Dona de casa de prostituição suspeita de criar dívidas de R$ 10 mil para confinar funcionárias é presa em SC
Quick Look
- Uma mulher foi presa em Navegantes, Santa Catarina, suspeita de manter funcionárias em condições análogas à escravidão em uma casa de prostituição, cobrando multas abusivas e gerando dívidas de até R$ 10 mil para impedi-las de sair.
- O companheiro, foragido, já tem condenação de quase 24 anos por crimes similares.
- A ação foi desencadeada após o Conselho Tutelar e o Creas encontrarem filhas de três funcionárias no local.
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Why It Matters
A investigação foi iniciada após o Conselho Tutelar e o Creas identificarem a presença de crianças, filhas de três funcionárias, na casa de prostituição localizada às margens da BR-470 em Navegantes, Santa Catarina. As equipes usaram uma 'história de cobertura' para resgatar as vítimas sem alertar os suspeitos.
Dona de casa de prostituição suspeita de criar dívidas de R$ 10 mil para confinar funcionárias é presa em SC
O companheiro dela, coproprietário do estabelecimento, está foragido. A mulher é investigada pelos crimes de redução à condição análoga à de escravo, manutenção de casa de prostituição e rufianismo.
Por Júlia Venâncio, Sofia Mayer, g1 SC
Uma mulher foi presa nesta quinta-feira (10), em Navegantes (SC). Ela é suspeita de manter funcionárias sob condições análogas à escravidão em casa de prostituição.
A mulher administrava o local sozinha pois o companheiro, Adelar Antônio Goldoni, está foragido. Ele foi condenado a quase 24 anos de prisão.
Os proprietários cobravam pelo uso de quartos e aplicavam multas arbitrárias para gerar dívidas irreais.
O caso foi descoberto após o Conselho Tutelar e o Creas encontrarem filhas de 3 funcionárias no local.
Uma mulher suspeita de manter uma casa de prostituição e de submeter funcionárias a condições análogas à escravidão foi presa pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (10) em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina.
O companheiro dela e coproprietário do estabelecimento, Adelar Antônio Goldoni, está foragido. Ele tem uma condenação de quase 24 anos de prisão por tortura, estupro e por manter casa de prostituição.
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🔎 Segundo o Artigo 229 do Código Penal, é crime "manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente".
A investigação apontou que o casal cobrava pelo uso dos quartos e descontava dos ganhos das garotas de programa valores referentes a alimentos e bebidas.
Os suspeitos também cobravam multas abusivas em caso de "faltas", como não limpar os cômodos ou sair com clientes para fora do estabelecimento.
Com essas cobranças, algumas mulheres acabavam acumulando dívidas de até R$ 10 mil e eram impedidas de deixar a casa, localizada às margens da BR-470, enquanto tivessem esses débitos.
O inquérito policial foi instaurado em 6 de julho de 2026. De acordo com a corporação, o esquema funcionava por meio do confinamento das vítimas.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Navegantes, com apoio da Delegacia de Balneário Piçarras e da Delegacia de Combate às Drogas de Itajaí.
Três mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.
Polícia Civil prende dona de casa de prostituição em SC — Foto: Polícia Civil/ Divulgação
Crime foi descoberto pelo Conselho Tutelar
O crime foi descoberto depois que o Conselho Tutelar e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) souberam da presença de crianças, filhas de três funcionárias, no local.
Para resgatar as crianças e as mães sem alertar os suspeitos, as equipes usaram uma "história de cobertura". Após a retirada das três vítimas, os órgãos informaram a polícia sobre o caso.
👉 Uma "história de cobertura" é uma narrativa fictícia, álibi ou identidade falsa criada para encobrir uma operação sigilosa, proteger agentes ou ocultar o verdadeiro propósito de uma investigação.
Durante a operação nesta quinta-feira, a administradora foi presa e encaminhada ao Presídio de Itajaí, onde permanece à disposição da Justiça. Ela é investigada pelos crimes de redução à condição análoga à de escravo, manutenção de casa de prostituição e rufianismo.
Adelar Goldoni está foragido — Foto: Polícia Civil/Divulgação
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What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Adelar Antônio Goldoni será capturado pelas autoridades nas próximas semanas.
Likely · Within weeks
A investigação resultará em denúncia formal pelos crimes de redução à condição análoga à de escravo, manutenção de casa de prostituição e rufianismo.
Very likely · Within weeks
As vítimas receberão assistência do Creas e outros órgãos de proteção social após o resgate.
Very likely · Within days
Open Questions
- Qual é o paradeiro atual de Adelar Antônio Goldoni?
- Quantas mulheres foram vítimas do esquema além das três funcionárias mencionadas?
- Qual foi o valor total arrecadado com as dívidas e multas abusivas?
- As vítimas receberam assistência psicológica e social após o resgate?





