
Homem instalou programa espião em computadores de rival para interceptar orçamentos e oferecer preços menores
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O empresário utilizou um programa espião para monitorar conversas comerciais de uma concorrente em Ponta Grossa. A fraude foi descoberta após clientes estranharem propostas não solicitadas.
Um empresário de Ponta Grossa, cidade dos Campos Gerais do Paraná, foi indiciado por, segundo a Polícia Civil, hackear uma empresária concorrente para ler conversas dela com clientes e contatá-los com orçamentos menores dos mesmos produtos.
Segundo o delegado Derick Moura Jorge, o homem de 37 anos instalou um programa espião nos computadores da rival e passou a interceptar orçamentos solicitados por clientes em tempo real para atravessar as negociações com propostas de valores inferiores.
"A fraude começou a ser desmascarada após seguidas desconfianças e relatos de clientes fiéis que estranharam receber propostas não solicitadas do empresário rival minutos após realizarem cotações de produtos específicos com uma vendedora da loja vitimada", explica o delegado.
O delegado complementa que, diante da frequência atípica das abordagens, a equipe do estabelecimento afetado realizou uma simulação com um número telefônico desconhecido, confirmando o vazamento imediato das informações.
"Posteriormente, análises técnicas identificaram a presença de um programa espião instalado de forma oculta nos computadores da empresa atingida, mecanismo que garantia o acesso indevido às conversas e dados comerciais sigilosos".
O nome do empresário não foi divulgado. Ele responde ao processo em liberdade.
Nesta terça-feira (18), a Polícia Civil divulgou que finalizou o inquérito e concluiu que o "esquema de espionagem industrial e concorrência desleal cibernética vinha afetando o mercado de comércio de pneus na região de Ponta Grossa".
Por isso, o empresário foi indiciado pelos crimes de invasão de dispositivo informático (Art. 154-A do Código Penal) e concorrência desleal mediante meio fraudulento para desviar clientela de outrem (Art. 195, inciso III, da Lei de Propriedade Industrial nº 9.279/96).
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), que agora avalia se oficializa, ou não, denúncia criminal contra o homem.
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Ministério Público avaliará a denúncia criminal contra o empresário.
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