Irmão é denunciado por latrocínio e fraude processual após morte de Poliana dos Santos Gonçalves em RO
Segundo o Ministério Público, João Vitor dos Santos Gonçalves alterou a cena do crime e apresentou versões divergentes sobre o ocorrido em Machadinho D'Oeste.
Quick Look
- João Vitor dos Santos Gonçalves foi denunciado pelo MP-RO por latrocínio e fraude processual na morte da irmã, Poliana dos Santos Gonçalves.
- O acusado teria alterado a cena do crime antes da chegada da polícia e apresentado versões contraditórias aos investigadores.
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Why It Matters
Poliana dos Santos Gonçalves foi encontrada morta em sua casa em 18 de março, com sinais de tortura e perfurações. O caso envolve a suspeita de participação de outras quatro pessoas, das quais duas faleceram durante a investigação.
João Vitor dos Santos Gonçalves, de 24 anos, acusado de participação na morte da irmã, Poliana dos Santos Gonçalves, de 31 anos, alterou a cena do crime antes da polícia chegar, segundo informações do Ministério Público de Rondônia (MP-RO). Ele foi denunciado à Justiça nesta semana por latrocínio e fraude processual.
De acordo com a denúncia, João Vitor fez uma fotografia do quarto onde o corpo da vítima foi encontrado em Machadinho D'Oeste (RO). A imagem foi registrada 15h02 do dia 18 de março. O boletim de ocorrências do caso narra que o acusado foi à delegacia às 15h20 contar que encontrou a irmã morta.
Os policiais analisaram essa imagem, comparam com a cena que encontraram no local e perceberam que os objetos do local foram alterados. A impressão digital do acusado foi encontrada em um aparelho de televisão que estava na residência.
O MP-RO também aponta divergências entre as versões apresentadas por João Vitor sobre onde estava no período dos fatos e os demais elementos reunidos durante a investigação.
Outras quatro pessoas foram apontadas como participantes do crime. Duas delas, faccionadas, morreram ao longo da investigação. As outras, um homem e uma mulher, foram presas em março e denunciadas por latrocínio. Os nomes deles não foram divulgados pelas autoridades.
Poliana foi encontrada morta dentro da própria casa no dia 18 de março, com mãos e pernas amarradas e os olhos vendados. O corpo apresentava 24 perfurações provocadas por um objeto cortante.
A denúncia aponta que Poliana foi submetida a violência física e psicológica. Antes de ser morta, ela foi obrigada a transferir R$ 3,1 mil para a conta de um dos suspeitos. Após o crime, um homem fugiu levando o celular e a motocicleta da vítima.
O g1 tenta localizar a defesa do acusado.
João Vitor dos Santos Gonçalves publicou um vídeo nas redes sociais logo depois do enterro, em março. Nas imagens ele aparece chorando, conta que encontrou o corpo e diz que uma das suas primeiras reações foi orar.
"Eu tive a infelicidade de achar o corpo. Eu estava em conversa com um amigo meu e eu fui surpreendido. Eu falei para ele: 'mano, achei o corpo da minha irmã'. E aí eu já puxei meu telefone e liguei para um amigo policial, depois eu orei. Foi o que deu vontade de fazer no momento e eu orei, e tudo que eu fiz até o momento foi orar", conta ele no vídeo publicado em março.
Durante a gravação, ele também falou sobre o momento do velório e disse que tentou se manter firme para cuidar da família. Segundo João Vitor, Poliana era sua única irmã e a morte causou nele um sentimento de vazio.
What to Watch
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Julgamento do acusado pelo Poder Judiciário.
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