
Moda circular atende nichos específicos como enxovais de bebês, vestidos de festa e roupas de inverno para quem mora no Nordeste.
Três empreendedoras brasileiras criaram negócios baseados na moda circular em São Paulo, Curitiba e Recife, oferecendo aluguel de enxovais infantis, vestidos de festa e casacos de inverno com faturamento de até R$ 100 mil.
AI-generated summary
Negócios baseados em moda circular unem economia para consumidores, reaproveitamento de peças e geração de receita.
Comprar uma roupa para usar poucas vezes — ou apenas durante uma fase específica da vida — nem sempre faz sentido para o bolso.
Foi justamente dessa percepção que três empreendedoras, em diferentes regiões do país, criaram negócios baseados na moda circular, transformando o aluguel de roupas em uma oportunidade de empreender.
Em comum, elas enxergaram nichos pouco explorados e criaram modelos de negócio voltados para necessidades específicas: enxovais para bebês, vestidos de festa e roupas de inverno.
A proposta une economia para os consumidores, reaproveitamento das peças e geração de receita.
Em São Paulo, Larissa Saghi decidiu criar um serviço de aluguel de roupas para bebês depois de perceber que muitas peças infantis são usadas por pouco tempo, já que as crianças crescem rapidamente.
O negócio funciona por assinatura: a cliente recebe um kit com 16 peças e, conforme o bebê cresce, as roupas são substituídas por tamanhos maiores.
"Eu envio o kit para essa mãe. Quando ficar pequeno, ela me sinaliza e nós trocamos o kit por um tamanho maior", explica a empreendedora
O empreendimento começou com um investimento de R$ 5 mil e nasceu a partir do próprio enxoval das filhas gêmeas da empresária.
Com o tempo, o acervo cresceu por meio de doações de amigas, permutas e compra de novas peças. Hoje, o negócio atende 35 assinaturas mensais em diferentes cidades e fatura cerca de R$ 5 mil por mês.
Para a cliente Suellen Cunha, mãe da pequena Maitê, o serviço trouxe economia. "Me ajudou bastante", resume.
Em Curitiba, Julia Artiolli e Gabrielle transformaram um negócio tradicional de aluguel de vestidos em uma plataforma digital que conecta pessoas interessadas em disponibilizar roupas de festa paradas no guarda-roupa para outras consumidoras.
O modelo funciona como um marketplace entre pessoas físicas. As proprietárias cadastram as peças, que passam por uma curadoria antes de serem disponibilizadas para aluguel. Toda a operação é online, incluindo a logística de entrega para diferentes estados do país.
"As mulheres não só queriam alugar peças legais e diferentes, como também tinham roupas paradas no armário e queriam colocá-las à disposição de outras meninas", afirma Julia Artiolli.
Segundo as empreendedoras, o investimento inicial foi de apenas R$ 150, usado para contratar softwares e registrar o domínio da plataforma. Hoje, o negócio reúne cerca de 150 clientes cadastradas e registra faturamento mensal de R$ 15 mil.
Já em Recife, Cíntia Sales encontrou uma oportunidade em uma dificuldade vivida por amigos e familiares que viajavam para destinos frios.
Após morar quatro anos na França, ela percebeu que quem vive no Nordeste muitas vezes precisa comprar roupas pesadas para usar apenas durante uma viagem.
"Quando fui pesquisar se tinha esse tipo de serviço aqui que oferecesse locação de roupas de inverno, fiquei surpresa de não ter", conta Cíntia Sales.
Ao voltar ao Brasil, decidiu abrir uma empresa especializada na locação de roupas de inverno. O negócio recebeu investimento inicial de R$ 30 mil e hoje acumula mais de 10 mil clientes cadastrados, com faturamento mensal de aproximadamente R$ 100 mil.
Na loja, o aluguel médio de uma peça custa R$ 105 por cinco dias. Segundo a empreendedora, o valor é, em média, cinco vezes menor do que a compra de um casaco novo. Os itens mais procurados são sobretudos e casacos impermeáveis, especialmente por quem vai viajar para países de clima frio.
Embora atendam públicos diferentes, os três negócios têm uma característica em comum: mostram como a economia circular pode ir além do aspecto ambiental e se tornar um modelo de negócio rentável, prolongando a vida útil das roupas e oferecendo uma alternativa mais econômica para os consumidores.

Uma força-tarefa logística envolvendo cinco navios e 80 caminhões transportou da China a Mato Grosso a maior roda-gigante da América Latina, estrutura de 108 metros que será instalada no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.
O dólar fechou no menor valor em dez dias, cotado a R$ 5,142, influenciado pelo enfraquecimento da moeda no exterior. O Ibovespa subiu 1,85% e o petróleo Brent encerrou acima de US$ 94 com tensões no Oriente Médio.
A Petrobras anunciou interesse na exploração de petróleo em Gana, após o Ministério de Energia e Transição Verde do país aprovar habilitação para negociar contratos em quatro blocos offshore na Bacia de Keta.

Petrobras e Pemex assinam memorando de entendimento para cooperação em hidrocarbonetos e biocombustíveis. Especialistas apontam desafios políticos, ceticismo histórico e falta de obrigatoriedade financeira nos acordos.
Estudo da Fundação Itaú revela que a formalização de jovens de 16 a 29 anos no Brasil é marcada por desigualdades sociais, raciais e regionais. A pesquisa também aborda aspirações profissionais e o temor em relação à inteligência artificial.
Empresas privadas com 100 ou mais empregados têm até 31 de agosto para atualizar informações no Portal Emprega Brasil visando o 6º Relatório de Transparência Salarial do MTE.