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A ANTT autorizou testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas que cortam Minas Gerais, incluindo a BR-050 em Uberaba, BR-040, BR-381 e BR-116. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União em 11 de setembro pela Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (Surod).
Veja como funcionam os radares de velocidade média, que serão testados na BR-050, em Uberaba
O sistema cruza a distância entre os dois pontos com o tempo levado pelo veículo para percorrê-la, sendo possível saber se o motorista andou acima da média em trecho sem radar.
Por Gabriel Reis, g1 Triângulo — Uberaba
A ANTT autorizou testes de controle de velocidade média na rodovia BR-050, em Uberaba, e em outras vias federais.
O sistema calcula a velocidade média a partir da distância e do tempo que o veículo leva para percorrer o trecho monitorado.
Na BR-050, o experimento de 180 dias ocorrerá em um trecho de 10,83 quilômetros.
O monitoramento começará após a efetiva implantação dos equipamentos pela concessionária.
Os motoristas fiscalizados não receberão multas com base na velocidade média durante o projeto-piloto.
Trecho da BR-050, em Uberaba — Foto: Reprodução/TV Integração
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou testes de um novo sistema de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas que cortam Minas Gerais. A BR-050, que passa por Uberaba, no Triângulo Mineiro, terá trecho monitorado.
Também haverá testes na BR-040, na BR-381 e BR-116. A iniciativa foi autorizada pela Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (Surod) da ANTT em decisões publicadas no Diário Oficial da União em 11 de setembro.
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A diferença para os radares tradicionais está no modo como a velocidade é calculada. Em vez de registrar apenas a velocidade de um veículo ao passar por determinado ponto, o sistema acompanha o tempo que ele leva para percorrer um trecho entre dois pontos de monitoramento. A partir da distância e do tempo de percurso, é calculada a velocidade média.
Apesar dos equipamentos já terem sido autorizados, os testes não começaram no dia da publicação das decisões. Segundo a ANTT, os 180 dias de experimento passam a ser contados a partir da efetiva implantação dos equipamentos e do início do monitoramento em cada trecho.
A ANTT poderá ainda prorrogar ou encerrar antecipadamente os testes mediante decisão fundamentada da Surod.
O g1 questionou a Eco-050, concessionária responsável pelo trecho, sobre a data de implantação dos radares, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Onde serão os testes em Minas
Na BR-050/MG, o projeto-piloto será realizado entre os quilômetros 171 e 270 e entre os quilômetros 182 ao 100, em um trecho de 10,83 quilômetros. A autorização foi concedida à Eco-050 e e integra o corredor rodoviário que passa por Uberaba.
Como funciona o radar de velocidade média
Como funciona o radar de velocidade média — Foto: arte/g1
Imagine um motorista entrando em um trecho monitorado. O primeiro equipamento registra a passagem do veículo. Mais adiante, outro ponto de monitoramento identifica quando ele deixou o trecho.
O sistema cruza a distância entre os dois pontos com o tempo levado pelo veículo para percorrê-la. Assim, chega à velocidade média desenvolvida naquele segmento.
A lógica é diferente da dos radares convencionais, que verificam a velocidade instantânea do veículo em um determinado ponto.
Na prática, portanto, não basta reduzir a velocidade apenas diante de um equipamento e depois voltar a acelerar. O projeto pretende justamente avaliar o comportamento dos motoristas durante todo o trecho monitorado.
Os locais deverão ser sinalizados para informar os usuários sobre a realização do experimento.
Motoristas serão multados?
Os condutores que passarem pelos trechos não serão multados pela velocidade média registrada durante o projeto-piloto.
A própria ANTT determinou que os testes terão caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental. Nesta etapa, não será permitida a aplicação de autuações ou penalidades aos motoristas com fundamento exclusivamente na velocidade média calculada pelo sistema.
Isso não significa, porém, que os demais mecanismos de fiscalização de trânsito deixem de existir. A proibição prevista nas decisões se refere especificamente a penalidades baseadas exclusivamente na velocidade média registrada durante o experimento.
Uma eventual utilização futura da tecnologia para fiscalização com aplicação de multas dependerá de novas avaliações e das autorizações necessárias.
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O que a ANTT quer descobrir
Durante os testes, as concessionárias deverão enviar mensalmente os resultados à ANTT. A agência vai analisar, entre outros pontos, a confiabilidade dos dados, o funcionamento dos equipamentos, o comportamento dos motoristas e o desempenho operacional do sistema.
A ideia é verificar como a tecnologia funciona em condições reais de uma rodovia antes de uma eventual adoção para outras finalidades.
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Após os 180 dias de teste, a ANTT avaliará os resultados e decidirá sobre a possível aplicação de multas baseadas na velocidade média.
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