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Câmara aprova projeto que amplia limite do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes
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Câmara aprova projeto que amplia limite do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes

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A Câmara dos Deputados aprovou projeto que aumenta o limite de faturamento do MEI para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028, permite contratação de até dois funcionários e perdoa dívidas de inadimplentes contraídas até 13 de outubro de 2026, com impacto fiscal estimado em mais de R$ 6 bilhões entre 2027 e 2029.

AI-generated summary

Why It Matters

O projeto foi enviado pelo governo Lula como parte de medidas para apoiar microempreendedores individuais, incluindo aumento do limite de faturamento e perdão de dívidas inadimplentes, em contexto de reaproximação com essa categoria antes do segundo turno das eleições.

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Câmara aprova projeto que amplia limite do MEI e perdoa dívidas de inadimplentes

Projeto também amplia para dois o número de funcionários que podem ser contratados por MEIs, desde que recebam exclusivamente um salário mínimo ou o piso da categoria profissional.

Por Paloma Rodrigues, TV — Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) projeto de lei que amplia o limite de faturamento para enquadramento de Microempreendedor Individual (MEI) e também perdoa dívidas de inadimplentes da categoria. O placar foi de 461 deputados favoráveis e quatro contra.

Ambas as mudanças foram enviadas pelo governo Lula, com o perdão das dívidas do MEI sendo a última medida anunciada pela campanha de Lula nesta semana como tentativa de reaproximação com o grupo a poucos dias do 2º turno. Agora, o texto segue para análise do Senado Federal.

O projeto amplia o enquadramento no MEI para os empreendedores com faturamento anual de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil a partir de 2028, ante os R$ 80 mil atuais.

"Esse MEI hoje às vezes dispensa um contrato para não extrapolar a faixa do MEI", disse o relator, deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA).

O projeto também amplia o número de funcionários que podem ser contratados pelos microempreendedores individuais.

Atualmente, apenas um funcionário pode ser empregado. O projeto aumenta esse número para até dois, desde que recebam exclusivamente um salário mínimo ou o piso da categoria profissional.

A oposição criticou a votação da medida às vésperas do segundo turno.

"Ainda que eu veja que os empreendedores mereçam essa correção – que é justiça não é bondade –, acho lamentável que venha como uma medida eleitoreira. Lamentável é isso ser pautado", disse a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

MEIs — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Impacto fiscal

O impacto fiscal estimado com a renúncia de receitas é de R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029. Já o impacto com o perdão das dívidas é estimado em R$ 3 bilhões em 3 anos.

Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto será dividido da seguinte forma:

2027: R$ 1,1 bilhão;

2028: R$ 1 bilhão;

2029: R$ 909 milhões.

O relator ainda contemplou as dívidas ainda não inscritas na dívida da ativa da União que ainda podem estar com o processo em tramitação. Isso poderia gerar impacto de até R$ 2 bilhões para além do já previsto.

O projeto concedeu anistia integral aos MEIs inadimplentes. O projeto perdoa as dívidas contraídas pelos microempreendedores individuais até 13 de outubro de 2026.

Segundo o relator, parte desse endividamento se iniciou ainda no período da pandemia e o grupo precisa do auxílio governamental para retomar o controle sobre seus negócios.

"O objetivo não é um perdoou geral. Pelo contrário. Há uma regra que exige o adimplemento futuro", afirmou.

O projeto estabelece contrapartidas para a remissão dos valores devidos: não ficar devedor pelos seis meses consecutivos ao perdão e desistir de eventuais ações na Justiça ligadas aos valores devidos.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • O Senado Federal aprovará o projeto com possíveis ajustes nos prazos ou valores.

    Likely · Within months

Open Questions

  • Qual será a posição do Senado Federal sobre o projeto?
  • Como o Tesouro Nacional irá compensar a renúncia de receitas prevista?
  • Quais serão os critérios de fiscalização para garantir que os beneficiados cumpram as contrapartidas estabelecidas?

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This article was originally published by G1.

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