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Justiça aceita denúncia contra ex-padrasto acusado de matar adolescente em Encantado
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G11 hour agoCrime2 min readBrazil

Justiça aceita denúncia contra ex-padrasto acusado de matar adolescente em Encantado

Wagno Arezi Henika, de 40 anos, tornou-se réu pelo crime de feminicídio contra Alice Levandoski Nitz, de 14 anos.

Quick Look

  • A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou a denúncia contra Wagno Arezi Henika pelo feminicídio de sua ex-enteada, Alice Levandoski Nitz, de 14 anos.
  • O crime ocorreu em Encantado, após uma discussão financeira, e o réu permanece preso preventivamente.

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A vítima foi morta em 17 de agosto após um desentendimento financeiro. O réu, ex-padrasto da adolescente, confessou o crime à polícia.

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A Justiça aceitou a denúncia contra o ex-padrasto acusado de matar a adolescente Alice Levandoski Nitz, de 14 anos. De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a vítima foi morta em 17 de agosto, após um desentendimento relacionado a questões financeiras. Wagno Arezi Henika, de 40 anos, se tornou réu pelo crime de feminicídio.

O homem segue preso preventivamente. Alice foi encontrada sem vida na casa do ex-padrasto, em Encantado, no Vale do Taquari. Ele foi preso no dia seguinte.

Conforme o MPRS, o crime foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na denúncia, consta que o ex-padrasto "desferiu-lhe golpes de martelo" e, na sequência, "munido de uma faca, desferiu repetidos golpes", provocando a morte de Alice ainda no local.

O g1 procurou o advogado Márcio Arcari, que representa Wagno, mas ele não havia retornado até a última atualização desta reportagem.

Adolescente o tratava como pai

O inquérito da Polícia Civil foi concluído no dia 27 de agosto. Segundo a polícia, a vítima tratava o ex-padrasto como pai e continuava em contato com ele mesmo após ele e a mãe se separarem, cerca de um mês antes do crime. Como os dois moravam no mesmo bairro, a poucas quadras de distância, a presença da adolescente no imóvel era considerada algo habitual.

A adolescente perdeu o pai ainda na infância e o padrasto, com quem a mãe iniciou um relacionamento quando ela tinha um ano de vida, tornou-se uma figura paterna. Ele não tinha histórico de desavenças com a ex-companheira e mantinha uma relação considerada amigável, tanto com a mulher quanto com as filhas dela.

Ainda conforme a delegada Dieli Caumo, a perícia não encontrou nenhum vestígio de violência sexual e confirmou que a morte foi causada pelas facadas.

Em depoimento, o homem confessou à polícia que matou a ex-enteada.

"Começou uma discussão e ele 'perdeu a cabeça', nas palavras dele", diz a delegada.

Conforme a polícia, Wagno exercia uma posição de controle sobre a jovem. "Ele era bem rígido, quase beirando a uma violência psicológica, pelas informações das testemunhas", afirma a delegada.

Quem era a adolescente

Alice é lembrada pela comunidade escolar como uma jovem inteligente e talentosa. Ela estudava na Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Jardim do Trabalhador desde a educação infantil.

Segundo a vice-diretora Karina Belotti Cenci, a jovem tinha forte ligação com as artes: declamava poesias e era integrante do grupo de dança tradicionalista da instituição, o Oigalê.

"Sempre pronta, com sorriso, cheia de vivacidade", diz Karina.

A paixão pelo tradicionalismo era compartilhada com os três irmãos, que também passaram pelo projeto.

Alice jogava futsal em um clube local, o Fênix FC Futsal Feminino.

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This article was originally published by G1.

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