
A campanha do primeiro turno termina com Lula (PT) em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL), que vive seu melhor momento com crescimento entre homens, evangélicos e classe média no Sudeste, enquanto o presidente enfrenta dificuldade para ampliar seu eleitorado apesar de vantagem entre baixa renda e jovens.
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A disputa presidencial de 2026 chega ao fim do primeiro turno com Lula buscando reeleição e enfrentando crescimento de Flávio Bolsonaro, candidato do PL que ganha força entre específicos segmentos eleitorais.
A campanha do primeiro turno chega ao fim com Lula (PT) segurando um empate técnico, mas pressionado pela dificuldade de ampliar seu eleitorado, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) experimenta seu melhor momento, chegando à boca da urna com uma curva ascendente de intenção de votos.
A última pesquisa do Datafolha antes da votação voltou a mostrar sinais de estagnação no desempenho do presidente, o que indica que os frutos das medidas anunciadas pelo governo foram mais modestos do que a campanha petista gostaria.
A ameaça de Flávio à candidatura de Lula chega a seu ponto mais agudo, com o bolsonarista surfando uma onda impulsionada principalmente pela classe média, por eleitores do Sudeste, pelos homens e pelos evangélicos.
Pontos-chave
O teto de Lula continua mais baixo do que em 2022 em segmentos ligados ao petismo.
Flávio vive a onda mais forte da campanha, avançando de forma consistente entre homens, evangélicos e bolsonaristas nas últimas três pesquisas.
Um empate técnico com uma fatia considerável de eleitores indecisos ainda mantém a disputa aberta.
Lula entre os jovens
46% em 2026
53% em 2022 Flávio no 1º turno
44% entre os homens
35% entre as mulheres Indecisos - Espontânea
15% na baixa renda
14% entre as mulheres Não sabem o número
12% do total de eleitores
53% dos eleitores de Caiado
O teto rebaixado de Lula
Após ter experimentado na última pesquisa um aumento do apoio do eleitorado de baixa renda, Lula voltou a estacionar nesse segmento. O grupo tem sido a espinha dorsal do petismo nas últimas duas décadas, emprestando ao presidente uma cesta generosa de votos para ampliar sua distância sobre os adversários ou compensar resultados negativos em outros recortes.
Um dos principais obstáculos da campanha de Lula nesta eleição foi a dificuldade de repetir, em alguns segmentos estratégicos, números que garantiram ao petista a maioria de votos na eleição passada.
Entre eleitores com renda de até dois salários mínimos, Lula tem larga vantagem sobre Flávio Bolsonaro (50% a 32%), mas o petista ainda aparece sete pontos abaixo dos números que teve nesse grupo na última pesquisa do Datafolha em 2022.
O déficit do presidente é o mesmo no segmento de eleitores mais jovens (16 a 24 anos), que deram apoio majoritário a sua candidatura há quatro anos.
Lula conseguiu recuperar fôlego no Nordeste e chegou a um patamar próximo do resultado que teve em 2022. Por outro lado, nos populosos estados do Sudeste, o presidente tem seis pontos a menos do que na última campanha.
O sprint de Flávio Bolsonaro
Em cerca de dez dias, Flávio avançou de forma consistente em praticamente todos os grupos que o bolsonarismo considera mais sensíveis. Os números desenham um movimento consistente de acúmulo de apoio nesses segmentos, e ainda não houve sinais de que essa onda esteja prestes a quebrar.
Considerando as últimas três pesquisas do primeiro turno, Flávio subiu de 39% para 44% entre os homens, um eleitorado que costuma desequilibrar o jogo para o bolsonarismo.
No Sudeste, o avanço também foi de cinco pontos, de 37% para 42%.
Na faixa média de renda, o salto foi de 40% para 47%.
Entre os evangélicos, Flávio foi de 47% para 55% nas três leituras. A hipótese é que o caso Nossa Senhora pode ter provocado um efeito rebote, fidelizando a relação entre o grupo e o senador.
As pesquisas ainda capturaram dois sinais de consolidação do eleitorado em torno de Flávio. O primeiro foi o crescimento das intenções de voto entre eleitores que se declaram bolsonaristas, de 80% para 86%. O segundo é o aumento do número de apoiadores que sabem o número do candidato (de 79% para 91%) em dez dias, uma tradicional marca de comprometimento do eleitor.
Por que o cenário ainda pode mudar
Por trás do empate técnico entre Lula e Flávio, a pesquisa ainda mostra um estoque de indecisão, que ainda pode mexer no resultado nas próximas horas.
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não vê uma cartela de candidatos, 11% ainda não sabem dizer em quem vão votar. Além disso, 13% dos eleitores dizem que o voto pode mudar até domingo, com uma volatilidade ainda na faixa dos 40% entre aqueles que declaram apoio a Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).
AI outlook — possibilities, not facts
O segundo turno vai ocorrer entre Lula e Flávio Bolsonaro, dado o empate técnico e a margem de erro das pesquisas.
Likely · Within days
Flávio Bolsonaro vai manter ou aumentar seu apoio entre evangélicos e homens até a votação.
Likely · Within days

Candidates for the 2026 elections in Pará held motorcades, walks, leafleting and planning meetings in Belém and municipalities in the interior, with the first round scheduled for October 4th and a possible second round on the 25th of the same month.

Six candidates are competing for the Government of Pará in the 2026 elections. This Sunday (4), voters vote in a single round or first round to define the command of the state Executive.

Five candidates are running for the government of Espírito Santo in the 2026 elections, with voting in the first round scheduled for Sunday, October 4th. To win in the first round, a candidate must obtain more than half of the valid votes; otherwise, the two with the most votes will compete in the second round on October 25th. On the same day, voters will also vote for state, federal, senatorial and presidential offices.

Eleven candidates are running for two seats in the Senate for Espírito Santo in the 2026 elections, with voting on October 4th. Voters must choose two different candidates using three-digit numbers in the electronic ballot box, and the second vote for the same person is canceled. There is no second round for the Senate.

Electoral research indicates that Lula (PT) and Flávio Bolsonaro (PL) are technically tied with 47% and 46% of valid votes, respectively, within the margin of error of 45% to 49% for Lula and 44% to 48% for Flávio. Other candidates such as Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) and Romeu Zema (Novo) also appear tied within the margin of error, with rates between 1% and 6%. Blank, invalid and undecided votes vary between 2% and 9%.

Surveys released this Saturday highlight valid votes, excluding blank, null, undecided and abstaining votes. Quaest uses the likely voter model to estimate voting intentions, considering voters with a greater propensity to attend. To win in the first round, 50% of the valid votes plus one are required.