Copom reduz Selic em 0,25 ponto percentual para 13,75% ao ano, quinto corte consecutivo
Quick Look
- O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, marcando o quinto corte consecutivo.
- A decisão foi unânime e baseada na moderação da inflação doméstica, embora o Copom tenha destacado a incerteza externa devido aos conflitos no Oriente Médio e à política monetária de economias avançadas.
AI-generated summary
Why It Matters
O Banco Central do Brasil utiliza a taxa Selic como principal instrumento para controlar a inflação. Desde o início de 2025, o país adotou o sistema de meta contínua, com objetivo de inflação de 3% e tolerância entre 1,5% e 4,5%. A inflação ficou acima da meta por seis meses consecutivos em junho, exigindo uma carta pública de explicação do BC.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (16), cortar a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual, reduzindo a Selic de 14% para 13,75% ao ano. Este é o quinto corte consecutivo da taxa. A decisão foi unânime.
🔎 A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.
"Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião mostra uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente, e mercado de trabalho aquecido. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta", diz a nota do Copom.
O Copom, contudo, afirmou que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.
"Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", afirmou o comitê.
Como as decisões são tomadas
Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.
Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.
Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.
Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.
Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o primeiro trimestre de 2028.
Para 2026, 2027 e 2028, respectivamente, as estimativas de inflação do mercado financeiro estão em 4,9%, 4,3% e 3,80% – todas acima da meta central de inflação.
PrBanco Central do Brasil — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Open Questions
- Quando o Copom espera que a inflação retorne de forma sustentável ao centro da meta de 3%?
- Quais são os indicadores específicos que levaram à decisão unânime de corte de juros?
- Como o Copom avalia o impacto dos cortes anteriores na atividade econômica e no emprego?




