Breaking
KRA man in his 50s wearing an electronic anklet was arrested on charges of secretly filming a woman's body at a fireworks festival.CNJapan's Kanto region suffered record heavy rains, and many places issued the highest level landslide warningsCNArmed Assailant Charges at Ohio Governor Candidate Amy Acton During Campaign StopTR18.9 kg of liquid methamphetamine was seized at Antalya AirportINMCD orders sealing of illegal constructions over four floors after building collapse in South-West DelhiBRBlack Eyed Peas closes the third day of Rock in Rio 2026 with a show on Palco MundoRUTrump declared the Moon property of the United States and proposed renaming geographical featuresRUWomen in Russia are looking for work longer than men by 1.2 months in the first half of 2026SEThe Left Party wants to anonymize job applications in Södertälje to reduce discriminationCNTrump's proposal to rename New Mexico a new U.S. state was rejected by the governorKRA man in his 50s wearing an electronic anklet was arrested on charges of secretly filming a woman's body at a fireworks festival.CNJapan's Kanto region suffered record heavy rains, and many places issued the highest level landslide warningsCNArmed Assailant Charges at Ohio Governor Candidate Amy Acton During Campaign StopTR18.9 kg of liquid methamphetamine was seized at Antalya AirportINMCD orders sealing of illegal constructions over four floors after building collapse in South-West DelhiBRBlack Eyed Peas closes the third day of Rock in Rio 2026 with a show on Palco MundoRUTrump declared the Moon property of the United States and proposed renaming geographical featuresRUWomen in Russia are looking for work longer than men by 1.2 months in the first half of 2026SEThe Left Party wants to anonymize job applications in Södertälje to reduce discriminationCNTrump's proposal to rename New Mexico a new U.S. state was rejected by the governor
BackBrasileiros são deportados pelos EUA para países africanos como Libéria e Guiné Equatorial
Brasileiros são deportados pelos EUA para países africanos como Libéria e Guiné Equatorial
Developing
G11 hour agoWorld3 min readBrazil

Brasileiros são deportados pelos EUA para países africanos como Libéria e Guiné Equatorial

Quick Look

Brasileiros Paola Santos e Pietro Graza de Lima foram deportados pelos EUA para Libéria e Guiné Equatorial, respectivamente, após detenções pelo ICE; Paola descreve viagem algemada e descoberta do destino apenas ao desembarcar, enquanto Pietro relata resistência ao desembarque e detenção em hotel monitorado; o governo brasileiro afirma não ter recebido notificação das deportações.

AI-generated summary

Why It Matters

O governo dos EUA, sob Donald Trump, tem deportado imigrantes para países diferentes de seus países de origem, pagando a esses países para aceitá-los, especialmente quando a Justiça impede a deportação para a terra natal devido a riscos de perseguição.

Font size

A mineira Paola Santos, de 21 anos, trabalhava com limpeza de obras nos Estados Unidos há cinco anos até que foi detida pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), a polícia de imigração americana.

Ela tinha entrado ilegalmente no país pela fronteira com o México, mas diz que tinha permissão de trabalho porque o estado de Massachusetts, onde morava, é mais flexível com imigrantes.

Depois de uma blitz do ICE, permaneceu presa por um ano e três meses. Nesse período, passou por cadeias em Massachusetts, Connecticut, Vermont, Texas e Louisiana, até que, há duas semanas, foi levada para um avião com destino desconhecido.

"Falei com ele: 'Se você não me falar para onde você está me mandando, eu não irei descer do ônibus'. E ele: 'Se você não descer por vontade própria, a gente vai ter que fazer uso de força'", lembra Paola.

A brasileira só descobriu o destino quando desembarcou depois de uma viagem de 16 horas, em que ficou com pés, mãos e cintura algemados. "Bem-vindos, vocês estão na Libéria", dizia a imigração, segundo Paola.

Quase 25 mil pessoas foram deportadas pelo governo de Donald Trump não para os seus países de origem, mas para outros lugares, que recebem milhões de dólares para receber imigrantes.

Paola Santos, de 21 anos, foi deportada para a Libéria — Foto: Reprodução/TV Globo

Não existe uma regra geral, mas, normalmente, essas pessoas pediam asilo nos Estados Unidos com a alegação de que não se sentiam seguras em seus países de origem por questões de violência ou de perseguição política, por exemplo.

A Justiça dos EUA impede que elas sejam enviadas de volta para a terra natal. Então, o governo americano decidiu mandá-las para outro destino.

O Ministério das Relações Exteriores disse ao Fantástico que não recebeu notificação sobre o caso da Paola, "nem da parte dos estados supostamente envolvidos na deportação, nem da parte da nacional ou sua família".

Brasileiros na Guiné Equatorial

Imigrantes enviados para Guiné Equatorial ficam em hotéis, mas são vigiados e não são livres para circularem. É o caso do pernambucano Pietro Graza de Lima, que morava na Flórida.

Pietro contou ao Fantástico que estava em um grupo inicialmente deportado para a Libéria, mas, na chegada, ele e mais quatro pessoas resistiram ao desembarque. "Nós ficamos com hematomas no corpo, nos jogaram praticamente na pista do avião".

Segundo ele, um representante da Libéria disse que o país não aceitaria o grupo. O avião decolou novamente, fazendo eles acreditarem que voltariam para os EUA. Mas a aeronave pousou na Guiné Equatorial, onde eles foram retirados e estão até agora, sem comunicação.

"Cerca de 10, 20 policiais encapuzados, com armas pesadas, estavam nos esperando. Esse foi o pior momento da minha vida. A gente olhou um para o outro e falou: 'Não adianta resistir'", disse Pietro.

Pietro Graza de Lima foi deportado pelos EUA para Guiné Equatorial — Foto: Reprodução/TV Globo

Em 2016, Pietro foi preso no Recife por falsificação de anabolizantes. Ele permaneceu em liberdade para aguardar a sentença, mas levou sete tiros em uma emboscada que, segundo ele, foi armada por policiais corruptos.

Pietro fugiu para os EUA e disse que tinha visto de estudante. Em Orlando, trabalhou como cozinheiro, mas afirmou que foi morar na rua por conta de questões psiquiátricas. Ele perdeu o passaporte e acabou preso pelo ICE.

No tribunal, disse que corria risco de ser assassinado de voltasse para o Brasil. Segundo ele, a juíza sugeriu fazer o pedido de asilo nos EUA, mas a estratégia não funcionou.

Agora, ele está preso em um hotel semi-abandonado que, segundo a Associated Press, só recebe suspeitos de terem sido contaminados pelo vírus ebola e deportados pelo ICE.

O Ministério das Relações Exteriores disse ao Fantástico que, na última quarta-feira (2), o embaixador do Brasil na Guiné Equatorial foi informado de que Pietro "está em boa situação de saúde, hospedado em hotel determinado pelas autoridades e que uma visita será facilitada nos próximos dias".

Alex Pereira Alves tenta evitar ser deportado pelos EUA para Guiné Equatorial — Foto: Reprodução/TV Globo

A Guiné Equatorial é um destino que outro brasileiro preso pelo ICE tenta evitar. O brasileiro Alex Pereira Alves mora em Los Angeles e, há dez anos, pediu asilo por ser homossexual e se sentir perseguido no Brasil.

Nesse período, ele deveria se apresentar à imigração todo mês de novembro para comprovar que vivia dentro da lei. Mas, em abril deste ano, a situação mudou: ele foi convocado à imigração e recebeu um aparelho de monitoramento eletrônico.

Em 12 de agosto, recebeu um novo chamado, antecipando a audiência que aconteceria em novembro.

A advogada de Alex, Jane Oak, conta que o brasileiro pediu para que ela o acompanhasse. "Quando cheguei, fiquei uma hora procurando e nada. Me disseram que ele tinha sido preso cinco minutos depois de se apresentar", conta.

Alex está preso em Adelanto, na Califórnia, e tenta ser deportado para o Brasil, e não para a Guiné Equatorial. "Ele acha que, dez anos depois, a sociedade brasileira mudou e se sentiria mais seguro", disse a advogada.

As situações variam muito nos países que aceitam deportados: alguns são democracias, como Costa Rica e Libéria, outros têm regimes instáveis ou autoritários, como El Salvador, Essuatíni, República Democrática do Congo, República Centro-Africana e Guiné Equatorial.

Brasileiros deportados pelos EUA para países africanos — Foto: Reprodução/TV Globo

A advogada Savi Arvey, da organização Human Rights First, disse que o governo americano adotou uma "tática de medo".

"O governo Trump assinou acordos com mais de 35 países porque quer minar o sistema global de proteção, e também para coagir imigrantes que ainda estejam nos EUA a se autodeportarem, por medo de acabarem num país qualquer", afirmou.

Procurados pelo Fantástico, os governos da Guiné Equatorial e da Libéria não responderam o que vão fazer com os brasileiros deportados.

Enquanto aguarda uma definição, Paola tenta adaptar a rotina à vida forçada na Libéria. Ela frequenta a piscina do hotel, caminha até uma praia próxima e procura maneiras de fazer o tempo passar. Sem saber por quanto tempo ficará no país africano, ela diz não se arrepender do período nos EUA.

"Eu tinha uma vida boa, vivia tranquilamente, ajudava minha mãe. Essa é a parte que eu não me arrependo nunca. Eu tinha condição de ajudar minha mãe, tinha condição de dar ao meu irmão tudo o que ele queria", afirmou.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • O governo brasileiro aumentará a pressão diplomática sobre os EUA para obter informações sobre os cidadãos deportados e garantir seus direitos.

    Likely · Within weeks

  • Organizações de direitos humanos continuarão a denunciar publicamente as deportações para países terceiros como uma violação do direito internacional de asilo.

    Very likely · Within days

Open Questions

  • Por quanto tempo os brasileiros deportados permanecerão na Libéria e na Guiné Equatorial?
  • Quais são os termos dos acordos entre os EUA e os países africanos que recebem deportados?
  • O governo brasileiro tomará medidas diplomáticas ou consulares para auxiliar os cidadãos deportados?
  • Há outros brasileiros em situação semelhante além dos três mencionados?

Related Topics

This article was originally published by G1.

Related Stories

Son of President Lula lives in luxury condominium in Spain with rent of R$32,000
Developing·

Son of President Lula lives in luxury condominium in Spain with rent of R$32,000

Fábio Luís Lula da Silva, President Lula's eldest son, lives in a high-end condominium in La Moraleja, Madrid, with a monthly rent of 5,500 euros (R$32,000). The complex offers a spa, zipline, infinity pool and extensive green areas. He is being investigated by the Federal Police in three investigations for alleged crimes of influence peddling and corruption linked to embezzlement in the INSS. His defense states that he pays the rent with income from private work and denies illegalities.

Folha Poder
2 min read
Nayib Bukele: from election as mayor to negotiations with gangs in El Salvador
Developing·

Nayib Bukele: from election as mayor to negotiations with gangs in El Salvador

Nayib Bukele was elected mayor of San Salvador in 2015 by the FMLN and, after being expelled from the party in 2017, founded the Novas Ideias movement. Elected president in 2019, his reduction in violence is linked to secret negotiations with the MS-13 and Barrio 18 gangs, according to El Faro documents and US Treasury sanctions in 2021. The criminal factions originate in the US and were strengthened by deportations in the 1990s.

Folha Mundo
2 min read
Bukele model in the Brazilian debate: journalist El Faro warns of risks of authoritarianism and rights violations
Developing·

Bukele model in the Brazilian debate: journalist El Faro warns of risks of authoritarianism and rights violations

Journalist Carlos Dada, co-founder of El Faro, warns that El Salvador's so-called 'Bukele model', based on mass arrests and pacts with gangs, is being adopted as a reference by Brazilian presidential candidates, despite involving human rights violations, systematic torture and political prisons, with 1 in 50 Salvadoran citizens currently incarcerated.

Folha Poder
3 min read
More on this topicpaola santos