
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu executivos de empresas de inteligência artificial na Casa Branca para anunciar um acordo voluntário de segurança, que inclui monitoramento em cibersegurança e biosegurança, equipes internas e auditorias externas, mas deixa a regulação a cargo das próprias empresas e não prevê transparência pública sobre falhas da IA.
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Líderes da indústria de IA têm alertado para os riscos de a tecnologia sair do controle, motivando encontros com autoridades para discutir medidas de segurança.
Em seguida, o presidente recebeu executivos do setor na Casa Branca para um almoço. O encontro aconteceu em um momento em que os líderes da indústria têm alertado para os riscos de a inteligência artificial sair completamente do controle.
Na saída, o presidente da Câmara, Mike Johnson, anunciou que todos tinham acabado de assinar um compromisso sobre segurança. Donald Trump comparou o documento à Constituição americana. Mas, ao ser questionado se o acordo representa alguma obrigação legal, respondeu que ele impõe uma obrigação moral.
A correspondente Raquel Krähenbühl perguntou ao presidente se ele apoiaria um freio no desenvolvimento da IA se soubesse que a segurança nacional está em risco. Trump respondeu que, se houvesse risco, contaria para todos e repetiu:
No fim do dia, Trump divulgou o acordo. O texto prevê um controle robusto para monitorar a IA em áreas como cibersegurança, biosegurança e ameaças químicas, e para impedir que a tecnologia invada outros computadores; determina, ainda, a criação, nas empresas, de uma equipe interna de segurança e uma externa, de auditores independentes. O texto até reconhece que, com o tempo, talvez faça sentido transformar essas medidas em leis, mas, por enquanto, deixa a regulação do setor a cargo de quem lucra com a tecnologia. O acordo não prevê formas de comunicar ao público, com transparência, casos em que a IA sair do controle.
Também assinaram o documento os executivos da Nvidia, do Google, da Meta, da xAI e da OpenAI - que na segunda-feira (28) mesmo cancelou o lançamento da nova versão do ChatGPT por segurança, depois que o sistema agiu por conta própria, sem o comando humano.
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