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Balança comercial tem maior superávit para outubro desde 1989
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Agência Brasil Economia29 minutes agoBusiness3 min readBrazilView translation

Balança comercial tem maior superávit para outubro desde 1989

Superávit de US$ 9,32 bilhões em outubro de 2026, impulsionado por petróleo, combustíveis, cereais e soja

Quick Look

  • A balança comercial brasileira teve o maior superávit para outubro em 37 anos, de US$ 9,32 bilhões, segundo o Mdic.
  • Exportações subiram 20% para US$ 31,51 bilhões e importações 14,8% para US$ 24,82 bilhões.
  • O governo revisou a projeção de superávit anual de 2026 de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões.

AI-generated summary

Why It Matters

A balança comercial brasileira registrou superávits consistentes, com o acumulado de janeiro a outubro de 2026 atingindo US$ 71,04 bilhões. O melhor resultado anual da série histórica, iniciada em 1989, foi em 2023, com US$ 98,8 bilhões.

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A balança comercial brasileira teve o maior superávit para o mês de outubro em 37 anos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Impulsionadas pelo petróleo, combustíveis, cereais e soja, as exportações superaram as importações em US$ 9,32 bilhões, diferença 39,4% maior que a registrada em outubro de 2025, quando foi de US$ 6,69 bilhões.

O crescimento das exportações em 20% proporcionou o resultado, o melhor desde o início da série histórica, em 1989.

Principais números

Superávit: US$ 9,32 bilhões (+39,4% ante outubro de 2025);

Exportações: US$ 31,51 bilhões (+20%);

Importações: US$ 24,82 bilhões (+14,8%);

Corrente de comércio: US$ 56,33 bilhões (+17,7%).

A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 56,33 bilhões, também o maior valor já registrado para meses de outubro na série histórica.

Exportações

O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela agropecuária e pela indústria de transformação.

Exportações por setor:

Indústria extrativa: US$ 11,52 bilhões (+53,5% ante outubro de 2025);

Indústria de transformação: US$ 18,38 bilhões (+7,7%);

Agropecuária: US$ 7,63 bilhões (+12,8%).

Produtos em destaque:

Indústria extrativa: petróleo bruto (+122,6% ante outubro do ano passado), minérios de metais e concentrados (+900,6%);

Indústria de transformação: combustíveis (+164,5%), farelos de soja (+39,1%);

Agropecuária: soja (+8,9%); animais vivos, exceto pescados (+212,1%); centeio e aveia (de US$ 2,8 milhões para US$ 338,8 milhões, alta percentual de 12 mil, por diferença de cronograma de embarque).

No caso do petróleo, o crescimento da produção e o aumento de 36,7% nos preços médios, após o agravamento da guerra no Oriente Médio, elevaram as exportações.

Destinos das vendas

As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países.

No entanto, caíram 5,3% para a China, por causa do fim da cota para as vendas de carnes.

Quem comprou do Brasil:

Europa: US$ 7,76 bilhões (+35,8%);

América do Norte: US$ 5,66 bilhões (+47,4%);

América do Sul: US$ 4,58 bilhões (+14,9%);

Ásia: US$ 15,41 bilhões (+9,3%)

As vendas para os Estados Unidos avançaram 11,4% em outubro, mesmo em meio à aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Isso porque produtos de aviação e itens como carne e suco de laranja foram excluídos do tarifaço após negociações.

Com o resultado de outubro, as exportações para os Estados Unidos passaram a registrar crescimento acumulado de 0,2% no ano.

Para a União Europeia, o crescimento pode ser explicado pelo acordo com o Mercosul, que está impulsionando as vendas, principalmente de alimentos, para o bloco.

Importações

As compras brasileiras no exterior subiram 14,8%, puxadas principalmente por combustíveis, cujos preços subiram 84,2% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2025.

Importações por categoria:

Bens de capital: US$ 3,7 bilhões (+4%);

Bens intermediários: US$ 15,2 bilhões (+2,7%);

Bens de consumo: US$ 5,1 bilhões (+25,9%);

Combustíveis: US$ 4,5 bilhões (+86,8%, impulsionados pela alta de 84,2% no preço).

No caso dos bens de capital, a diminuição do ritmo de crescimento da economia provocada pelos juros altos está desacelerando os investimentos da indústria, principal compradora de máquinas.

Acumulado de 2026

De janeiro a outubro, a balança comercial registrou superávit de US$ 71,04 bilhões.

Exportações: US$ 321,88 bilhões (+11,2%);

Importações: US$ 250,84 bilhões (+6,1%);

Saldo comercial: US$ 62,4 bilhões (+34,1%).

Projeções

Em outubro o Mdic revisou para baixo sua projeção para 2026. A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões.

Mesmo com a queda, o resultado seria o segundo melhor para um ano desde o início da série histórica, em 1989. Só perderia para 2023 (US$ 98,8 bilhões).

A previsão de exportações foi reduzida de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões. A projeção para as importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.

A estimativa é mais otimista que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com o mercado financeiro divulgada pelo Banco Central, os analistas projetam superávit comercial de US$ 79,9 bilhões para este ano.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • O superávit comercial de 2026 ficará em US$ 84,4 bilhões, segundo a nova projeção do Mdic

    Likely · Within months

  • As exportações para os Estados Unidos manterão crescimento acumulado positivo em 2026

    Possible · Within months

Open Questions

  • Quais são as projeções detalhadas por setor para o restante de 2026?
  • Como as tensões comerciais com os Estados Unidos podem evoluir nos próximos meses?
  • Quais medidas específicas o Mdic pretende adotar para manter o crescimento das exportações?

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This article was originally published by Agência Brasil Economia.

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