
Empréstimos privados e emissões de títulos aumentam quase 35%, enquanto países mais pobres pagam juros de 8,2% sobre novos compromissos
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O Banco Mundial publicou seu Relatório Anual sobre a Dívida Internacional, mostrando que a dívida externa de países de baixa e média renda aumentou 5,5% em 2025, o maior salto anual desde 2021, após a pandemia de Covid-19. Os empréstimos privados e emissões de títulos subiram quase 35%, para US$ 251 bilhões, enquanto os pagamentos de serviço da dívida atingiram US$ 1,4 trilhão.
Os países de baixa e média renda estão contraindo mais empréstimos e pagando mais pelas novas dívidas, com a dívida externa aumentando 5,5% para um recorde de US$ 9,4 trilhões em 2025, informou o Banco Mundial nesta quinta-feira (5).
A instituição afirmou que os empréstimos por meio dos mercados internacionais de títulos continuaram em 2026, levantando questões críticas sobre "se os termos são sustentáveis e se o capital levantado está chegando às pessoas e aos locais que mais precisam dele".
No Relatório Anual sobre a Dívida Internacional, o Banco afirmou que o salto na dívida externa em 2025 —o maior aumento anual desde 2021, logo após a pandemia da Covid-19— ameaça prejudicar investimentos essenciais em educação, infraestrutura, saúde e empregos.
O banco observou que o acesso ao financiamento internacional melhorou, mas os países em desenvolvimento mais pobres estão pagando, em média, juros de 8,2% sobre novos compromissos com credores privados —a taxa mais alta desde 1989— e 9,4% sobre novos títulos.
Em contrapartida, os países que não se qualificam para empréstimos com juros baixos ou zero juros no âmbito da AID (Associação Internacional de Desenvolvimento) pagam, em média, 5,5% sobre novos títulos, uma queda em relação aos 5,8% registrados em 2024, informou o banco.
Autoridades do Banco Mundial e de outras instituições financeiras internacionais vêm alertando nos últimos meses sobre o alto endividamento e o impacto adverso das taxas de juros mais elevadas sobre os países em desenvolvimento.
O relatório indicou que os empréstimos dos países em desenvolvimento junto a credores privados e as emissões de títulos por entidades públicas aumentaram quase 35%, para US$ 251 bilhões, o nível mais alto em cinco anos. A dívida externa cresceu mais rapidamente entre os países elegíveis à AID, subindo 8,1%, para US$ 1,3 trilhão em 2025.
"O retorno dos empréstimos privados aos países de baixa e média renda é bem-vindo, mas esses países estão tomando mais empréstimos, pagando mais e, em muitos casos, destinando menos recursos para o desenvolvimento de longo prazo", disse Haishan Fu, estatístico-chefe do Banco Mundial.
"Gerenciar a dívida de forma responsável significa dar a todos —incluindo as futuras gerações— a chance de prosperar."
O relatório mostrou que muitos governos emitiram novos títulos para recomprar dívidas que estavam vencendo, estendendo seus prazos de pagamento, muitas vezes a taxas de juros mais altas e sem reduzir significativamente os saldos da dívida.
A demanda continua a crescer neste ano, apesar dos altos custos. Até meados de agosto, mais de dez países já haviam excedido sua meta de emissões para todo o ano de 2025, enquanto vários outros retornaram aos mercados internacionais, segundo o relatório.
Os países de baixa e média renda pagaram US$ 1,4 trilhão em principal e juros em 2025, o quinto aumento anual consecutivo. Isso foi impulsionado por um aumento de 13,7% nos pagamentos a credores privados, que chegaram a US$ 363 bilhões, segundo o relatório.
Os países em desenvolvimento pagaram US$ 436 bilhões a mais em serviço da dívida do que receberam em novos financiamentos de 2022 a 2025, mas a dinâmica mudou em 2025, com o relatório citando um influxo líquido de US$ 45 bilhões.
A dramática desvalorização do dólar foi outro fator importante que afetou fortemente os países em desenvolvimento, elevando o valor em dólares da dívida denominada em outras moedas. A desvalorização do dólar foi responsável por mais de 28% do aumento da dívida dos países em desenvolvimento, e vários dos maiores tomadores de empréstimos de linhas de crédito com juros reduzidos registraram saldos mais elevados do estoque da dívida no final de 2025, apesar dos pagamentos contínuos do serviço da dívida.
O relatório alertou que custos mais elevados com o serviço da dívida podem resultar em menor investimento, menos oportunidades e maior vulnerabilidade a choques nos países em desenvolvimento.
A instituição também defendeu esforços contínuos para aumentar a transparência sobre os acordos de dívida, fortalecer os padrões e preencher lacunas de dados, observando que novos credores, instrumentos, garantias e acordos de financiamento poderiam dificultar a compreensão da exposição total de um país à dívida.
The National Council for the Industrialization of Critical and Strategic Minerals approved a list of 27 priority minerals, with investments of up to R$7 billion to create a national processing and transformation industry, reducing the export of raw materials.

The digital bank Ueno, the largest credit card issuer in Paraguay with around 3 million customers, is facing a financial crisis with a solvency ratio below the minimum required. President Santiago Peña resigned, but Congress suspended the session. The Public Ministry requested the arrest of eight people linked to the bank.

The president of Paraguay, Santiago Peña, resigned from his position after the crisis at the digital bank Ueno, the country's largest credit card issuer, which closed units and left thousands of customers without access to money. The bank's solvency index fell to less than half the minimum required, the Central Bank initiated proceedings to protect depositors and the Public Prosecutor's Office ordered the arrest of eight people linked to the institution.
The dollar closed up 0.67%, at R$5.4876, and the Ibovespa fell 0.82%, to 166,191.45 points, in a session marked by risk aversion in international markets, with losses in artificial intelligence shares on Wall Street. In Brazil, the Central Bank maintained the Selic rate at 13.75% per year and the Lula government discussed the economic agenda.
The federal government published MP 1,399/2026, which establishes the rates of the Selective Tax, known as the 'Sin Tax'. The charge begins in February 2027 on products such as cigarettes, alcoholic beverages, soft drinks, vehicles and betting, with temporary percentages until December 2027. The government projects to collect R$41.9 billion in 2027.