Agência Brasil destaca candidatos negros, hispânicos, muçulmanos, indígenas e LGBTQIA+ eleitos para cargos estaduais e federais nas midterms
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos elegeram candidatos negros, hispânicos, muçulmanos, indígenas e LGBTQIA+ para cargos estaduais e federais, incluindo o primeiro senador abertamente gay, o primeiro muçulmano no Senado e a primeira mulher indígena governadora, com mandatos começando em janeiro de 2027.
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As eleições de meio de mandato presidencial nos Estados Unidos, chamadas midterms, apresentaram vitórias históricas de minorias sub-representadas, incluindo negros, hispânicos, muçulmanos, indígenas e candidatos LGBTQIA+, em cargos estaduais e federais.
As eleições de meio de mandato presidencial nos Estados Unidos, as chamadas midterms, apresentaram vitórias históricas de minorias sub-representadas no país mais rico do mundo. Negros, hispânicos, muçulmanos, indígenas e gay estão entre os candidatos que conquistaram feitos pioneiros em cargos estaduais ou federais.
A Agência Brasil destaca alguns dos nomes que obtiveram nas urnas marcas que representam salto de representatividade na democracia americana.
Gay assumido
O democrata Chris Pappas é o primeiro candidato assumidamente gay a conquistar uma vaga no Senado dos Estados Unidos. Ele foi eleito pela população do estado de New Hampshire.
Pappas, de 46 anos, ocupa atualmente cadeira na Câmara dos Representantes, que equivale à Câmara dos Deputados no Brasil. O mandato dos senadores eleitos nas midterms começará em janeiro de 2027. Desde 2023, Pappas é casado com o advogado Vann Bentley.
Apesar de ser o primeiro candidato assumidamente gay a ser eleito, ele não será o primeiro representante abertamente LGBTQIA+ no Senado. Tammy Baldwin, democrata de Wisconsin, é assumidamente lésbica e foi eleita em 2012. Ela segue no cargo.
Muçulmanos
O democrata Abdul El-Sayed, de 42 anos, conquistou nas urnas uma cadeira no Senado dos Estados Unidos, pelo estado do Michigan. Dessa forma, o epidemiologista filho de imigrantes egípcios se torna o primeiro muçulmano eleito para a Câmara Alta do Congresso americano.
A ativista pelos direitos dos imigrantes Aber Kawas, de 34 anos, conquistou votos suficientes para um assento no Senado Estadual (Legislativo estadual) de Nova York. Filha de refugiados palestinos, ela é a primeira palestino-americana no Legislativo estadual do estado.
De acordo com agências de notícias internacionais, a muçulmana Aber Kawas é também a primeira mulher de hijab (vestimenta islâmica que cobre cabelos e pescoço) eleita para a Casa Legislativa.
Indígenas
As midterms expuseram conquistas históricas de representantes indígenas. A democrata Deb Haaland, de 65 anos, foi eleita a primeira mulher indígena governadora nos EUA. A partir de janeiro de 2027, ela comandará o Novo México por quatro anos.
Deb Haaland, da comunidade Laguna Pueblo, foi secretária do Departamento do Interior dos Estados Unidos no governo do então presidente Joe Biden, de 2021 a 2025.
Nos EUA, os departamentos equivalem aos ministérios no Brasil. O Departamento do Interior é responsável, entre outras atribuições, pela gestão de terras e recursos naturais federais e por assuntos relacionados aos povos indígenas.
Mais um pioneirismo pertence à democrata Peggy Flanagan, de 47 anos. Ela é a primeira mulher indígena eleita para o Senado dos Estados Unidos. Ela representa o estado de Minnesota e faz parte do povo Ojibwe.
A democrata Claire Valdez também fez história ao ser a primeira mulher indígena eleita pela população de Nova York para representar o estado na Câmara dos Representantes. Com 37 anos, ela representa o povo Ysleta del Sur Pueblo.
Pouco mais de 2% da população americana se considera indígena, de acordo com o Departamento do Censo dos Estados Unidos (U.S. Census Bureau), isso levando em conta quem se declara “alone”, isto é, de uma única raça.
Negros
Políticos negros também experimentaram protagonismos históricos nas midterms. De acordo com o Censo, 13,5% da população se declara negra.
A democrata Keisha Lance Bottoms, foi eleita governadora da Geórgia e se tornou a primeira mulher negra eleita governadora de um estado americano.
Byron Donalds, do partido Republicano, foi eleito governador da Flórida e será o primeiro homem negro a ocupar o cargo no estado.
Donalds é também o primeiro negro eleito governador em toda história dos republicanos. O partido já teve um governador negro, Pinckney Pinchback (Louisiana), na década de 1870. Mas ele foi um vice-governador que assumiu após o impeachment do governador Henry C. Warmoth.
Louisiana é onde, de 1841 a 1853, se passou a história real que deu origem à autobiografia Doze anos de Escravidão, escrita por Solomon Northup. O drama, que foi adaptado para filme (2013), conta a história de um homem negro que foi sequestrado no norte do país e escravizado no sul.
À época, parte dos Estados Unidos já havia abolido a escravidão, mas o sul atrasado mantinha a prática de trabalho forçado.
O democrata David Crowley, de Wisconsin, será o primeiro governador negro do estado, que tem 178 anos de história.
Em Illinois, a vice-governadora democrata, Juliana Stratton, venceu a eleição para o Senado dos Estados Unidos. Ela será a sexta mulher negra a chegar à Casa. A eleição dela fará com que o estado seja o primeiro a ter duas mulheres de minorias raciais representando-o simultaneamente no Senado. Ela se juntará à democrata Tammy Duckworth, asiático-americana.
Mulheres
As urnas americanas fizeram com que mulheres americanas escrevessem os nomes na história como pioneiras na lista de eleitas para o comando de governos estaduais.
A democrata Amy Acton, de 60 anos, estará à frente do estado de Ohio. A também democrata Amy Klobuchar, de 66 anos, comandará Minnesota. A republicana Marsha Blackburn, de 74 anos, será a governadora eleita do Tennessee.
Latinos
No Texas, a democrata Gina Hinojosa rompeu um ciclo em que, desde 1995, apenas republicanos se elegiam para o governo do estado. Além disso, aos 52 anos e de família com raízes mexicanas, ela se tornará a primeira mulher de origem latina a comandar o executivo estadual.
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Os mandatos dos senadores eleitos nas midterms começarão em janeiro de 2027.
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Deb Haaland comandará o Novo México por quatro anos a partir de janeiro de 2027.
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The president of the Senate, Davi Alcolumbre, regretted that politicians had promoted themselves in the elections by offending other people, citing the result of the first round of the PL. He criticized attacks, threats and lies, questioned the validity of electronic voting machines in the second round and argued that he would not vote on the PEC on the age of criminal responsibility because the Chamber started the discussion before the Senate. PL leader, Carlos Portinho, accused Alcolumbre of failing to comply with an agreement between leaders and defended Flávio Bolsonaro's flight to the United States.
The president of Congress, Alcolumbre, decided not to put a proposal to a vote after consideration by the president of the Chamber of Deputies, Hugo Motta, with whom he spoke the day before. He had committed to discussing the matter when the Chamber deliberated on it.
Trump says he will probably get along with Democrats unless they want to be destructive. The NYT newspaper says voters have risen up against Trump. Democrats have a majority in the Senate with 54 elected to 44 and advance in the Chamber with 237 to 139. Rogério Marinho, from PL, launches a candidacy for the presidency of the Senate. Alcolumbre wants to vote today to reduce the age of majority. Lula did not say 'for working people, prison, for criminals, protection'.

Seven Brazilians were elected state deputies in the US midterm elections, all from the Democratic Party. Four were elected in Massachusetts (Priscila Sousa, Rita Mendes, Lorena Betts and Danillo Sena), in addition to Felipe Sousa-Lazaballet in Florida, Farley Santos in Connecticut and Elaine Marzola in Nevada.

Edinho Silva, president of the PT, meets with presidents of centrist parties to understand convergences and divergences with the Lula government. The conversations do not deal with positions at the moment, and Lula wants clarity on how much the parties will deliver for the fourth term, avoiding the 2023 negotiation model.
The Democratic Party won the mid-term elections in the United States, electing senators and representatives in states like Texas, with young leaders from ethnic and religious minorities and progressive discourse. Among the highlights are Keisha Lance Bottoms, Deb Haaland, Chris Papas, James Talarico and Abdul El-Sayed.