Mercado brasileiro encerrou antes da decisão do Copom sobre a Selic, mantida em 13,75% ao ano
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O dólar havia acumulado três pregões consecutivos de alta antes desta quarta-feira. O Ibovespa vinha de seis pregões de queda consecutivos. O mercado aguardava a decisão do Comitê de Política Monetária sobre a taxa básica de juros.
O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (4), acompanhando o enfraquecimento da moeda estadunidense no exterior após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. A bolsa avançou mais de 1%, recuperou os 167 mil pontos e interrompeu uma sequência de seis baixas consecutivas.
Os investidores também acompanharam a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic. O mercado fechou antes do anúncio da manutenção dos juros básicos da economia em 13,75% ao ano.
Principais números
Dólar à vista: R$ 5,451 (-0,64%);
Ibovespa: 167.563,47 pontos (+1,23%);
Dólar global (índice DXY): 101,520 pontos (-0,2%);
Petróleo Brent: US$ 94,62 por barril (-8,67%).
Câmbio
A moeda estadunidense encerrou o dia em baixa frente ao real, depois de três pregões consecutivos de alta. O movimento foi influenciado pelo resultado das eleições legislativas nos Estados Unidos, em que os democratas conquistaram maioria no Senado e na Câmara dos Deputados.
O resultado reduziu a percepção de risco de mudanças bruscas na política econômica estadunidense e contribuiu para o enfraquecimento do dólar globalmente. A queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também favoreceu moedas de países emergentes.
No Brasil, contudo, os ganhos do real foram limitados pela cautela dos investidores diante das incertezas fiscais e da expectativa sobre a condução da política econômica no próximo governo. A decisão do Copom sobre a taxa básica de juros também esteve no radar.
O dólar chegou a R$ 5,498 na máxima da sessão, por volta das 13h30, mas se firmou em terreno negativo ao longo da tarde.
Ibovespa interrompe perdas
O Ibovespa subiu 1,23%, aos 167.563,47 pontos, após seis pregões consecutivos de queda. Na máxima do dia, pouco antes das 14h, o índice chegou a 167.986,37 pontos.
O desempenho acompanhou o ambiente mais favorável aos ativos de risco no exterior, impulsionado pela vitória dos democratas nos Estados Unidos. A melhora no cenário global favoreceu ações de bancos, da Vale e de outras empresas sensíveis aos juros.
Na contramão, os papéis da Petrobras, os mais negociados na bolsa, recuaram significativamente, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. O Brent para janeiro caiu 8,67%, a US$ 94,62 por barril.
O pregão brasileiro terminou antes da divulgação da decisão do Copom, que era aguardada pelos investidores. A expectativa de parte do mercado era pela manutenção da Taxa Selic em 13,75% ao ano.
* com informações da Reuters
Brazil maintains the highest real interest rate in the world, according to the ranking presented in the article.
Brazil maintains the highest real interest rate in the world, according to the ranking presented in the article.
The Central Bank's Monetary Policy Committee maintained the basic interest rate (Selic) at 13.75% per year, a decision criticized by CNI, Apas, Contraf-CUT, CUT, Força Sindical and by deputy Lindbergh Farias (PT-RJ), who point out losses to credit, investments, the public budget and economic activity.
Brazil maintains the highest real interest rate in the world, according to the ranking presented in the article.

The Central Bank maintained the Selic at 13.75% per year, interrupting five consecutive cuts. As a result, Brazil continues to have the highest real interest rate in the world (9.49%), widening the gap to Turkey (7.77%), according to a MoneYou survey of 40 countries.
The Central Bank's Monetary Policy Committee unanimously maintained the Selic Rate at 13.75% per year, surprising the market that expected a 0.25 percentage point cut. The decision was motivated by exchange rate tensions, the El Niño phenomenon and the worsening of the war in the Middle East. Accumulated inflation in 12 months rose to 4.62%, above the target ceiling of 4.5%.