais no ataque contra a igreja da localidade de Hammud", na província de Karak, "aumentou para nove após a morte de um segundo ferido que estava em estado crítico", afirmou o ministro. Segundo ele, 25 pessoas continuavam hospitalizadas.
Durante a manhã, havia sido confirmada a morte de uma oitava vítima. Na sexta-feira (23), as autoridades haviam registrado sete mortos e 34 feridos.
Segundo a Direção de Segurança Pública, os agressores invadiram uma igreja greco-ortodoxa e abriram fogo contra um cortejo fúnebre.
O ministro do Interior, Mazen Al Faraya, afirmou que o ataque, incomum contra a comunidade cristã do país, de maioria muçulmana sunita, foi cometido por "um grupo de extremistas".
"Os serviços de segurança estão mobilizados sem descanso para localizar os autores", declarou.
O rei Abdullah II da Jordânia visitou os feridos internados no hospital e afirmou, em uma publicação no X, que "o atentado terrorista contra Karak receberá a resposta mais dura".
"A segurança e a proteção dos jordanianos são linhas vermelhas que não devem ser cruzadas", acrescentou o monarca neste sábado, após uma reunião do Conselho de Segurança.
O primeiro-ministro do país, Jafar Hassan, decretou três dias de luto nacional a partir de sexta-feira, com bandeiras a meio-mastro em instituições governamentais e públicas.
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Intensificação das operações de segurança para localizar os autores.
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