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As eleições presidenciais de 2026 no Brasil ocorrem em um contexto de recuperação do mercado de trabalho pós-pandemia, mas com pressões inflacionárias que levaram o Banco Central a elevar a taxa Selic para 13,75% ao ano. Isso resultou em aumento do endividamento familiar e inadimplência, apesar dos recordes de emprego e renda.
As famílias brasileiras chegam às eleições de 2026 com mais emprego, renda e dívidas do que em anos anteriores de votações presidenciais.
Enquanto o mercado de trabalho mostrou recuperação após a crise da pandemia, a alta dos juros para conter a inflação apertou o orçamento domiciliar, o que ajuda a explicar o quadro de endividamento e inadimplência, dizem analistas.
Os contrastes têm sido explorados nas campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O atual presidente buscou destacar os recordes de emprego e renda, ao passo que o senador tentou chamar a atenção para a pressão do endividamento e do custo de vida.
Os dois candidatos aparecem como favoritos nas pesquisas de intenção de voto antes do primeiro turno, que ocorre neste domingo (4).
Fabio Bentes, economista-chefe da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), diz que, em qualquer lugar do mundo, se a população permanecer empregada e tiver ganhos em consumo e qualidade de vida, o cenário tende a contribuir para a reeleição de um governante.
A questão, segundo ele, é que o Brasil chega a este domingo com sinais dúbios na economia, o que traz incerteza para as projeções eleitorais. A avaliação é uma referência às diferenças nos contextos do mercado de trabalho e do endividamento.
"Faz sentido que a disputa esteja tão acirrada como está para o governo federal e na maioria dos estados", afirma.
Dados da CNC apontam que, em agosto, 82% das famílias tinham dívidas a vencer, maior patamar da série histórica iniciada em 2010. O indicador inclui compromissos financeiros com cartão de crédito, cheque especial, carnês, empréstimos e outros.
Considerando apenas os meses de agosto, o percentual era de 59,1% em 2010, de 63,6% em 2014, de 60,7% em 2018 e de 79% em 2022. Esses são os anos das eleições presidenciais anteriores no país.
Quando a pesquisa considera somente as famílias com contas em atraso (inadimplentes), a proporção foi de 29,9% no último mês de agosto. O pico da série ocorreu em setembro e outubro do ano passado (30,5%). A fatia era de 29,6% em agosto de 2022.
Outro indicador é o das famílias que sinalizam não ter condições de pagar as contas em atraso.
Em agosto de 2026, 12,5% estavam nessa condição, nível superior ao de quatro anos atrás (10,8%). O pico da série ocorreu em outubro de 2025 (13,2%).
"Esse cenário evidencia o impacto que o aperto monetário [juros altos] teve sobre as famílias", afirma Bentes.
"As famílias não estão se endividando para consumir. Estão se endividando por outro motivo: o histórico de dívidas passadas que dificulta muito o reequilíbrio orçamentário."
A taxa básica de juros (Selic) está em 13,75% ao ano. O patamar elevado reflete a tentativa do BC (Banco Central) de conter a inflação após a economia ter sido estimulada, em parte, por medidas do governo.
Mesmo com o aperto dos juros, o mercado de trabalho segue mostrando sinais de força.
A taxa de desemprego do Brasil ficou em 5,3% nos três meses até agosto. É o menor patamar para esse trimestre na série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 2012.
O número de pessoas de 14 anos ou mais ocupadas com algum tipo de trabalho (formal ou informal) foi de 103,5 milhões até agosto. É o maior já registrado pelo IBGE.
Na média, a população ocupada teve renda de R$ 3.777 por mês. O valor é recorde para o trimestre finalizado em agosto.
Para Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados e colunista da Folha, o cenário econômico, em linhas gerais, ainda é favorável para o governo Lula na busca pela reeleição.
Nesse sentido, Vale cita o impacto de variáveis consideradas relevantes como a queda do desemprego e os sinais recentes de trégua da inflação.
"O que tem de negativo, e que afeta potencialmente a popularidade do governo, é a questão da inadimplência. Tem uma conjunção de juros elevados e população endividada, além do efeito das bets, que também afeta a inadimplência."
A liberação de crédito continua crescendo no país, mas ocorre em um ambiente de maior pressão sobre os orçamentos e se apoia em linhas mais caras, segundo artigo publicado na quarta (30) no Blog do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).
"A proporção de famílias endividadas, o comprometimento da renda e a inadimplência bancária estão em níveis recordes ou muito próximos deles, e a pressão é especialmente intensa entre as famílias de menor renda", diz o texto assinado pelos pesquisadores Pedro Avelino, Flávio Ataliba Barreto e João Mário Santos de França.
A técnica em enfermagem Luana Dutra Gomes, 37, vive essas dificuldades. Ela afirma que já estava com o orçamento apertado por um empréstimo vinculado ao salário de um emprego formal quando foi vítima de um golpe digital no ano passado.
Segundo a trabalhadora, outras duas operações de crédito foram tomadas em seu nome de modo fraudulento à época. Luana não conseguiu lidar com os custos financeiros e diz tentar na Justiça uma resolução para o caso.
"Meu nome sujou. Não consegui pagar cartão, não consegui fazer mais nada, me atolei em dívida", afirma. Ela vendeu pertences, recorre a bicos e recebe doações de alimentos para sobreviver.
AI outlook — possibilities, not facts
O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 ocorrerá neste domingo (4) com Lula e Flávio Bolsonaro como favoritos segundo as pesquisas de intenção de voto.
Very likely · Within hours
A inadimplência familiar continuará sendo um tema central nas campanhas presidenciais, especialmente entre famílias de baixa renda.
Likely · Within weeks

On Sunday (4), the first round of the 2026 Elections, Juiz de Fora changes municipal service schedules: public transport operates on a weekday basis, UPAs and emergency services operate 24 hours a day, while cultural facilities such as the Mariano Procópio Museum remain closed.

g1 follows in real time the voting day in the 1st round of elections in the South of Minas from 7am this Sunday. Of the 2.29 million voters in the region, 1.92 million have mandatory voting and 369 thousand have optional voting. Poços de Caldas leads the electoral college with 122,471 voters, followed by Pouso Alegre and Varginha. The group aged 40 to 44 is the most representative, with 215,927 voters, while there are more than 316 thousand elderly people aged 70 or over, including 8,323 centenarians. Voting takes place from 8 am to 5 pm Brasília time for president, governors, senators and deputies. The second round, if necessary, will be on October 25th.

The Regional Electoral Court of Minas Gerais reported that around 14,000 voters in Montes Claros will have changes to their voting locations this Sunday (4), with transfers of sections of the City Hall and the old Education Police Station to new addresses, in addition to changes at the Escola Estadual Secundino Tavares due to damage caused by the storm. TRE-MG is sending messages via WhatsApp to guide voters.

Trump announced he will send $90 checks to help pay for health insurance costs, to be distributed in October, just weeks before the Nov. 3 midterm elections. The payment will be financed by the Medicare Improvement Fund, although previous administrations have not used the fund for that purpose. The move comes amid low approval for his fight against inflation and includes previous promises of $500 for 1 million people and $5,000 per adult if Republicans hold on to Congress.

Federal deputy Benedita da Silva (PT) leads with 26% of valid voting intentions for the Senate in Rio de Janeiro, according to a Datafolha survey released this Saturday (3). Carlos Jordy (PL) and Carlos Portinho (PL) are in a technical tie with 19% and 18%, respectively. The survey interviewed 2,010 voters between Friday (2) and Saturday (3), with a margin of error of two percentage points.

A Datafolha survey released this Saturday points to a technical tie between Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL), Marina Silva (Rede) and Simone Tebet (PSB) for the Senate in São Paulo, with 22%, 22%, 21% and 20% of valid votes respectively. The margin of error is two percentage points. The percentage of undecided voters fell from 53% to 47% in the spontaneous poll.