Breaking
BRTwo motorcyclists die after colliding head-on in JaguariúnaDE“It’s extremely crazy” – Helen Kevric wins World Championship silver after a serious injuryTRPetty officer who had a heart attack while on duty diedBRWoman stabbed and mentioned in audio by her ex needs urgent A+ blood after her condition worsens in hospital in Búzios, says familyBRSecond round of elections should see faster voting on the coast of SP, says head of registry officeTR35 thousand personnel are on duty for KPSSBRPresident of the TSE, Nunes Marques guarantees that each vote will be 'counted accurately and faithfully'ESThousands of young people protest in Milan against the cost of living while the Police identify more than 200 people in RomeBRMP asks Justice to bar Canella's election in Rio due to relationship with militias and the CVBRCrisis in the STF moves to the TSE in the 2nd round, and the court chaired by Kassio becomes a focus of frictionBRTwo motorcyclists die after colliding head-on in JaguariúnaDE“It’s extremely crazy” – Helen Kevric wins World Championship silver after a serious injuryTRPetty officer who had a heart attack while on duty diedBRWoman stabbed and mentioned in audio by her ex needs urgent A+ blood after her condition worsens in hospital in Búzios, says familyBRSecond round of elections should see faster voting on the coast of SP, says head of registry officeTR35 thousand personnel are on duty for KPSSBRPresident of the TSE, Nunes Marques guarantees that each vote will be 'counted accurately and faithfully'ESThousands of young people protest in Milan against the cost of living while the Police identify more than 200 people in RomeBRMP asks Justice to bar Canella's election in Rio due to relationship with militias and the CVBRCrisis in the STF moves to the TSE in the 2nd round, and the court chaired by Kassio becomes a focus of friction
BackGoverno da França anuncia prisões e apreensão de armas em meio a esforços para conter violência em protestos
Governo da França anuncia prisões e apreensão de armas em meio a esforços para conter violência em protestos
Developing
G13 hours agoWorld4 min readBrazilView translation

Governo da França anuncia prisões e apreensão de armas em meio a esforços para conter violência em protestos

Governo reforça segurança em todo o país após episódios de violência, resultando em fechamento de museus e adiamento de eventos esportivos.

Quick Look

  • O governo francês mobilizou 70 mil policiais neste sábado para conter protestos contra o custo de vida.
  • Até a tarde, 135 pessoas foram presas.
  • Museus em Paris fecharam e eventos esportivos foram adiados devido ao risco de violência e saques.

AI-generated summary

Why It Matters

Protestos contra o alto custo de vida na França têm gerado confrontos e prisões em massa nas últimas semanas. O governo tem restringido manifestações e aumentado o efetivo policial.

Font size

O governo da França anunciou que prendeu 135 pessoas em todo o país até o início da tarde deste sábado (24), em meio a uma grande operação para conter a violência nos protestos que foram convocados por todo o país.

Segundo o ministro do Interior, Laurent Nunez, muitas das prisões ocorreram após buscas preventivas que também resultaram na apreensão de itens que poderiam ser usados como armas. Entre eles, bolas de metal, chumbinhos, fogos de artifício, estilingues, balas de aço, armas improvisadas, uma katana e armas de airsoft.

Um dia antes, em uma coletiva de imprensa, ele anunciou um esquema de segurança reforçado, com 70 mil policiais e agentes especiais mobilizados para conter possíveis episódios de violência, saques e depredações como os que ocorreram há uma semana.

"Temos que ser extremamente ágeis. Recebemos muitos pedidos de interrupção por parte de grupos políticos e, simplesmente, de criminosos. Vai ser um dia longo", afirmou ele a repórteres.

Até o começo da tarde deste sábado, apenas um pequeno tumulto foi registrado na cidade de Lyon. A polícia disparou várias granadas de gás lacrimogêneo para dispersar um grupo que protestava perto de uma faculdade universitária e da delegacia de polícia da cidade quando os manifestantes tentaram bloquear a rua.

Os principais museus de Paris fecharam neste sábado (24) devido à previsão de novas manifestações. O Louvre, o Museu d'Orsay, o Museu Picasso e o Grand Palais — onde está em cartaz uma importante exposição de Cézanne —, entre outros, decidiram fechar aos turistas. A Art Basel, uma das feiras de arte contemporânea mais prestigiadas do mundo, cancelou parte de sua programação e abriu ao público apenas nesta sexta-feira (23).

Há uma semana, cerca de 3.000 lojas em toda a França foram danificadas ou saqueadas. Nos últimos dias, com a convocação para novas manifestações neste sábado, comerciantes barricaram suas lojas.

As manifestações contra o alto custo de vida já reuniram mais de 500 mil pessoas, segundo estimativas da imprensa do país. Elas foram acompanhadas por repressão policial e cerca de 1.800 pessoas foram presas no sábado passado (17).

Na quinta-feira (22), o presidente Emmanuel Macron recomendou que a população não participasse de manifestações nos próximos dias. Ele afirmou, após uma reunião do Conselho de Segurança francês, que apenas atos organizados por sindicatos seriam autorizados neste sábado. A decisão provocou reação de partidos de esquerda. Sete legendas recorreram ao Conselho de Estado, a mais alta instância da Justiça administrativa francesa, para contestar as declarações do presidente.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou na última sexta-feira (23) que 70 mil policiais e agentes especiais estarão mobilizados em todo o país. O efetivo é cerca de 15% maior do que o empregado na semana anterior, quando 60 mil integrantes das forças de segurança foram destacados. Segundo Nuñez, as autoridades identificaram nas redes sociais convocações para atos violentos e saques. O esquema de segurança contará com unidades especializadas, veículos blindados e equipamentos para dispersão de multidões. O governo também pediu às plataformas digitais, como Meta, Snap e TikTok, que mantenham vigilância reforçada durante o fim de semana.

As autoridades autorizaram atos em pelo menos oito grandes cidades, segundo um levantamento da AFP. As regras, porém, variam de município para município. Em Paris, a polícia havia aprovado um percurso entre as praças da Bastilha e da Nação, organizado por sindicatos. A manifestação de coletivos estudantis e de integrantes dos coletes amarelos, entre a Bastilha e a Ópera de Paris, foi proibida. Na sexta, uma coalizão sindical afirmou que a polícia determinou uma mudança no trajeto, que passaria a ligar a Porte de Vincennes à Porte d'Italie. Karl Ghazi, um dos dirigentes da agremiação, criticou a alteração e afirmou que o novo percurso dificulta o controle.

Em Marselha, a segunda maior do país, um protesto sindical foi autorizado excepcionalmente, depois que as autoridades locais haviam proibido manifestações na cidade. Em Lyon, a prefeitura proibiu atos em áreas centrais entre as 10h e as 23h, incluindo regiões comerciais e locais onde ficam prédios públicos importantes. A medida foi adotada após mais de 150 lojas serem depredadas e algumas saqueadas na cidade. O escritório de turismo local também foi incendiado durante os episódios de violência. Em Bordeaux, sindicatos pretendem contestar judicialmente a proibição dos protestos. Em Estrasburgo e Mulhouse, atos só poderão ocorrer em áreas próximas ao centro histórico.

A cidade de Orléans também deve concentrar manifestações neste fim de semana. O município recebe um congresso do partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN), da candidata à presidência Marine Le Pen, previsto para sábado e domingo (25). O governo estima que entre 20 mil e 30 mil pessoas de diferentes regiões da França participem de atos contrários ao partido no sábado. A programação do congresso prevê cerca de 5 mil participantes no primeiro dia e 10 mil no domingo. O percurso da manifestação foi alterado na sexta. O protesto, que inicialmente passaria pelo centro da cidade, começará pela manhã na região norte de Orléans. O governador do estado de Loiret, Hugues Moutouh, proibiu manifestações no domingo por razões de segurança. Cerca de 3 mil agentes deverão ser mobilizados para acompanhar os eventos do fim de semana.

As medidas de segurança também provocaram mudanças na programação cultural e esportiva da França. Em Paris, museus como o Louvre, o Museu d'Orsay, o Grand Palais, o Petit Palais e o Museu Picasso ficarão fechados neste sábado, segundo o Ministério da Cultura francês. A Ópera de Paris também suspenderá as atividades. A feira internacional de arte contemporânea Art Basel cancelou a abertura prevista para sábado e domingo. No futebol, a partida entre Paris Saint-Germain e Lyon, do campeonato francês, foi remarcada de domingo para segunda-feira a pedido da polícia de Paris. Outros jogos também tiveram mudanças de data ou horário em razão das manifestações.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • Continuidade de protestos em Orléans durante o congresso do RN.

    Very likely · Within days

Open Questions

  • Qual será a duração total dos protestos?
  • Haverá novas decisões judiciais sobre as proibições?

Related Topics

This article was originally published by G1.

Related Stories

More on this topicfrança