
Ex-jogadora deverá prestar serviços à comunidade e pagar indenização de R$ 20 mil por danos à honra de treinador
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O caso envolve uma denúncia de assédio feita em 2023, que resultou em danos à carreira do treinador. A sentença foi proferida pela 4ª Vara Criminal de Santos em 13 de fevereiro de 2025.
A Justiça determinou, em primeira instância, a prestação de serviços à comunidade, o pagamento dos honorários advocatícios e de R$ 20 mil de indenização ao profissional.
Segundo Kleiton, Luciana escreveu uma carta anônima entregue à diretoria do clube em 2023. O documento informava que ele a teria assediado em uma feira livre em Santos. A ex-jogadora negou ter escrito o texto, embora confirme que a situação aconteceu.
O treinador moveu uma ação contra Luciana no mesmo ano, mas o processo foi arquivado. Ele, porém, procurou a polícia para a abertura de investigações e deu início a um novo processo em 2025. A sentença foi publicada na última quinta-feira (13).
Na decisão, a juíza Denise Gomes Bezerra Mota, da 4ª Vara Criminal de Santos, destacou que, independentemente de quem tenha escrito a carta, a ex-jogadora confirmou aos dirigentes do clube que teria sido vítima de assédio.
Segundo a magistrada, isso causou consequências graves à honra do treinador. Kleiton deixou o clube na época e está há três anos sem exercer a função.
Apesar disso, a juíza apontou que não há elementos para comprovar que Luciana foi a responsável pelo vazamento das cartas à imprensa, o que poderia aumentar a pena aplicada.
"Uma vez, na feira, eu estava perto de uma barraca de pastel. Lá, o treinador chegou e perguntou se eu estava comendo pastel. Aí eu respondi: 'Não, estou esperando as meninas', então ele deu a volta por mim, olhou para minha bunda e disse: 'Acho que não'. Insinuando que minha bunda parecia grande".
A advogada Paula Carpes Victório, que representa a ex-jogadora, informou que recebeu a decisão com respeito às instituições e ao Poder Judiciário. "Em razão do sigilo profissional, a defesa não fará comentários sobre o conjunto probatório ou sobre aspectos específicos do processo neste momento".
Já o advogado Leandro Weissmann, que defende o ex-técnico, afirmou que o cliente é um profissional sério, com uma trajetória de décadas no futebol feminino construída com trabalho, dedicação e resultados.
"Sempre exerceu uma função que naturalmente envolve cobranças por desempenho, disciplina e condição física. No caso de Luciana, essas cobranças existiam justamente porque havia insatisfação com seu rendimento esportivo e com o cumprimento das orientações profissionais que recebia", disse.
"Kleiton está afastado do futebol [...]. Perdeu trabalho, oportunidades profissionais e teve sua imagem associada publicamente a uma conduta extremamente grave", afirmou. Segundo a defesa, a condenação representa um passo fundamental para o restabelecimento da verdade e da honra do profissional.

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