Idosos de Ribeirão Preto lideram endividamento bancário com dívida média de R$ 41 mil
Quick Look
- Levantamento da plataforma Acordo Certo revela que pessoas com mais de 65 anos em Ribeirão Preto têm dívida média de R$ 41 mil com bancos, 12 vezes maior que a de jovens de 18 a 24 anos.
- O endividamento entre idosos está ligado ao uso de crédito para ajudar familiares, enquanto jovens enfrentam dificuldade de acesso ao crédito devido à informalidade no trabalho.
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Why It Matters
O levantamento foi realizado pela plataforma Acordo Certo entre janeiro e agosto de 2024, analisando o perfil financeiro dos moradores de Ribeirão Preto, com foco no endividamento bancário por faixa etária.
Um levantamento da plataforma Acordo Certo mostra que pessoas com mais de 65 anos lideram o ranking de dívidas com bancos em Ribeirão Preto (SP). A pesquisa analisou o perfil financeiro dos moradores da cidade entre os meses de janeiro e agosto deste ano.
De acordo com o estudo, a dívida média entre os idosos chegou a R$ 41 mil no período, valor cerca de 12 vezes maior do que o registrado entre jovens de 18 a 24 anos, cuja média de débitos é de aproximadamente R$ 3,4 mil.
Ainda de acordo com o estudo, as dívidas entre as pessoas de 55 e 64 anos é de R$ 31 mil.
Veja abaixo o valor das dívidas por faixa etária:
18 a 24 anos: R$ 3,4 mil
25 a 34 anos: R$ 9,2 mil
35 a 44 anos: R$ 16 mil
45 a 54 anos: R$ 25 mil
55 a 64 anos: R$ 31 mil
65 anos ou mais: R$ 41 mil
Panfleto de crédito facilitado — Foto: Reprodução/EPTV
Segundo o coordenador de marketing Eduardo Cavalheiro, um dos fatores que contribuem para o endividamento entre pessoas com mais de 65 anos é o uso do crédito para ajudar familiares.
"Os mais velhos, muitas vezes, estão assumindo as dívidas da família toda, que é, muitas vezes, aquela pessoa que já tem um consignado, um dinheiro da aposentadoria garantido, ela faz empréstimo para pessoas diferentes da família, alguém não paga e, por conta disso, ela acaba se endividando, é o que a gente mais tem observado".
A aposentada Maria de Fátima, de 68 anos, enfrenta dificuldades para quitar as dívidas. Segundo ela, é preciso conciliar a aposentadoria com os empréstimos e as despesas de casa.
"Eu fui fazendo empréstimos, pegava um empréstimo para pagar outro e foi virando uma bola de neve, até que eu não consegui pagar mais nada".
Dívi — Foto: Reprodução/TV Globo
Ainda de acordo com o especialista, o menor índice de endividamento entre os jovens pode estar relacionado à dificuldade de comprovação de renda, principalmente entre os que estão ingressando no mercado de trabalho de maneira informal.
"O que a gente observa é que os mais jovens estão entrando no mercado de trabalho pela informalidade. Por isso, eles não conseguem comprovar renda e não têm acesso a crédito. Logo, essas dívidas não aparecem, eles não conseguem nem contrair a dívida".
Como evitar o endividamento
Segundo Eduardo Cavalheiro, a família também pode ter um papel importante na prevenção do endividamento dos idosos, principalmente quando a aposentadoria é a principal fonte de renda e acesso ao crédito.
"Eu acho que o ponto principal é a família como um todo ter consciência de que, se aquela pessoa com mais de 60 anos é a única que tem, muitas vezes, acesso a crédito, ela é a fonte de crédito da família, ela precisa ser preservada, porque é aquele dinheiro que ela vai usar para as despesas médicas, para qualquer emergência."
Ele ainda ensina a dar prioridade para o pagamento de dívidas que impactam diretamente na negativação do nome.
"É necessário priorizar primeiro as dívidas que mais impactam nessa negativação. Banco, cartão de crédito, que tem um juro altíssimo, essas dívidas devem ser as primeiras a serem renegociadas".
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Open Questions
- Qual é a taxa de inadimplência entre os idosos endividados?
- Existem programas municipais de renegociação de dívida para aposentados em Ribeirão Preto?
- Qual é o impacto do endividamento idoso na economia local?






