
Programa eleitoral questiona histórico do senador e propõe medidas contra o crime organizado e a alta de preços
A campanha de reeleição de Lula (PT) lançará programa de TV focando em segurança pública e inflação, atacando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por supostas ligações com investigados e questionando sua capacidade de gestão econômica.
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Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno, segundo o Datafolha.
A campanha à reeleição do presidente Lula (PT) dirá na TV que seu maior adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não tem condições de combater o crime por ter relações com pessoas investigadas –como o dono do antigo Banco Master, Daniel Vorcaro. Também buscará desqualificar a capacidade do senador de combater a inflação.
O vídeo, que vai ao ar na noite deste sábado (12), é uma resposta aos discursos de Flávio Bolsonaro sobre segurança pública e inflação, dois dos principais temas da campanha bolsonarista. Lula e seus aliados tentam reformular o formato e o conteúdo de seus discursos depois de o adversário ganhar espaço nas pesquisas.
O programa eleitoral da noite deste sábado será o primeiro de Lula que terá a segurança pública como tema predominante –o assunto foi tangenciando em outros momentos sob forma de combate à violência contra a mulher e elogios à operação contra o crime organizado Carbono Oculto.
O final do vídeo menciona pessoas do campo político bolsonarista que são alvo de investigação, como o ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) Rodrigo Bacelar (União), além de Vorcaro. "Como alguém cercado deste tipo de gente pode combater o crime?", diz um locutor.
A abertura do programa mostra uma mulher e uma menina andando em uma rua enquanto tiros atingem os prédios em volta. "A família Bolsonaro deixou o Brasil mais violento. Colocou mais de um milhão de armas nas ruas. E um bilhão de balas. Grande parte foi parar nas mãos das facções", diz o locutor.
Em seguida, Lula aparece defendendo maior participação da União na área da segurança pública e dizendo que seus adversários atrapalham a aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que permite essa mudança de política.
A campanha petista defenderá a retomada de territórios dominados pelo crime, a criação de mais presídios de segurança máxima, combate a roubos de celular e operações para cortar o fluxo financeiro das facções.
"Vamos livrar o Brasil da violência, do agressor de mulher, do ladrão que rouba na rua, do traficante que manda no seu bairro. E seguiremos combatendo os magnatas do crime que lavam dinheiro das facções e do crime organizado. Combate ao crime tem que ir da esquina ao andar de cima", diz Lula na peça de propaganda.
A campanha petista também afirmará que no atual governo a PF (Polícia Federal) trabalha sem embaraços. "Com a família Bolsonaro a Polícia Federal não tinha liberdade. Bolsonaro quis trocar até ministro para acobertar as denúncias contra o filho, Flávio", diz um locutor. É exibido um vídeo de reunião em que Jair Bolsonaro afirma que não esperaria "foder" sua família para tomar providências.
Além disso, o vídeo busca questionar a capacidade de Flávio Bolsonaro de combater a inflação. A peça mostra o senador afirmando que os preços vão cair, e exibe uma locutora faz o trocadilho com o nome do candidato bolsonarista e o ditado "Falar é fácil".
"Falar é Flávio, fazer é Lula. Com os bolsonaros, a inflação de alimentos foi a maior nos últimos 30 anos, 57%, e dói no seu bolso até hoje. O governo Lula trabalhou e controlou a inflação, mas a gente sabe que não está fácil. Por isso, com Lula, vai ter imposto zero nos produtos da cesta básica", afirma a propaganda, em referência às regras da reforma tributária que entram em vigor no ano que vem.
A inflação é apontada tanto por integrantes da campanha de Lula quanto de Flávio Bolsonaro como um dos principais motivos para o desgaste da imagem do atual presidente. Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (11), mostra os dois candidatos tecnicamente empatados em intenções de voto para o segundo turno. Lula aparece com 46% e Flávio, com 44%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
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Exibição de programa eleitoral na TV com ataques a Flávio Bolsonaro.
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