Corpo em contêiner no Porto de Santos: PF envia características à Interpol para identificação
En resumen
- A Polícia Federal enviou as características do corpo não identificado, encontrado em um contêiner no Porto de Santos há quase três anos, à Interpol.
- O DNA do homem, possivelmente da Costa do Marfim, é a principal pista para sua identificação, após o arquivamento do inquérito no Brasil.
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Por qué importa
Um corpo não identificado foi encontrado em um contêiner no Porto de Santos há quase três anos, e a Polícia Federal enviou suas características e DNA à Interpol para tentar identificá-lo.
As características do corpo encontrado em um contêiner em um navio no Porto de Santos (SP) foram enviadas à Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). Essa é mais uma tentativa da Polícia Federal (PF) de identificar o cadáver, que repercutiu em todo o país após ser detectado por um scanner de segurança há quase três anos.
A principal pista para solucionar o caso é o DNA do homem, que está sob custódia da PF. Como não há registro de suas impressões digitais no Brasil, o material genético é a esperança das autoridades para identificar o cadáver, caso algum familiar apareça para realizar o confronto.
Por meio de nota, a corporação afirmou que o inquérito foi arquivado após o encerramento de todas as diligências possíveis pela PF. Apesar disso, os dados levantados e as características do cadáver foram repassados à Interpol por meio de uma "Difusão Preta".
Difusão Preta: Compartilha dados sobre cadáveres não identificados ou restos humanos, visando identificação.
As solicitações internacionais de cooperação ou os alertas da Interpol permitem que as polícias dos países membros compartilhem dados críticos sobre os crimes. Cada tipo de notificação tem uma cor.
Características
A equipe de reportagem apurou que o cadáver foi descrito em um dos laudos como sendo de um homem adulto, de 1,60 metro, com a pele preta e os cabelos curtos, pretos e crespos.
Ao g1, o delegado da Polícia Federal Edson Patrício do Nascimento explicou que as investigações apontaram que o homem, ou o corpo já sem vida, teria embarcado no contêiner durante a passagem do navio pela Costa do Marfim. Por este motivo, acredita-se que ele nasceu ou morava no país africano.
A corporação entrou com um pedido de cooperação jurídica internacional para a realização de diligências na Costa do Marfim, mas não teve retorno até o momento. A embaixada do país africano também não respondeu à equipe de reportagem.
Investigações
Escaneamento apontou a presença de uma silhueta de corpo humano dentro de contêiner no Porto de Santos, SP.
A embarcação saiu de Singapura e atracou em 1º de setembro de 2023 no Porto de Tanger, no Marrocos, quando o contêiner foi embarcado. O navio também passou pela Costa do Marfim, onde as portas da caixa foram lacradas até serem abertas em Santos.
O cadáver, em estado avançado de decomposição, foi detectado por um scanner de segurança no dia 14 de setembro de 2023.
"A morte teria ocorrido por alguma circunstância relacionada a [pessoa] ter ficado presa no contêiner durante a viagem até Santos. [Sobre] a identidade, a investigação não conseguiu apontar por se tratar de diligências necessárias lá na Costa do Marfim", afirmou o delegado.
PF tem o DNA
O g1 teve acesso ao resultado do exame necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande (SP) que apontou a causa indeterminada para a morte e foi inconclusivo para identificação do cadáver. A polícia não sabe o motivo dele ter entrado ou sido colocado dentro do contêiner.
Anteriormente, o IML informou ao g1 que o corpo permanecia como desconhecido por conta da ausência de registro dactiloscópico no Brasil. Ou seja, esta seria a primeira vez que o indivíduo com esta genética era identificado no país.
Ainda segundo o IML, caso um familiar da vítima apareça, o material genético coletado pode ser confrontado e, com isso, o cadáver identificado.
Preguntas abiertas
- Qual a identidade do homem?
- Como ele entrou no contêiner?
- Qual a causa exata da morte?







