
Vítima encontrou fotos e vídeos do crime na galeria do aparelho em Uberaba; homem alegou embriaguez.
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Homem de 32 anos foi preso em Uberaba suspeito de estuprar colega de apartamento de 18 anos enquanto ela dormia.
Jovem dividia apartamento há oito meses com amigo preso por estuprá-la e gravar o crime em MG
A vítima de 18 anos encontrou imagens do próprio estupro ao pegar o celular do amigo emprestado. O caso foi registrado na quarta-feira (28), em Uberaba, no Triângulo Mineiro.
Por Juliana Leal, Eloisa Oliveira, g1 Triângulo — Uberaba
Um homem de 32 anos foi preso na quarta-feira (28) em Uberaba por estupro de vulnerável. Ele dividia o apartamento com a vítima de 18 anos.
A vítima descobriu o crime ao usar o celular do suspeito emprestado. Ela encontrou fotos e 6 vídeos de si mesma sendo estuprada enquanto dormia.
As gravações eram de 6 de outubro, dia em que a jovem consumiu álcool. Ao ser confrontado, o suspeito confessou o ato, pediu desculpas e fugiu da residência.
A PM constatou que a vítima estava inconsciente nas gravações. O homem continuou enviando mensagens até ser localizado e abordado.
O homem alegou esquecimento devido ao uso de álcool e disse considerar a vítima como irmã. A prisão em flagrante foi ratificada na quinta-feira (29).
A jovem de 18 anos que encontrou fotos e vídeos sendo estuprada pelo amigo no celular dele dividia apartamento com o homem há oito meses em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O suspeito, de 32 anos, foi preso em flagrante por estupro de vulnerável na quarta-feira (28).
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima usava o celular do amigo emprestado para tirar uma foto de si mesma quando viu uma imagem dela na galeria do suspeito. Na foto, ela aparecia deitada e dormindo em um sofá, vestida, mas com a calcinha abaixada, enquanto era estuprada.
O suspeito foi localizado pela Polícia Militar por volta das 2h. Ao confessar o crime, afirmou que, quando consome bebida alcoólica, não se lembra dos próprios atos.
Conforme a Polícia Civil divulgou nesta quinta-feira (29), o homem teve a prisão ratificada por estupro de vulnerável. Neste momento da investigação, a corporação ouve o depoimento de testemunhas e analisa as imagens do crime.
Jovem descobriu crime ao usar celular do amigo
Segundo o boletim de ocorrência, a jovem relatou que sempre teve acesso ao celular do amigo e que, naquela ocasião, pediu autorização para usar o aparelho para tirar uma foto de si mesma.
Ao abrir a câmera, ela disse ter se reconhecido em uma das imagens armazenadas na galeria do suspeito. Na foto, aparecia deitada e dormindo em um sofá, vestida, mas com a calcinha abaixada, enquanto era estuprada.
Ao verificar a galeria, a jovem encontrou outros seis vídeos e três fotos que registravam a conjunção carnal enquanto ela dormia.
As imagens estavam datadas de 6 de outubro, data em que, segundo a vítima, ela saiu com amigas e consumiu bebidas alcoólicas. Naquele dia, voltou para casa e adormeceu no sofá.
A jovem afirmou que encaminhou imediatamente os arquivos para o próprio celular.
Na presença de uma testemunha, ela confrontou o amigo. Segundo o boletim de ocorrência, inicialmente o homem negou o crime, mas depois confirmou o ato e pediu desculpas à vítima, alegando que estava embriagado.
Após a confissão, a jovem disse que chamaria a Polícia Militar. Nesse momento, o suspeito a segurou com força pelos braços e pediu que não fosse denunciado. Em seguida, deixou a residência.
Preso após denúncia
A Polícia Militar ouviu o relato da vítima e de duas testemunhas que presenciaram o estado de nervosismo da jovem após o confronto com o suspeito.
Segundo o boletim de ocorrência, a jovem mostrou os vídeos e as fotos aos policiais, que constataram que o homem manteve atos sexuais com a vítima enquanto ela estava "inconsciente pelo sono". Em uma das gravações, é possível ver o rosto do suspeito antes do crime.
Durante as buscas, o homem continuou trocando mensagens com a vítima pelo WhatsApp, mas se recusava a informar onde estava. Após informações repassadas por testemunhas, ele foi encontrado no bairro Girassóis.
Na abordagem, o suspeito afirmou que não se lembrava dos acontecimentos relatados pela jovem. Ao ser confrontado com as imagens, confessou o ato, mas alegou que faz uso de bebida alcoólica e que costuma se esquecer das próprias ações.
De acordo com o registro policial, ele também afirmou que considera a jovem como uma irmã e que não tinha intenção de lhe fazer mal.
O celular do suspeito não foi localizado durante a abordagem. Segundo ele, o aparelho foi perdido no trajeto após deixar a residência.

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