
O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima ordenou a retirada de uma publicação de campanha gravada dentro de uma escola indígena em Uiramutã, envolvendo os candidatos Arthur Henrique e Nicoletti, proibindo novos atos no local e aplicando multa diária de R$ 3 mil em caso de descumprimento.
AI-generated summary
A Justiça Eleitoral de Roraima tem aplicado decisões semelhantes em casos de propaganda eleitoral em prédios públicos, incluindo a remoção de conteúdo de campanhas gravado em viaturas da Polícia Militar e em prédios públicos do estado.
Arthur Henrique e Nicoletti fazem parte da coligação "Unidos por Roraima" — Foto: Reprodução
O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) determinou a retirada de uma publicação de campanha eleitoral gravada dentro de uma escola indígena em Uiramutã, no interior do estado. A ação foi movida contra o candidato a governador Arthur Henrique (PL), o candidato a senador Nicoletti (PL) e a coligação "Unidos por Roraima", formada pelos partidos Novo e PL.
O g1 procurou os citados, mas até não recebeu resposta até a última atualização da reportagem.
A decisão, assinada nesta sexta-feira (28), atende parcialmente a um pedido da coligação "Roraima Segue em Frente", que reúne os partidos Republicanos, Podemos, Agir, PSD e a Federação União Progressista - que tem Soldado Sampaio, principal adversário de Arthur, como candidato ao governo.
Segundo o processo, Arthur e Nicoletti participaram do ato de campanha em 25 de agosto na escola estadual Indígena Damasceno Severino Lopes, na comunidade Arapá.
De acordo com a ação, os candidatos a governador e senador entraram na sala de aula da escola acompanhados de uma comitiva e discursaram sobre a campanha. O candidato Nicoletti também teria feito manifestação de caráter eleitoral no local.
O conteúdo do ato foi gravado e publicado no perfil de campanha de Arthur Henrique. Uma das publicações foi ao ar na rede social Instagram, com a identificação "Propaganda Eleitoral" e o pedido de voto: "Vote 22".
No registro também apareceram o ex-governador do estado, Antonio Denarium, e Nathália Cortez, esposa de Arthur.
O relator do caso, juiz Renato Pereira Albuquerque, entendeu que há indícios de irregularidade, já que a lei eleitoral proíbe fazer propaganda em bens públicos, o que inclui escolas da rede estadual. A decisão determina:
Retirada da publicação e de qualquer reprodução em até 24 horas;
Proibição de repostar o conteúdo;
Proibição de novos atos de campanha dentro da escola, enquanto o processo tramita.
Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 3 mil, limitada a 30 dias.
A decisão também tratou das imagens de crianças. Segundo o processo, fotos publicadas mostram cerca de doze crianças ao lado do candidato a governador, além de uma foto aproximada de uma criança com o rosto identificável.
O TRE-RR determinou que, se algum conteúdo relacionado ao ato continuar no ar, as imagens que permitam identificar as crianças sejam apagadas ou tenham o rosto encoberto.
Outras decisões semelhantes
A decisão desta sexta contra Arthur Henrique e Nicoletti ocorre após outras ordens da Justiça Eleitoral relacionadas à gravação de conteúdos de campanha em prédios públicos.
Em casos anteriores, o TRE-RR mandou o candidato ao governo Soldado Sampaio apagar das redes sociais um vídeo de campanha gravado dentro de uma viatura da Polícia Militar. Em outra decisão, a Justiça Eleitoral determinou que Shéridan, candidata a vice na chapa dele, também retirasse do ar vídeos de campanha gravados em três prédios públicos do estado.
Em outra decisão, também foi determinada a suspensão de um anúncio eleitoral publicado e impulsionado pelo ex-governador Denarium em favor de Arthur Henrique. Como Denarium não é candidato, a Justiça entendeu que houve irregularidade, já que a legislação permite manifestações de apoio, mas proíbe o impulsionamento pago de conteúdo eleitoral por terceiros.
Veja mais sobre as eleições em Roraima:
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
AI outlook — possibilities, not facts
A coligação Unidos por Roraima recorrerá da decisão do TRE-RR.
Likely · Within days
A multa diária de R$ 3 mil será aplicada se a publicação não for removida dentro de 24 horas.
Very likely · Within days
Flávio Bolsonaro nega irregularidades em sua relação com o empresário Vorcaro, afirma que seu irmão Eduardo cometeu erro ao apoiar o aumento de tarifas e diz que investigações rejeitam a versão de patrocínio em seus negócios ligados ao 'Dark Horse', enquanto autoridades ucranianas relatam ataque aéreo russo que deixou ao menos 27 mortos na região de Kiev.

A Justiça Eleitoral da Paraíba recebeu 119 denúncias de crimes eleitorais até a manhã deste sábado (29), conforme dados do sistema Pardal. Campina Grande lidera com 34 registros, seguida por João Pessoa (30) e Serra Branca (11). A confecção, utilização ou distribuição de brindes é a irregularidade mais frequente, seguida por obstrução de via pública. As denúncias envolvem principalmente cargos de deputado estadual (36) e governador (32).

A candidata ao governo de Alagoas, Lenilda Luna (UP), registrou seu plano de governo com 80 propostas. O documento foca em estatização, reforma agrária, expansão ferroviária, Passe Livre e proteção à memória dos bairros atingidos pela mineração em Maceió.

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou o envio de forças federais para apoiar as eleições de 2026 no Acre e outros quatro estados. O foco é o suporte logístico e a segurança em áreas remotas, aldeias indígenas e regiões de difícil acesso.

Em entrevista, Flávio Bolsonaro nega irregularidades na busca por patrocínio privado de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme 'Dark Horse' sobre Jair Bolsonaro. A Polícia Federal investiga suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso.

O TCE-RN identificou irregularidades em contratos de R$ 6,9 milhões para energia solar em Jucurutu. O tribunal recomendou a suspensão de pagamentos e a citação dos envolvidos, apontando falhas em licitações e possível desvio de finalidade de verbas do Banco do Brasil.