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GeriDF estabelece critérios para internação involuntária de pessoas em situação de rua
DF estabelece critérios para internação involuntária de pessoas em situação de rua
Gelişiyor
G111 saat önceSiyaset3 dk okumaBrazil

DF estabelece critérios para internação involuntária de pessoas em situação de rua

Hızlı Bakış

  • O Distrito Federal detalha o modelo de atendimento e os critérios para a internação involuntária de pessoas em situação de rua, três dias após a sanção da lei.
  • A medida, de até 90 dias, exige risco à vida, violência ou negligência extrema, mas enfrenta críticas do Ministério Público e especialistas sobre a precarização da rede de apoio.

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A lei que autoriza a internação involuntária no Distrito Federal foi sancionada, e o governo detalha agora os critérios e o fluxo de atendimento para pessoas em situação de rua. O Ministério Público já havia apontado a "precarização" da rede de atendimento.

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Entre os critérios estão:

risco à vida;

violência;

negligência extrema com os autocuidados básicos.

Segundo o documento, esses sinais serão identificados durante abordagens feitas por equipes de assistência social e saúde.

A divulgação ocorre três dias após a sanção da lei que autoriza a internação involuntária no DF. Pela norma, a medida deve ser adotada:

apenas em última instância;

em situações de iminente risco à vida;

por prazo determinado, e máximo de 90 dias;

com comunicação ao Ministério Público em até 72 horas.

Após a sanção da lei, o Ministério Público do Distrito Federal enviou um ofício à governadora Celina Leão (PP) para apontar a "precarização" da rede de atendimento à população em situação de rua.

Como funcionará o atendimento

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, Celina afirmou que o governo já mapeou quase 500 pontos com concentração de pessoas em situação de rua.

Segundo Celina:

247 locais já passaram por monitoramento;

44 pessoas aceitaram tratamento com internação voluntária;

outras 22 manifestaram interesse em retornar aos estados de origem.

De acordo com o modelo divulgado pela Secretaria de Saúde, o atendimento será dividido em quatro etapas.

Pré-triagem: consiste na busca ativa na rua feita por equipes compostas por várias secretarias. Nessa fase, a prioridade é a adesão voluntária ao tratamento. Caso sejam identificados algum dos sinais de alerta para necessidade de internação involuntária, uma equipe especializada da Secretaria de Justiça fará uma nova avaliação.

Triagem: segundo o protocolo, essa equipe será formada por assistente social, psicólogo, enfermeiro e motorista, responsáveis por confirmar ou não a necessidade da medida e, se necessário, acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Intervenção e remoção: o documento prevê que, nos casos de risco iminente de morte, a pessoa seja encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital geral. Nos demais casos, a remoção será para a Unidade Psiquiátrica de Emergência (UPE) do Hospital São Vicente de Paulo.

Decisão Médica da Unidade Psiquiátrica de Emergência: após a avaliação médica, o paciente poderá receber alta com encaminhamento para a rede de atendimento ou permanecer internado por até 90 dias, conforme decisão clínica.

Críticas à lei

O promotor André Alisson Leal, do Ministério Público do DF, afirma no que a medida exige mais debate e foi aprovada sem consulta aos movimentos sociais e à Defensoria Pública.

"O sucateamento da saúde pública jamais pode ser fundamento legal pra uma internação, seja ela compulsória, involuntária ou o nome que se queira dar. Antes disso, tem que haver a reestruturação dos CAPs, dos Centros de Atenção, das residências terapêuticas", destaca o promotor.

Em nota (íntegra abaixo), a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) afirmou que a lei será regulamentada nos próximos 90 dias, e que um grupo de trabalho será montado para definir diretrizes.

Para Andrea Gallassi, professora da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Centro de Referência sobre Drogas e Vulnerabilidades, o governo falha nas políticas públicas ao tentar recolher essas pessoas para espaços distantes.

"Você oferta direitos pra essas pessoas tentarem revisar sua condição e portanto voltar a conseguir um trabalho, uma moradia e não depender desses espaços", avalia.

O que diz o governo?

Leia abaixo a íntegra da nota da Secretaria de Desenvolvimento Social:

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) informa que a lei tem 90 dias para ser regulamentada. A Pasta integrará o grupo de trabalho, composto por outros órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), para definir as diretrizes, atribuições e o planejamento da implementação da nova política de atendimento à população em situação de rua. O objetivo é fortalecer e aperfeiçoar a rede de atendimento, ampliar o acesso aos serviços e reduzir barreiras que dificultam o acolhimento e o cuidado dessa população..

A proposta contempla a construção de um fluxo integrado de pré-triagem, triagem, intervenção e encaminhamento, reunindo as áreas de assistência social, saúde, segurança pública e demais órgãos competentes. As decisões relacionadas a eventuais internações seguirão rigorosamente a legislação vigente e serão fundamentadas em avaliação e indicação médica, observados os direitos e as garantias das pessoas atendidas.

Bundan Sonra Ne Olabilir?

Yapay zekâ öngörüsü — kesinlik taşımaz

  • A lei será regulamentada nos próximos 90 dias.

    Çok muhtemel · Aylar içinde

  • Um grupo de trabalho será montado para definir diretrizes da implementação.

    Çok muhtemel · Aylar içinde

Açık Sorular

  • Como a rede de atendimento será reestruturada?
  • Quais serão as diretrizes exatas do grupo de trabalho?
  • Como será garantido o direito ao debate com movimentos sociais?

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Bu haber ilk olarak şurada yayınlandı: G1.

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