Homem é condenado a 16 anos e 8 meses por tentativa de feminicídio em creche no ES
Quick Look
- Átila Vicente Martins Braga foi condenado a 16 anos e 8 meses de prisão por tentar matar a ex-companheira com um revólver que falhou duas vezes enquanto ela buscava o filho em uma creche em Castelo, Espírito Santo.
- A vítima tinha medida protetiva ativa e o agressor também tentou suicídio com a mesma arma, que novamente falhou.
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Why It Matters
O crime ocorreu em fevereiro de 2026 enquanto a vítima buscava o filho em uma creche em Castelo, Espírito Santo. Ela possuía uma medida protetiva de urgência ativa contra o agressor, Átila Vicente Martins Braga, devido a histórico de violência doméstica.
Homem tentou matar ex enquanto ela buscava o filho em creche e arma falhou duas vezes, em Castelo, Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta
A Justiça condenou a 16 anos e 8 meses de prisão o homem que tentou matar a ex-companheira na frente de uma creche em Castelo, no Sul do Espírito Santo, em fevereiro deste ano. De acordo com o Ministério Público do estado (MPES), Átila Vicente Martins Braga cumprirá a pena em regime inicialmente fechado.
O crime ocorreu enquanto a vítima buscava o filho na unidade de ensino. Em seu relato, a mulher afirmou que Átila se aproximou e tentou iniciar uma conversa. Ela se recusou e o homem passou a agredi-la fisicamente. Em seguida, Átila sacou um revólver, apontou a arma para a cabeça da ex-companheira e tentou atirar duas vezes, mas o armamento falhou. Nesse momento, a vítima conseguiu fugir e pedir socorro.
Vítima possuía medida protetiva contra o ex
Em sua denúncia, o Ministério Público destacou que o crime foi cometido enquanto uma medida protetiva de urgência estava ativa para proteger a vítima. Após a tentativa de feminicídio, Átila apontou a arma contra si mesmo para tentar o suicídio, mas a arma falhou novamente. Ele acabou descartando o revólver e fugindo do local.
Arma usada no crime foi comprada por R$ 4 mil
Átila foi localizado pela Polícia Militar na mesma noite do crime, em 25 de fevereiro, em uma estrada de terra situada em uma área isolada do município, após indicar que tinha a intenção de se entregar. Durante a abordagem, ele relatou aos policiais que havia bebido uma garrafa de cerveja antes de ir ao encontro da ex-companheira.
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O agressor também confessou que vendeu uma motocicleta Honda Biz para comprar o revólver pelo valor de R$ 4 mil. A arma de fogo utilizada no crime não foi localizada pelas autoridades. Na ocasião, ele foi autuado em flagrante por tentativa de crime de feminicídio e por descumprimento de medida protetiva de urgência, conforme os termos da Lei Maria da Penha.
Réu negou intenção de matar
Durante o seu depoimento no Tribunal do Júri, Átila negou que tivesse a intenção de assassinar a ex-companheira. A versão apresentada por ele sustentava que ele pretendia apenas cometer suicídio na frente da mulher para fazer com que ela se sentisse culpada.
Os jurados, no entanto, rejeitaram a versão da defesa e votaram pela condenação. A condenação foi determinada na quinta-feira (3).
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Open Questions
- O revólver usado no crime foi recuperado pelas autoridades?
- Quais foram as motivações exatas por trás da tentativa de suicídio do agressor após o fracasso do atentado?
- Houve falhas na aplicação ou fiscalização da medida protetiva vigente?





