Presidente do BC apontou que empresas buscam garantias do fundo sem ativos suficientes, gerando concorrência desleal.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, criticou a pressão de empresas não bancárias para usar o FGC em captações de varejo, alertando para riscos sistêmicos e concorrência desleal durante os 30 anos do fundo.
AI-generated summary
O FGC foi criado em 1995 para proteger pequenos investidores e dar estabilidade ao sistema financeiro nacional.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, criticou nesta quinta-feira (13) a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.
Galípolo explicou que muitas empresas, de pequeno ou médio porte, buscam autorização para atuarem semelhante aos bancos, usando as garantias do FGC, porém não apresentam ativos suficientes para tal operação.
"Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas", completou.
O principal problema, conforme o presidente do BC, é que as empresas de intermediação, quando procuram desempenhar papel análogo ao dos bancos, competem entre si e com as grandes instituições, porém com regras mais brandas para captação, prazos maiores e menor necessidade de garantias.
"Banco está em um negócio que é tomar dinheiro emprestado mais barato do que empresta e ter de pagar o que tomou emprestado depois do que pretende receber. Mesmo que ele consiga fazer esse casamento bem-feito entre passivo e ativo, bancos são falíveis, porque o nível de inadimplência pode crescer para quem você emprestou dinheiro, o negócio pode não ir bem ou você pode ter que transformar os seus ativos em liquidez numa velocidade que não é possível. Nessas condições, para você tentar conter esse tipo de corrida, o fundo garantidor exerce um papel essencial", disse Galípolo, ao destacar a importância do fundo como elemento de estabilização do sistema financeiro.
O presidente do BC participou da comemoração aos 30 anos do FGC, criado em 16 de novembro de 1995 para proteger pequenos investidores e dar estabilidade ao sistema financeiro com a chegada do Plano Real. O fundo é mantido com contribuições das instituições financeiras associadas.
O fundo teve papel importante durante o Plano Real e a crise mundial de 2008, dando segurança aos correntistas.
Recentemente, o fundo tem reembolsado investidores e correntistas de instituições prejudicadas pelas fraudes do Banco Master, em um montante de aproximadamente R$ 40,6 bilhões para cobrir as garantias de cerca de 1,6 milhão de credores. Após o impacto causado pelo Master, o FGC aprovou um plano de emergência para recompor o caixa, com aumento de até 60% das contribuições adicionais das instituições associadas.
Quando um banco quebra, o FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), por instituição ou conglomerado financeiro. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos. O objetivo é aumentar a segurança dos investidores e preservar a confiança no sistema financeiro.
O evento também inaugurou a exposição "O FGC e a Rede de Proteção do Sistema Financeiro Nacional", que ficará até o dia 30 de setembro no Prédio das Moedas, sede da B3, no centro da capital paulista. A mostra explica as origens e mudanças pelas quais o fundo passou ao longo de 30 anos, assim como seu funcionamento e impactos na economia nacional.
AI outlook — possibilities, not facts
Manutenção de medidas do Banco Central junto ao FGC
Likely · Within months

Uma força-tarefa logística envolvendo cinco navios e 80 caminhões transportou da China a Mato Grosso a maior roda-gigante da América Latina, estrutura de 108 metros que será instalada no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.
O dólar fechou no menor valor em dez dias, cotado a R$ 5,142, influenciado pelo enfraquecimento da moeda no exterior. O Ibovespa subiu 1,85% e o petróleo Brent encerrou acima de US$ 94 com tensões no Oriente Médio.
A Petrobras anunciou interesse na exploração de petróleo em Gana, após o Ministério de Energia e Transição Verde do país aprovar habilitação para negociar contratos em quatro blocos offshore na Bacia de Keta.

Petrobras e Pemex assinam memorando de entendimento para cooperação em hidrocarbonetos e biocombustíveis. Especialistas apontam desafios políticos, ceticismo histórico e falta de obrigatoriedade financeira nos acordos.
Estudo da Fundação Itaú revela que a formalização de jovens de 16 a 29 anos no Brasil é marcada por desigualdades sociais, raciais e regionais. A pesquisa também aborda aspirações profissionais e o temor em relação à inteligência artificial.
Empresas privadas com 100 ou mais empregados têm até 31 de agosto para atualizar informações no Portal Emprega Brasil visando o 6º Relatório de Transparência Salarial do MTE.