
Casal enfrenta novas denúncias de tortura contra opositores, com julgamento previsto para 2027
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Maduro e Flores foram capturados em janeiro por militares americanos em Caracas sob ordens de Donald Trump. Desde então, estão detidos no Brooklyn aguardando julgamento por tráfico e tortura.
As acusações adicionais, apresentadas na quinta-feira passada, ampliaram significativamente o processo criminal dos Estados Unidos contra Maduro, de 63 anos, e Flores, de 70. Anteriormente, os dois se declararam inocentes das acusações de que abusaram do poder para ajudar traficantes de drogas a transportar cocaína. Seus advogados afirmaram que eles também negam as acusações de tortura.
Maduro e Flores, capturados pelos militares americanos em uma operação realizada em janeiro por ordem do presidente Donald Trump e levados para Nova York, devem ser questionados sobre como se declaram em relação às acusações de tortura durante uma audiência de instrução marcada para as 12h no horário de Brasília, perante o juiz federal Alvin Hellerstein, no tribunal federal de Manhattan.
Promotores do gabinete do procurador dos Estados Unidos em Manhattan afirmam que Maduro ordenou que autoridades torturassem políticos da oposição e militares acusados de conspirar contra ele, com o objetivo de se manter no poder no país sul-americano.
Em um dos episódios descritos na denúncia, Maduro teria ordenado, em 2014, que autoridades sequestrassem militares para obter informações sobre possíveis dissidentes. Quando alguns deles continuaram a resistir, ele teria dito aos agentes que deveriam “apertá-los com mais força”.
Segundo a denúncia, Flores concordou com o plano durante a reunião e rejeitou uma proposta alternativa de obter informações por meio da infiltração nas fileiras dos possíveis dissidentes.
Maduro e Flores não são acusados de terem praticado pessoalmente qualquer ato de tortura. O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027. Caso sejam condenados por todas as acusações, cada um enfrentará uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão.
As relações entre Maduro, um socialista, e os Estados Unidos foram tensas durante os 13 anos em que ele esteve no poder à frente do país, rico em petróleo.
Governos americanos sucessivos impuseram sanções a altos funcionários venezuelanos e a empresas estatais importantes, citando supostas violações dos direitos humanos, corrupção e fraudes eleitorais. Maduro acusava os Estados Unidos de tentar afastá-lo do poder para obter maior controle sobre os recursos naturais do país sul-americano.
A campanha de pressão culminou na operação de 3 de janeiro, quando militares americanos capturaram Maduro e Flores na residência do casal, em Caracas, e os levaram para os Estados Unidos para responder às acusações de tráfico de drogas anunciadas naquele mesmo dia. Desde então, os dois estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn.
A ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, assumiu a liderança da Venezuela após a captura dele e ampliou a cooperação com os Estados Unidos. Trump apresentou a captura de Maduro e a retomada das relações com a Venezuela como um importante êxito de sua política externa às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, em 3 de novembro, nas quais seus correligionários republicanos lutam para manter o controle do Congresso.
AI outlook — possibilities, not facts
Audiência de instrução sobre acusações de tortura
Very likely · Within hours
Início do julgamento criminal
Very likely · Within years
Missiles and drones fired by the Houthis hit a location near the Maashiq presidential palace in Aden. The attack resulted in two deaths, but the prime minister and members of the Yemeni cabinet emerged unharmed from the onslaught.

Montages of Donald Trump with a tiger, circulating after the death of William Chapman at a zoo in England, generate outrage. Chapman, who suffered from schizophrenia, died after breaking into the animal's enclosure at Yorkshire Wildlife Park.

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Nicolás Maduro and Cilia Flores face new accusations of torture in the US, adding to previous accusations of drug trafficking. The couple, captured in Caracas in January, are awaiting a hearing in New York with a trial scheduled for June 2027.

Nicolás Maduro and Cilia Flores face new accusations of torture in the US, adding to previous accusations of drug trafficking. The couple, captured in Caracas in January, are awaiting a hearing in Manhattan with a trial scheduled for June 2027.
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