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O governo do Amazonas solicitou apoio federal para combater queimadas florestais, mas dispensou uma equipe de brigadistas antes de seu deslocamento, segundo o Ministério do Meio Ambiente. O comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas afirmou que o pedido de ajuda foi negado, enquanto o governo federal afirma que já está atuando no estado.
Bombeiros atuam em incêndio em zona rural de Itacoatiara. — Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica
O governo do Amazonas solicitou apoio do governo federal para combater queimadas florestais, mas dispensou uma equipe de brigadistas antes que ela se deslocasse para atuar no estado, informou o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A manifestação ocorreu após o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleilso Muniz, afirmar que o pedido de ajuda federal havia sido negado.
A divergência veio à tona na sexta-feira (9), durante entrevista de Muniz ao Jornal do Amazonas 1ª Edição, da Rede Amazônica. O comandante disse que os bombeiros receberam uma resposta negativa ao pedido de apoio para combater incêndios florestais, inclusive em áreas sob responsabilidade federal.
Horas depois, o Ministério do Meio Ambiente contestou a declaração e afirmou que o governo federal já atua no combate às queimadas no Amazonas. Neste sábado (10), as primeiras aeronaves enviadas pela União chegaram a Manaus. Uma comitiva federal também deve chegar à capital durante a noite para acompanhar as ações.
Ajuda foi dispensada após chuvas, diz ministério
Em nota, o Ministério do Meio Ambiente informou que recebeu, em 23 de setembro, uma solicitação de apoio do governo do Amazonas por meio do Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal), coordenado pelo Ibama.
A partir do pedido, foram mobilizados combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus).
No entanto, segundo o ministério, em 30 de setembro, o governo estadual informou que não precisava mais do apoio dos brigadistas com a justificativa de que chuvas contribuíram para o controle dos focos de incêndio. A equipe federal foi dispensada antes de se deslocar para atuar em campo.
O MMA afirmou ainda que orientou o governo estadual a solicitar recursos pelo Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) para ampliar a capacidade de resposta aos incêndios. Até este sábado, segundo a pasta, o pedido não havia sido formalizado.
O g1 questionou o governo do Amazonas se a dispensa da equipe federal em 30 de setembro foi uma decisão formal do estado e qual o posicionamento sobre a divergência, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta.
Bombeiros dizem que pedido de aeronaves foi negado
A declaração do comandante dos bombeiros que deu início à divergência ocorreu na sexta-feira (9). Durante entrevista à Rede Amazônica, Orleilso Muniz afirmou que a corporação havia recebido uma resposta negativa ao pedido de apoio federal.
"Nós já tivemos um retorno negativo, de que não seria possível apoiar. Reforço e apelo mais uma vez: o estado do Amazonas precisa somar esforços com o Governo Federal para fazer um enfrentamento qualificado", afirmou.
Ao g1, os bombeiros enviaram dois ofícios relacionados à solicitação de recursos para combater os incêndios florestais. Um deles foi encaminhado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública em 18 de setembro. O outro contém a resposta da pasta, assinada em 1º de outubro.
No documento, o Ministério da Justiça informou que não poderia atender à solicitação naquele momento. Segundo a resposta, a Secretaria Nacional de Segurança Pública não dispunha de equipamentos daquele tipo para doação e indicou alternativas para a obtenção de recursos federais.
O pedido, assinado por Muniz, previa quatro aeronaves para combater o fogo, uma aeronave para transportar equipes e equipamentos e recursos para a compra ou o aluguel de veículos.
Governo federal cita ações no Amazonas
Além da mobilização de equipes e aeronaves, o Ministério do Meio Ambiente afirmou que o governo federal apoia o Amazonas por meio do projeto ProAmazon, financiado pelo Fundo Amazônia com R$ 45 milhões.
De acordo com a pasta, os pagamentos foram realizados em janeiro de 2025 e março de 2026. Os recursos são destinados ao fortalecimento da estrutura do Corpo de Bombeiros e a ações de prevenção e combate a incêndios florestais e queimadas não autorizadas.
O ministério também informou que, desde o início da temporada de incêndios, o Ibama extinguiu 229 incêndios no Amazonas e continua atuando no combate a outros 20 focos ativos. A pasta não informou onde as operações estão concentradas.
Fumaça volta a encobrir Manaus
Neste sábado, a fumaça voltou a encobrir Manaus pelo terceiro dia consecutivo. Por volta das 6h, a concentração de partículas finas chegou a 209,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³) no sensor instalado na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), na Zona Centro-Sul da capital.
O índice é mais de oito vezes superior ao limite de 25 µg/m³ utilizado pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), como referência para uma boa qualidade do ar.
Na região central de Manaus, a concentração chegou a 164,1 µg/m³. No Morro da Liberdade, o sensor registrou 157,2 µg/m³. Nos três pontos, a qualidade do ar foi classificada como péssima.
Manaus amanhece encoberta pela fumaça — Foto: José Lima/Rede Amazônica
AI outlook — possibilities, not facts
O governo do Amazonas formalizará um pedido de recursos pelo Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) para ampliar a capacidade de resposta aos incêndios.
Possible · Within weeks
As operações do Ibama no Amazonas continuarão focadas nos 20 focos ativos de incêndio mencionados na reportagem.
Likely · Within days

The National Institute of Meteorology (Inmet) issued a red alert due to relative humidity below 12%, increasing the risk of forest fires and health problems, valid until the end of the day and may be renewed.

The Civil Defense of Campo Grande issued an orange alert for the risk of storms between this Saturday (10) and Sunday (11), with a forecast of rain of 30 to 60 mm/h or 50 to 100 mm/day, intense winds and risk of flooding, falling trees and damage to the electrical network. Guidelines include avoiding risk areas, not taking shelter under trees and staying away from electrical wires. Emergency services available via numbers 156, 193 and 199.

Piracicaba (SP) recorded the hottest day of 2026 with 35.2ºC this Friday (9), surpassing the previous annual record. With air humidity at 39%, below the recommended 60%, there was a yellow alert for storms with a risk of hail, winds of up to 60 km/h and rainfall of up to 50 mm. An expert from Esalq/USP relates the climate pattern to the 2015 El Niño, with favorable prospects for agriculture in the Southeast, except for sugar cane, whose harvest could extend until December due to humidity, reducing the sugar content (ATR).

Fire hits recycling cooperative warehouse in Cidade do Automóvel, in the Federal District. Around 12 Fire Department teams fought the flames; two trucks were lost and no one was injured.

Feira de Santana, in Bahia, faces a heat wave forecast with temperatures reaching 37°C next Thursday. Inmet warns of dry weather and health risks, recommending hydration and care with sun exposure.

The Ministry of the Environment announced the sending of six aircraft and 290 firefighters to fight fires in Amazonas, following differences with the state government over requests for assistance and the worsening of air pollution in Manaus.