
Ceará Registra 200 Mortes por Intervenção Policial em 2025, Maior Número em 6 Anos
O Ceará registrou 200 mortes por intervenção policial em 2025, o maior número em seis anos. Mais de 57% dos casos não tiveram a cor da pele informada.

O Ceará registrou 200 mortes por intervenção policial em 2025, o maior número em seis anos. Mais de 57% dos casos não tiveram a cor da pele informada.
O setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio de 2026, um aumento em relação aos R$ 33,7 bilhões do ano anterior. Os gastos com juros nominais também subiram, totalizando R$ 107,5 bilhões no mês. A dívida líquida do setor público atingiu R$ 8,9 trilhões (67,9% do PIB).

A Hungria implementou políticas ambiciosas para aumentar a taxa de natalidade, oferecendo empréstimos e subsídios a casais que prometem ter filhos. Apesar de um aumento inicial, a fertilidade voltou a cair, levantando dúvidas sobre a eficácia das medidas financeiras e a importância de fatores culturais e serviços básicos.

A palavra 'soccer' tem origem na Inglaterra, cunhada por estudantes universitários no século XIX para diferenciar o 'association football' do rugby. Apesar de ter sido amplamente usada no Reino Unido, tornou-se um tabu, sendo associada aos EUA, onde o termo 'futebol' é dominante para o futebol americano.

The Chamber of Deputies approved a decree on fair wages and employment incentives with 137 votes in favor. The bill, which includes measures against digital exploitation and provides significant contribution exemptions for hiring young people and women, now moves to the Senate.

Italy's Chamber of Deputies approved the labor decree with a confidence vote (165 votes in favor). The decree includes incentives for stable employment, focusing on contract transformations and hiring young people and women, with specific benefits for disadvantaged workers and those in Southern regions.

Brazilian universities, particularly federal institutions in Rio de Janeiro, have seen a decline in the 2026 Center for World University Rankings (CWUR), especially in research. While USP, Unicamp, and UFRJ show distinct profiles, the overall trend points to a need for sustained investment in basic science.
O Brasil lançou o 5º Leilão do Eco Invest Brasil, com o objetivo de mobilizar R$ 50 bilhões em investimentos privados para inovação tecnológica e competitividade. O programa utiliza capital público do Fundo Clima para alavancar aportes privados em áreas como fertilizantes verdes, IA e veículos elétricos.
O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, o maior da série histórica da Pnad Contínua (desde 2012). O valor representa alta real de 5,5% ante Q1 2025 e expansão de 1,6% frente ao trimestre anterior. A elevação ocorre apesar da redução de 1 milhão de trabalhadores ocupados, concentrada em informais que ganham menos. A massa salarial atingiu R$ 374,8 bilhões, e a taxa de desemprego ficou em 6,1%, a menor para o período.
O escritor e economist Eduardo Giannetti avalia em entrevista à TV Brasil que a desestabilização de rotas comerciais como o Estreito de Ormuz e a guerra tarifária dos EUA sinalizam o fim da hiperglobalização. O especialista analisa que a financeirização cresceu de 1 dólar por dólar de PIB para 9 a 12 dólares, e que a entrada de trabalhadores asiáticos no mercado global devastou a classe trabalhadora ocidental, contribuindo para a ascensão da extrema direita. O Brasil, segundo ele, tem oportunidade histórica de se reposicionar com seus recursos naturais, biodiversidade e minerais críticos.
Conhecidos pelo potencial para impulsionar a transição energética, terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos vêm ganhando cada vez mais protagonismo global. Embora frequentemente tratados como sinônimos, os três conceitos cumprem papéis diferentes na geopolítica e na economia global. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), órgão do governo federal responsável por avaliar o potencial mineral do país, Elementos Terras Raras (ETR) são um grupo específico de 17 elementos químicos da tabela periódica: 15 lantanídeos (como lantânio, cério, neodímio e disprósio), escândio e ítrio. Notícias relacionadas:Ministro diz que país não quer apenas exportar minerais críticos.STF mantém lei que limita compra de terras por empresas estrangeiras.Brasil e Alemanha firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras.Apesar do nome, não são necessariamente raros na natureza, mas costumam estar dispersos, o que dificulta a exploração econômica. São essenciais para tecnologias de ponta, como turbinas eólicas, carros elétricos, baterias, eletrônicos e sistemas de defesa. Minerais estratégicos são aqueles considerados essenciais para o desenvolvimento econômico dos países e que tenham importância pela sua aplicação em produtos e processos de alta tecnologia, defesa e transição energética. Minerais críticos são aqueles cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento: concentração geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica, limitações tecnológicas, interrupção no fornecimento e dificuldade de substituição. Por isso, a definição de quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país. A lista também pode mudar conforme o tempo, de acordo com avanços tecnológicos, descobertas geológicas, mudanças geopolíticas e evolução da demanda. Porém, alguns exemplos mais comuns atualmente são: lítio, cobalto, grafita, níquel e nióbio. Terras raras podem ser consideradas minerais críticos ou estratégicos, dependendo do contexto. Ou seja, toda terra rara pode ser estratégica, mas nem todo mineral estratégico é terra rara. Situação no Brasil Segundo o SGB, o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas. Isso representa cerca de 23% das reservas globais, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A maior parte das terras raras no Brasil está concentrada em Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe. Esses estados têm os principais tipos de depósitos com potencial econômico. Entre os minerais que costumam ser considerados críticos ou estratégicos na maior parte dos países, o Brasil se destaca por ter as maiores reservas de nióbio do mundo (94%), com 16 milhões de toneladas. Também é o segundo no ranking global de reservas de grafita (26%), com 74 milhões de toneladas, e o terceiro quando se trata de reservas de níquel (12%), com 16 milhões de toneladas. O país tem uma lista de minerais considerados estratégicos para o desenvolvimento interno. Ela foi publicada na Resolução nº 2, de 18 de junho de 2021, do Ministério de Minas e Energia. Esses minerais são divididos em três grupos: Precisam ser importados: enxofre, minério de fosfato, minério de potássio e minério de molibdênio. Usados em produtos e processos de alta tecnologia: minério de cobalto, minério de cobre, minério de estanho, minério de grafita, minérios do grupo da platina, minério de lítio, minério de nióbio, minério de níquel, minério de silício, minério de tálio, minério de terras raras, minério de titânio, minério de tungstênio, minério de urânio e minério de vanádio. Minerais com vantagem comparativa e geração de superávit na balança comercial: minério de alumínio, minério de cobre, minério de ferro, minério de grafita, minério de ouro, minério de manganês, minério de nióbio e minério de urânio. Disputa global Esses recursos se tornaram centrais na disputa geopolítica global. Hoje, a China lidera amplamente o refino e a produção de terras raras, o que gera preocupação em outras potências, como Estados Unidos e União Europeia, que buscam diversificar fornecedores. Nesse cenário, o Brasil aparece como um ator relevante. Especialistas apontam que o desafio brasileiro não está apenas na extração. A cadeia produtiva desses minerais envolve etapas complexas, como beneficiamento e refino, que ainda são pouco desenvolvidas no país. Sem isso, o Brasil tende a continuar importando produtos de maior valor agregado, analisa o professor de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Luiz Jardim Wanderley, que é especialista na interseção entre política, economia e mineração. “O Brasil mantém o mesmo padrão de dependência que teve ao longo de sua história. Foi assim com o ouro colonial, passando pelo ferro e até o petróleo. Servindo para o mundo como um país primário-exportador. A gente exporta muitos minerais e os consome muito pouco no mercado nacional”, diz Jardim. Além da dimensão econômica, há também questões ambientais e sociais. A exploração desses recursos gera impactos significativos nos lugares onde ocorre. “Não existe mineração sustentável. Toda mineração causa impactos ambientais pesados, como o comprometimento de recursos hídricos. Também causa pressão econômica nos municípios em que ocorre: aumento da pobreza, desigualdade e violência urbana. O que temos hoje é um modelo completamente insustentável de mineração”, avalia o geógrafo. “É possível fazer um modelo um pouco menos degradante. Mas, ainda assim, continuariam sendo feitos grandes buracos para extrair esses minérios. Continuariam a desmontar montanhas e a afetar cursos de água. Precisamos pensar com muita calma se realmente vale a pena, já que perdemos muitos recursos naturais e os efeitos socioambientais são significativos”, complementa.